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TI & Carreira & Curriculo André Dourado em 07 Jan 2009

5 dicas para criar um bom currículo para a área de TI

Profissionais de TI têm a fama de escrever currículos inadequados. Saiba quais são os principais erros cometidos pelos candidatos e crie o currículo ideal.

Por InfoWorld/EUA
07 de janeiro de 2009 - 10h00

Currículos da área de tecnologia estão se empilhando muito rápido nas mesas dos recrutadores. Mais do que nunca, é importante ter um currículo que se destaque da multidão. Infelizmente, os profissionais de TI têm a fama de produzir currículos muito complicados de se entender.

No mercado aquecido do ano passado, até dava para se safar com um currículo pobre. No ambiente turbulento que vivemos, no entanto, um currículo bem escrito e formatado pode fazer toda a diferença para você garantir seu sustento diário.

A Infoworld preparou uma lista com cinco dicas essenciais para que o profissional de tecnologia elabore um currículo de destaque.

1 – Deixe os detalhes de lado.
“O problema número 1 com a maioria dos currículos técnicos é que eles são muito longos”, diz Martha Heller, diretora administrativa e recrutadora da firma de recrutamento ZRG. É muito comum, afirma, recebermos currículos de seis páginas que poderiam ter duas. Três páginas é o limite, mas somente se o profissional tiver ao menos uma década de experiência e conquistado muitos bons resultados.

Os profissionais de TI tendem a escrever grandes currículos porque entendem o valor de documentação e dos detalhes. O pensamento é de que o trabalho existirá somente se ele estiver bem documentado. Há também o temor de que a tecnologia importante para o potencial empregador deva ser somente o minicomputador DEC PDP-11, no qual o profissional trabalhou nos anos 1980, mas não mencionou no currículo. Dirigido por esse medo descabido, os profissionais de TI mais nervosos engordam seus currículos com todos os detalhes técnicos desde o surgimento dos computadores.

O conselho de Heller é ficar mais tranqüilo e resumir tudo. “Com o ritmo das mudanças da tecnologia, não há nenhuma forma de aquela tecnologia com a qual você não lida desde 1985 ajude a encontrar um emprego agora. Deixe fora do seu currículo”, diz.

2 – Não escreva um objetivo.
“Não coloque um objetivo no currículo”, diz Carole Schlocker, que dirige o iSpace, uma firma de recrutamento em TI. “Ninguém liga para o que você quer. As empresas querem saber o que você pode fazer por elas”, afirma.

Uma forma comum de iniciar um currículo seria algo como “Objetivo: usar meus conhecimentos técnicos em um ambiente empresarial abrangente para crescer com a organização e ajudá-la a ser competitiva e lucrativa”.

Em vez do objetivo, tente abrir o currículo com um resumo das qualificações em, no máximo, quatro tópicos. Veja um exemplo de como fazê-lo:

- Mais de 10 anos trabalhando com aplicações Oracle, personalizando-as para organizações globais;
- Expertise específica nos seguintes módulos e versões Oracle: Procurement and Spend Analytics, Hyperion Financial Management.

Os dois tópicos são resumidos, evitam frases e palavras genéricas como “gerência de projetos”, “suporte a vendas”, “liderança”, “trabalho em equipe” e “excelente habilidades comunicativas”. Pequenos, os currículos não comportam estes termos que ficam sem sentido.

3 – Saiba os canais pelos quais se currículo passa.
Quando for fazer o currículo, pense nas mãos e nos locais pelos quais ele vai passar. A maioria dos currículos de profissionais de TI entram em um redemoinho. Podem ser procurados por palavras chaves em mecanismos de busca, parar na mão de um contratador ou recrutador não técnico ou mesmo chegar nas mãos de um CTO ou CIO. O desafio é escrever um currículo que seja eficiente para todos.

Em uma primeira etapa, seu currículo passa por um mecanismo de busca. Assim, você primeiro deve definir que tipos de acrônimos e palavras chaves têm maiores probabilidades de serem utilizadas. Pode ser uma tarefa árdua, mas, na dúvida, crie múltiplas versões de seu currículo, dependendo do objetivo.

Ao definir palavras-chave, pense nas suas variantes. Você deve preencher o currículo com Access, MS Access ou Microsoft Access? Todas dizem a mesma coisa, mas é difícil saber qual terá mais valor para a busca. “O seguro é utilizar pelo menos duas das três”, diz Schlocker. É bom lembrar que as palavras-chave quase sempre são definidas de acordo com a descrição da vaga que a pessoa solicitante passa aos recrutadores.

Outra questão importante é utilizar palavras-chave e acrônimos tanto na lista de habilidades técnicas quanto no corpo do currículo. Com isso, o candidato otimiza a busca e facilita a leitura por parte dos recrutadores, que conectará mais fácil os predicados do postulante e as características da vaga.

4 – Destaque somente as certificações adequadas.
Os gerentes de recrutamento estão com currículos até o pescoço e precisam separá-los em duas pilhas: os que servem e os que não servem. Certificações são uma forma bastante efetiva de realizar esse primeiro filtro. Certos ou errados, os recrutadores não-técnicos usam as certificações com freqüência para ajudá-los a avaliar as habilidades técnicas.

Certificações são quase tão importantes quanto experiência de trabalho. Mas ter a certificação correta pode contar pontos a favor do candidato. De acordo com pesquisa da Foote Partners com mais de 22.000 profissionais de TI, as certificações mais valiosas hoje estão em dois campos: arquitetura e segurança. Certificações da Microsoft e da Cisco também estão em alta.

5 – Saiba balancear a parte técnica com os negócios.
Descrever seus empregos anteriores de forma sucinta e eficiente é mais arte do que ciência. Não há regras específicas, mas algumas dicas podem facilitar isso. A descrição de empregos anteriores deve se iniciar com um tópico que dá uma visão geral sobre o que foi realizado. Veja o exemplo:

“Técnico especializado em serviços financeiros com experiência em redes de larga-escala com uptime excelente”

O corpo deve descrever detalhes técnicos que mostra o impacto da atuação do profissional nos negócios. Tanto o gerente de recrutamento quanto o CIO quer funcionários que entendem o papel da tecnologia nos negócios, principalmente em tempos de turbulência financeira. Os empregos mais recentes devem conter os maiores detalhes, enquanto os mais antigos requerem apenas o nome da empresa e o seu cargo.

Prefira números na hora de descrever as experiências passadas. Como um líder de administração de sistemas, por exemplo, quantas pessoas o candidato gerenciou? Se o postulante à vaga construiu uma rede de relacionamentos, deve pontuar o número de pessoas que ela reúne.

Pode soar bem dizer que você respondia diretamente ao CIO, mas o recrutador pode sentir-se enganado se descobrir que foi em uma empresa de cinco pessoas. “Habilidades técnicas, posição ocupada e realizações têm valor de acordo com o contexto da empresa na qual se trabalhava”, diz Heller.

Fonte: Computerworld

TI & Carreira André Dourado em 07 Jan 2009

A caça-talentos do Google

Bruno Ferrari, de INFO Online
6 de janeiro de 2009

Yvonne Ageyi, que, entre outras funções, tem a missão de encontrar novos profissionais para trabalhar na empresa americana fala com o INFO Professional

O cargo dela até assusta. Yvonne Ageyi é diretora mundial de captação de novos talentos e responsável pela área de diversidade do Google. De passagem pelo Brasil, a executiva veio entregar um prêmio em Belo Horizonte a mulheres que disputaram o primeiro Women in Technology Award. Em entrevista ao INFO Professional, a caça-talentos conta como a empresa americana busca novos profissionais e quais áreas que estão em alta nas contratações do Google:

INFO Professional: Você veio ao Brasil para o primeiro Brazil Women in Technology Award. Como foi o evento?
Yvonne Ageyi: Reunimos em Belo Horizonte cem mulheres estudantes de ciências da computação de diferentes universidades, que desenvolveram projetos de pesquisa baseados em tecnologias abertas. Selecionamos seis finalistas que participaram de dois dias e meio de workshops no Google. Uma das razões para fazermos concursos como este é ajudar na formação de comunidades, pois há um número pequeno de mulheres que cursam ciência da computação.

IP: E como foi a o clima entre as participantes?
YA: Elas ficam muito empolgadas em saber o que cada uma delas está estudando em suas respectivas faculdades. As finalistas também passaram um bom tempo com dois professores membros da Sociedade Brasileira da Computação que deram suporte às pesquisas realizadas e apontaram algumas perspectivas para a carreira em ciência da computação

IP: Por que você acha que há cada vez menos mulheres nos cursos de tecnologia?
YA: Isso é um grande problema que está ocorrendo globalmente. Nós não temos certeza de todas as razões, mas acreditamos que parte dos motivos está ligada à percepção da ciência da computação. As pessoas acham que o profissional resume-se a ficar o sentado em frente a um computador, programando durante 12 horas por dia, sem falar com outras pessoas, o que ao torna uma pessoa chata. Outro motivo é que a imagem que as pessoas fazem de uma pessoa da área de ciência da computação costuma ser de um homem. Então, quando as mulheres partem para decidir aquilo que vão estudar, elas não sentem uma conexão com esta área, elas não imaginam alguém como elas trabalhando com engenharia ou tecnologia.

IP: No Brasil, o percentual de mulheres em cursos de TI varia entre 5% e 10% do total. Qual é a participação das mulheres no Google?
YA: A quantidade de mulheres varia de acordo com cada um de nossos escritórios. Mas, de uma forma geral, é mais ou menos a média que nós temos nas universidades americanas, em torno de 18% de mulheres. Mas nós estamos tentando aumentar esta participação internamente e também nas universidades.

IP: Saindo um pouco do público feminino e focando em carreira. Quais as novas áreas em que o Google está procurando profissionais?
YA: Estamos buscando novas formas de conseguir acesso a informações. Então as novas áreas para nós são mobile, mapas e direções. Outros formatos de comunicação, como o vídeo, também estão ganhando cada vez mais espaço. Cinco anos atrás, era apenas uma coisa interessante. Hoje tudo está nos vídeos. É importante que os profissionais estejam preparados para trabalhar nessa realidade.

IP: E como surgem essas “novas profissões”?
YA: As novas carreiras são novos modos de utilizar as tecnologias. Pegando a visão tradicional da tecnologia e aplicando em diferentes áreas. E as pessoas ainda nem sabem quantas oportunidades existem. Um exemplo. Aqui no Brasil, uma das ganhadoras do Brazil Women in Technology Award era estudante da área de biológicas. A pesquisa dela estava baseada em desenvolver tecnologias para criar imagens em terceira dimensão do corpo humano para que o médico pudesse saber detalhadamente o problema de saúde de seu paciente sem precisar fazer intervenções cirúrgicas.

IP: Em relação às linguagens? Em qual delas o estudante de ciência da computação deve se especializar?
YA: Eu não sou a pessoa mais técnica para te responder, mas posso dizer que estamos sempre procurando pessoas que saibam programar nas clássicas linguagens C, C++ e certamente o Java entra nesta lista. Outras mais novas como o Ajax também são desejadas.

IP: E como andam as buscas?
YA: Busca continua sendo nosso principal negócio e nós continuamos a investir em maneiras de melhorar nossos sistemas. Aqui no Brasil, por exemplo, nossa equipe de Belo Horizonte trabalha quase que exclusivamente em melhoras para certificar que o usuário realmente ache aquilo que está procurando e também para que ele encontre a informação certa antes mesmo de procurar.

IP: Para finalizar, como o Google criou esta cultura de quase todo estudante de tecnologia querer trabalhar na empresa?
YA: A principal razão que nós identificamos fazendo pesquisas internas em todas as regiões do mundo é que as pessoas escolhem o Google por causa das pessoas com quem elas trabalham. São profissionais muito inteligentes, com muita energia, apaixonados pelo que eles fazem e apaixonados por tecnologia. Logicamente que a tradição de o Google ter um ambiente divertido para se trabalhar conta, mas a razão número um é realmente com quem essas pessoas vão trabalhar. A segunda razão é a possibilidade de se trabalhar em projetos muito interessantes. Imagine se você é um engenheiro ou desenvolvedor de produto e você irá desenvolver serviços que serão utilizados por milhões e milhões de pessoas e que vão de fato ter impacto na vida desses usuários.

Fonte: Info Professional

Post Relacionado: O que houve com as mulheres de TI?

TI & Carreira & Notícias André Dourado em 06 Jan 2009

Microsoft pode entrar na onda de demissões em meados de janeiro

Por PC World/EUA
Publicada em 06 de janeiro de 2009 às 15h30

São Francisco - Rumores dão conta que, pela primeira vez em sua história, companhia fará um corte formal em sua equipe em meados de janeiro.

Acompanhando as notícias sobre os impactos da crise mundial em todo o mundo, começaram a circular esta semana rumores de que a Microsoft estaria preparando o primeiro corte formal de pessoal de sua história. Os últimos comentários sugerem que a companhia deve anunciar a demissão de cerca de 15 mil funcionários o que, segundo uma fonte, seria anunciado no próximo dia 15 de janeiro.

Notícias de que a Microsoft estaria apertando o cinto não são novas e ela não é a única companhia a fazer isso. Em dezembro o Yahoo anunciou o corte de 10% de sua força de trabalho e há rumores de que a IBM também estaria planejando cortes. Mas é tentador especular se os cortes planejados pela Microsoft são mais que uma resposta à crise, especialmente diante da perda de market share dos principais produtos da companhia nos últimos meses.

O Windows, por exemplo, enfrentou um período duro no final do ano. No início de dezembro, analistas anunciaram que a participação de mercado do sistema operacional estava abaixo de 90% pela primeira vez. Durante o período de férias, a participação caiu outro ponto percentual. Muitas destas máquinas foram trocadas por outras rodando o Mac OS X ou o Linux OS.

O Internet Explorer também vem perdendo mercado. Desde outubro do ano passado, sua participação caiu 3,1%. Em seu lugar entram rivais mais modernos, como o Firefox e o Google Chrome, percebidos pelos usuários como mais rápidos, seguros e aderentes e padrões do que o browser da Microsoft.

O domínio do mercado de sistemas operacionais vem sendo considerado como fundamental para a atuação da companhia em outras categorias, como a de produtividade. Mais recentemente, no entanto, empresas como a Salesforce.com e o Google surgiram como ameaça ao tradicional modelo de software no desktop ao oferecer seus aplicativos via web e tornando o Windows mais ou menos irrelevante.

Estas perspectivas combinadas com a previsão de que as vendas da Microsoft estarão abaixo das expectativas pela primeira vez desde 2000 certamente mostram tempos difíceis no horizonte da companhia de Redmond.

Neil McAllister, editor da PC World, de São Francisco

Fonte: IDG Now

TI & Desenvolvimento & Agile André Dourado em 06 Jan 2009

Qual a Taxa Apropriada de Testadores Ágeis para Desenvolveres? Isso Depende.

Postado por Chris Sims, traduzido por Anderson Duarte Vaz em 06 Jan 2009 06:19 AM

Uma grande questão no desenvolvimento de softwate é: qual é a taxa apropriada de testadores para desenvolvedores? Uma recente discussão na lista Scrum Development perguntou como a metodologia ágil impacta nesta taxa. A resposta para primeira questão parece ser ‘isso depende’. A resposta para segunda questão, de acordo com Elisabeth Hendrickson, é que times times ágeis podem executar mais testes, com menos testadores.

Qual é a taxa apropriada de testadores para desenvolvedores?

Com o passar dos anos, está sendo muito interessante descobrir a ‘correta’ taxa de testadores para desenvolvedores. A Microsoft emprega a taxa de 1-para-1 de testadores para desenvolvedores, de acordo com o livro ‘Microsoft Secrets (Os Segredos da Microsoft)’. Em uma sondagem informal com os participantes de uma conferência, Randall Rice concluiu que a taxa mais comum era 1 testador para 3 desenvolvedores. Um artigo publicado por Cem Kaner, Elisabeth Hendrickson, e Jennifer Smith-Brock concluiu que taxas como essa são surpreendentemente insignificantes. A responsabilidade e as tarefas atribuídas para cada um desses papéis variam muito de projeto para projeto. Por exemplo, o controlador-chefe é um desenvolvedor ou um testador?

Além dos problemas de contabilidade, o grupo encontrou que as variações em circunstâncias de projeto fazem comparações entre projetos menos relevantes. Tais fatores incluem:

  • A confiança inicial do projeto
  • A extensão das configurações que precisam ser testadas
  • A testabilidade do software
  • A disponibilidade de ferramentas
  • A experiência dos testadores e desenvolvedores
  • Os padrões de qualidade que precisam ser atingidos

Johanna Rothman chegou a uma conclusão similar no artigo: It Depends: Deciding on the Correct Ratio of Developers to Testers. Randall Rice, em seu artigo The Elusive Tester to Developer Ratio, também encontrou taxas da indústria de valor duvidável:

Vamos deixar bem entendido que eu não desconsidero por completo o uso de taxas no planejamento caso elas sejam suas próprias taxas, baseadas na sua experiência, na sua tecnologia e na sua estrutura organizacional. O que eu vejo como risco é quando uma organização usa as taxas de outras organizações e as aplica nos projetos sem considerar as diferenças em tecnologia, maturidade de processo, e níveis habilidade.

Como a Metodologia Ágil Impacta na Taxa de Testadores para Desenvolvedores?

Em um recente webcast, tanto Elisabeth Hendrickson como Lisa Crispin descreveram ambientes ágeis como ‘nirvana dos testes’. falou sobre ambientes tradicionais de trabalho onde o software é entregue pelo time de desenvolvimento ao time de qualidade (QA) muitas vezes D.O.A. (dead on arrival, morto na chegada), instável ou falho no início. Isso nunca ocorre no seu trabalho com times ágeis.  Em times ágeis, testadores tem a oportunidade de agregar muito mais valor por realizar testes exploratórios, criando testes automatizados e trabalhando mais próximos dos donos do produto para refinar os requerimentos e os critérios de aceite.

Elisabeth tem visto times ágeis funcionando efetivamente com significante baixas taxas de testadores para desenvolvedores. Entretanto, isso não indica que testes são menos importantes. Na experiência dela, times ágeis precisam de habilidades com testes no mínimo como os times tradicionais necessitam. A diferença é que nessas habilidades e na responsabilidade da garantia de qualidade não está com algumas poucas pessoas chamadas de testadores. O time inteiro está trabalhando para construir qualidade no produto, ao contrario de um time de qualidade (Q.A.) testar a qualidade dentro no produto.

Como seu time gerencia responsabilidades de testes? Deixe um comentário e compartilhe sua experiência.

Fonte: InfoQ

TI & Carreira André Dourado em 06 Jan 2009

Crise leva executivos a buscar mercado global

Mais da metade dos tomadores de decisão de todo o mundo está disposta a mudar de país por conta das incertezas do mercado

Redação do COMPUTERWORLD
Publicada em 05 de janeiro de 2009 às 18h39

Pesquisa realizada pelo Instituto Korn/Ferry indica que 85% dos executivos ao redor do mundo acreditam que o mercado de trabalho mundial vai perder postos em 2009.

Da mesma forma, 84% dos entrevistados afirmam que estão prontos para considerar transferências para outros países e 55% estão totalmente dispostos a realizar a mudança. O levantamento foi realizado em setembro e outubro de 2008, meses em que a turbulência do mercado financeiro atingiu seu auge.

Para Sérgio Averbath, presidente da Korn/Ferry na América do Sul, a criação de novos empregos nessa nova fase do mercado global poderá estar em locais diferentes dos atuais, não necessariamente onde estão os talentos.

A pesquisa apresenta outros números que contradizem a crença dos executivos na redução dos empregos. Quase metade deles, 47%, afirmaram que as empresas onde trabalham estão contratando, apesar do momento econômico. Já 27% disseram que o quadro de funcionários está congelado e somente 26% declararam que suas empresas estão demitindo.

Fonte: CIO

TI & Gestão de Projetos & Agile André Dourado em 06 Jan 2009

Agile na PM Network

Um interessante artigo sobre Agile foi publicado na edição deste mês da PM Network. Por mais que o artigo tenha focado as questões econômicas em volta da utilização de métodos ágeis, ele consegue mostrar muitos ganhos reais que empresas estão tendo ao utilizar times enxutos e práticas ágeis para o desenvolvimento de produtos.

A PM Network de janeiro pode ser lida e baixada AQUI! O artigo está na página 40, com o título “The Incredible Shriking Team”.

Vale a leitura!

Fonte: aXmagno Blog

TI & Costumes & Notícias André Dourado em 05 Jan 2009

Mac: 25 anos!

Usuário ou não de Mac, você certamente vai concordar comigo que as criações da turma da maçã são muito inovadoras. Sou usuário de Mac a vários anos e afirmo, mais do que máquinas com excelente design, os Macs são estáveis, fáceis de utilizar, não tem problemas de vírus, tem uma performance além da média e mesmo com a alta do US$, ainda acho que o custo versus benefício é positivo.

Em Dezembro/08 o Mac faz aniversário de 25 anos e a revista Wired publicou uma reportagem e um “timeline” mostrando os produtos criados pela empresa que hoje produz os não menos famosos iPod e iPhone

Fonte: SOA Simples Assim!

TI & Notícias André Dourado em 31 Dez 2008

PageRank ganha nova atualização

O Google PageRank vinha sendo atualizado há alguns dias e finalmente dia 30/12 a atualização foi finalizada. O blog ADSystems agora é PageRank 2, graças a todos vocês que vem acompanhando nossos posts. Muito obrigado.

E o seu blog como ficou com a nova atualização do PageRank? Você ainda não sabe, então confira aqui.

TI & Gestão de Projetos & Agile André Dourado em 30 Dez 2008

Oficializada a comunidade “PMI Agile”!

Em Outubro de 2008, no congresso Global do PMI em Denver, o PMI (Project Management Institute) anunciou através do seu VCP (Virtual Communities Project), a intenção de lançar uma comunidade Agile. Este é o resultado do trabalho de um grupo de integrantes do PMI, interessados nas práticas ágeis, liderados por Jesse Fewell.

Segue o comunicado publicado no blog do Jesse Fewell:

PMI Agile is Official !

October 27th, 2008
To all PMI Agilists, it is official !

At last week’s PMI Global Congress in Denver, PMI’s Virtual Communities Project (VCP) announced their intent to launch an Agile community as the next new specific interest component. This is an exciting culmination of all our collected efforts. For over a year now, all of you have been expressing your enthusiasm to VCP and collaborating with local chapters on Agile practices. This combination of bottom-up and top-down engagement has gotten the attention of PMI leaders worldwide.

What exactly is this community going to be
Under the new component governance framework, VCP has defined two different tiers of specific interest communities: an entry-level “forum”, and a full-service “community of practice”. VCP is targeting Q2 of 2009 as the launch date for an Agile “forum” community. Once we have achieved that basic level of service to our members, we can then grow into the next tier (sounds rather close to iterative and incremental, wouldn’t you say?). For a more explanation of the VCP project, you can check out the latest issue of PMI Today here: http://www.pmitoday-digital.com/pmitoday/200810/ (note, you must first login to pmi.org before clicking the link)

What happens next?
Right now, our community steering committee is talking to VCP about what should go into a 2009 business plan. Once that plan begins to take shape, we’ll have a rather large backlog of requirements that need to be accomplished. So what we need now are volunteers to help build the community, and publicize its formation. Our most immediate need is to people to the SQE Agile Dev Practices conference in Orlando next month: http://www.sqe.com/go?ADP08APMI. PMI Agile has a booth there, and we need competent (that would be you) PMI members to volunteer an hour of their time to help spread the word. If you’re interested in helping in Orlando, or in any other facet, contact me directly at jesse.fewell@excella.com

Who were the real players in making this happen?
Finally, we have to do some recognition of those who have put us in this position:

Mike Griffiths was the first to issue this challenge to us, and paved the way with his Agile lectures at SeminarsWorld.
Dave Prior, Bob Tarne, and the IT&Telecom SIG have been collaborating with Jim Cundiff and the Scrum Alliance to raise Agile awareness within PMI.
Michele Sliger and Stacia Broderick who, after co-writing a mapping of Agile processes to the PMBOK, then co-wrote a draft community plan that we submitted to VCP.
Michele Sliger, Karen R.J. White, James Goebel, Bijan Nikravan, Douglas Melanson, and Peter Bennison who all spoke on Agile topics at last week’s Congress, providing ample validation that VCP’s support is well-founded.
All of you, too numerous to mention by name, who emailed, blogged, petitioned, and preached that Agile can make a difference to the PMI community.

Let’s keep the ball rolling!

O vídeo da entrevista com Jesse Fewell no PMI 2008 North American Global Congress, sobre a oficialização da comunidade:


PMI 2008 North American Global Congress - Jesse Fewell Interview from PMI - IT & Telecom SIG on Vimeo.

Fonte: Jesse Fewell’s Blog

TI & Desenvolvimento & Agile André Dourado em 29 Dez 2008

Em busca de agilidade

Thomas Wailgum - CIO (EUA)
Publicada em 07 de dezembro de 2007 às 11h57

Estudos mostram que as metodologias de desenvolvimento ágil geram resultados melhores. Então porque tão poucos CIOs já a adotaram?

A Farm Credit Services of America não parece ser uma organização do tipo que fomenta controvérsias. Esta cooperativa concede empréstimos a mais de 66.000 fazendeiros e pecuaristas da região centro-oeste dos Estados Unidos para a compra de bois, porcos, tratores, enxadas e outras coisas do gênero. Sua principal razão de existir — fornecer 11 bilhões de dólares em financiamento de capital operacional e imobiliário a quem alimenta a América — é tão acolhedora quanto as imagens de plantações de milho, pastagens verdejantes e fazendeiros rijos e determinados que adornam seu material de marketing.

A cooperativa está sediada em Omaha, Nebraska, região conhecida mais pelos filés do que pelo laboratório avançado de uma das metodologias de desenvolvimento mais comentadas em TI: a programação ágil. Mas agilidade foi exatamente o que a Farm Credit Services abraçou, e com força total.

A vantagem do ágil
O termo “programação ágil” significa coisas diferente para cada pessoa, mas todas as metodologias de desenvolvimento ágil têm os seguintes princípios básicos: os envolvidos da área de negócio são alocados em pequenas equipes autônomas de desenvolvimento; as equipes apóiam-se menos em requisitos e documentação e mais em conversas frente a frente; estas conversas resultam em um diálogo contínuo para design, teste e redesenho de software. O redesenho constante, dizem seus defensores, produz ferramentas de negócio mais oportunas e úteis. ( leia mais sobre o assunto em “O ABC da programação ágil”)

O surgimento do método de desenvolvimento ágil é uma resposta direta ao doloroso histórico de fracassos de projetos de software, custos superiores ao previsto e insatisfação do negócio com o modelo tradicional — a metodologia em cascata pela qual o desenvolvimento se desdobra lentamente em uma série de etapas, abrangendo análise de requisitos, design, implementação, teste, integração e manutenção. No entanto, apenas 17% das empresas norte-americanas e européias utilizam processos de desenvolvimento ágil, de acordo com a pesquisa “Enterprise Agile Adoption in 2006”, realizada pela Forrester Research.

Mas a Farm Credit Services recebeu bem a programação ágil. “Tínhamos os requisitos, criávamos as aplicações, mas ninguém ficava satisfeito no final”, diz Dave Martin, CIO da cooperativa. Um projeto em particular, a migração de um sistema de processamento de aplicações de clientes baseado em mainframe para uma versão Web chamada PinPoint, tinha mais de 200 páginas de requisitos e foi concluída em 2004, depois de transcorridos quase três anos. Neste ínterim, os requisitos e as necessidades de negócio mudaram e a maioria dos membros da equipe de negócio original já não estava mais lá. O sistema resultante, repleto de bugs, foi deixado de lado pouco depois de sua estréia questionável.

Isso nada tem de incomum. Segundo pesquisa sobre a situação do desenvolvimento ágil (“State of Agile Development”) realizada em 2006 pela Agile Alliance e pela Version¬One, apenas 29% dos projetos tradicionais foram ”razoavelmente bem sucedidos” ou “muito bem sucedidos”. Em comparação, 81% dos projetos ágeis alcançaram igual nível de sucesso.

O Standish Group, que compila o famoso relatório Chaos sobre fracassos de projetos de software, reportou na pesquisa de 2006 que somente 16% dos projetos feitos no modelo tradicional tiveram êxito, contra 41% dos projetos ágeis. Jim Johnson, chairman do Standish Group, estuda fracassos de projetos há anos e não entende por que as empresas ainda resistem ao desenvolvimento ágil. “Dizer que empresas ou CIOs estão relutantes em adotar o método ágil é o mesmo que dizer que eles não tomariam uma aspirina para dor de cabeça”, compara. “Além de não tomarem a aspirina, eles estão batendo a cabeça contra a parede e se perguntando por que dói.”

A adoção do ágil
Há dois anos, Martin, da Farm Credit Services, decidiu “dar uma sacudida”. Depois de receber uma leve cutucada de Lou Thomas e Beth Schmidt, diretores de desenvolvimento de aplicações, a equipe adotou o Scrum, que suporta repetições de instruções de duas semanas, reuniões diárias e análises e testes freqüentes. “Nossa premissa é ter produtos potencialmente prontos para liberação a cada duas semanas”, explica Thomas.

Na Farm Credit existem seis equipes de desenvolvimento compostas de um analista de negócio, um líder de projeto, um desenvolvedor-chefe, dois ou três desenvolvedores, um engenheiro de banco de dado, um a três “donos” do negócio e um engenheiro de QA. Em vez de requisitos, as equipes de desenvolvimento escrevem “histórias de usuários” à medida que o projeto avança, detalhando melhorias de funcionalidade e tecnologia, sucessos e desafios. “As histórias de usuários são o principal mecanismo para transmitir as necessidades do negócio”, diz Martin. Antes, os projetos apresentavam a média de 100 defeitos por lançamento. A média, agora, fica entre zero e dois. “Lançamos cinco produtos-chave com resultados fenomenais”, revela Martin. “Em todos os casos, os donos do negócio ficaram extasiados com o resultado final.”

Ágil em qualquer lugar? Nem tanto.
CIOs de empresas de todos os portes dizem que abandonaram totalmente ou estão descontinuando aos poucos as metodologias tradicionais de desenvolvimento. “Não sou do tipo que prometo tudo em 18 meses”, afirma Raymond Dury, CIO da Fifth Third Bancorp que adotou um método ágil chamado Extreme Programming.

Mas os processos cascata, na verdade, não ficaram para trás há tempos. Além do já mencionado estudo da Forrester (somente 17% usavam o ágil em 2006), uma pesquisa realizada em março de 2006 com leitores da revista Software Development e do Dr. Dobb’s Journal descobriu que 60% não estavam utilizando nenhuma metodologia ágil em suas organizações.

Não por coincidência, os CIOs estão buscando ajuda para gerenciamento de projeto ativamente. De acordo com a última pesquisa da CIO norte-americana, quase 75% dos leitores estão “extremamente interessados” ou “muito interessados” em descobrir como podem melhorar a disciplina de gerenciamento de projeto. Tudo isso leva a uma pergunta óbvia: se o desenvolvimento ágil é tão bom, por que não foi adotado universalmente?

O problema do modelo ágil
O ritual do desenvolvimento de software está profundamente impregnado em TI. Nos processos tradicionais, o negócio atira os requisitos para os desenvolvedores por cima do muro, os desenvolvedores se escondem e começam a codificar como lhes convém. Um prazo de 18 meses pode parecer décadas. Tardes perdidas são lugar comum. Quem liga para o que os “lusers” (termo pejorativo com o qual os codificadores se referem aos “usuários”) querem realmente?

“Muita gente na arena de TI achou que ágil era apenas a ‘onda’ do mês”, lembra Martin. “Alguns simplesmente disseram: não vou fazer isso.” (Estes programadores, segundo Martin, levaram uma rasteira do desenvolvimento ágil). Arquitetos corporativos, gerentes de projeto e profissionais de garantia de qualidade também fazem oposição ao métodos ágil. A preocupação dos arquitetos corporativos é que não haja design inicial suficiente e que a conseqüência disso seja código espaguete. Equipes de desenvolvimento ágil são auto-gerenciáveis e a função de líder de projeto muda drasticamente — das ordens à facilitação. E, visto que o teste de QA acontece ao longo de todo o processo, e não só no fim, o pessoal de teste costuma oferecer resistência.

Conceitos errôneos sobre o desenvolvimento ágil ainda existem nas organizações de TI. Eugene Nizker, ex-CIO de serviços financeiros e atualmente consultor, cita os mais deploráveis: as equipes ágeis não planejam; pulam a fase de design; não testam; ágil significa inexistência de documentação.

Além disso, os executivos podem se sentir distantes dos “scrums” e “sprints” diários da vida ágil, o que gera insegurança nos níveis mais altos. Tudo isso contribui para atrapalhar a aceitação do ágil, afirma John Scumniotales, um dos criadores do Scrum. “É fácil falar sobre o valor de criar software desta maneira, mas, se estou apostando minha empresa neste projeto, a gerência-sênior precisa ter alguns controles e visibilidade do processo”, observa. Scumniotales cita a necessidade de contar com uma ferramenta ágil específica que funcione como um gráfico de Gantt, ilustrando visualmente o progresso do projeto. “É onde precisamos chegar.”

Mas, dadas a magnitude dos fracassos das metodologias em cascata, os CIOs devem a si mesmos e às organizações tornarem-se ágeis. “O mundo não pára e espera 18 meses”, afirma Dury, da Fifth Third Bancorp.

Estudo de caso: chegada rápida no mercado
Dury não abandonou os processos tradicionais de desenvolvimento em sua empresa, que possui quase 100 bilhões de dólares em ativos. Alguns projetos de desenvolvimento, como os que afetam a infra-estrutura básica ou os projetos de SOA intensivos, simplesmente “não conseguem lidar com a forte mudança” que acompanha as metodologias ágeis. Mas ele está entusiasmado com a adoção de Extreme Programming.

O chefe da linha de produtos de varejo do banco conversou com o CIO sobre um novo produto que queria vender, uma ferramenta de investimento (batizada posteriormente de Stock Power CD) que oferecia aos clientes potenciais ganhos baseados no mercado de ações para seus certificados de depósito. Na realidade, o banco estava lutando para se recuperar. “Provavelmente estávamos para trás em relação ao mercado para este tipo de produto”, reconhece Dury, “e queríamos atuar no mercado”. Portanto, velocidade era fundamental.

Utilizando táticas baseadas em Extreme Programming, sua equipe debateu soluções que suprissem as necessidades do negócio rapidamente e fossem tecnicamente viáveis. Outras conversas ocorreram com o banco de varejo (muito tempo frente a frente, pouca documentação inicial). Duas equipes de desenvolvimento, trabalhando alinhadas entre si e com os departamentos de consumo e linha de varejo, foram formadas no âmbito de TI: a equipe de consultoria em investimento e a equipe de desenvolvimento do CD. As equipes trabalharam estreitamente ligadas às agências (que venderiam o Stock Power CD) e aos conselheiros de investimentos para satisfazer exigências legais e financeiras.

O Extreme Programming — reuniões diárias e input contínuo do negócio, bem como testes periódicos — “criou a urgência de fornecer este serviço para os clientes o mais rápido possível”, diz Dury. Apenas quatro semanas depois da primeira conversa, várias agências do Fifth Third começaram a oferecer o produto Stock Power CD. “Normalmente, a introdução de um novo produto de depósito levaria aproximadamente de 90 a 120 dias”, observa Dury, acrescentando que o produto gerou “depósitos adicionais significativos”.

Dury não podia imaginar nenhuma outra maneira de realizar este projeto. Além de acelerar o time to market, possibilitou “uma relação de trabalho mais estreita com o lado do negócio” e aumentou a confiança dos clientes internos “na capacidade da TI de estabelecer e cumprir expectativas”.

Maior alinhamento
Como as histórias de Martin e Dury demonstram, os métodos de programação ágil demandam diálogo contínuo entre o negócio e TI. O entrelaçamento dos membros das equipes de negócio e TI promove uma ligação que costuma estar ausente no desenvolvimento tradicional de software. “Eles estão junto com você”, diz Ajay Waghray, CIO da Verizon Wireless. “Se algo não está indo bem, partilham com você no ato.”

De acordo com os CIOs que adotaram métodos ágeis, as mudanças no relacionamento com a área de negócio podem ter resultados surpreendentes. Waghray se recorda de conversas recentes com executivos-chave de operações e marketing nas quais ele usou uma abordagem mais ágil. O executivo avisou-os que não queria nenhum requisito. Bastava dizerem o que queriam e eles conversariam sobre o assunto. “Os executivos perguntaram se deveriam anotar o que desejavam. Eu respondi que não, não me dêem requisitos.” Era uma abordagem estranha para as pessoas.

O produto VZ Navigator, da Verizon Wireless, que oferece direções passo a passo suportadas por voz em seus dispositivos móveis e se tornou um dos serviços móveis mais populares da empresa, foi extremamente influenciado pela metodologia ágil. A equipe de Waghray consistia de profissionais de TI, vendas, atendimento ao cliente, marketing, treinamento e finanças. O foco principal, observa Waghray, foi desenvolver a solução “completa, porém simples” imediatamente e depois expandi-la e melhorá-la. “A solução teve êxito porque a metodologia ágil incentivou a comunicação contínua e o alinhamento entre todos os envolvidos, levando ao desenvolvimento paralelo não só da solução de TI, mas também de documentação sobre treinamento, casos de teste, desenvolvimento e validação de interface externa e comunicação com os usuários para prepará-los para o lançamento.”

Parra muitos executivos da equipe, os resultados foram surpreendentes. Eles disseram a Waghray que o projeto deveria ter demorado três vezes mais do que levou, oito semanas do começo ao fim. De acordo com Waghray, o projeto VZ Navigator “teve um impacto significativo e imediato sobre os resultados financeiros e promoveu a capacidade organizacional de fazer o mesmo com produtos similares.”É uma mudança cultural e de timing”, diz Waghray sobre o processo, “mas nunca tinha recebido tantos elogios para um projeto de negócio”.

Gerenciando a mudança ágil
Tendo em vista que as equipes ágeis são grupos autônomos de agentes de rápida mudança que tomam decisões de negócio críticas “on the fly”, as leis antes imutáveis do gerenciamento de projeto passaram por uma transformação radical. Como o tempo de desenvolvimento de 18 a 24 meses, típico do modelo tradicional, é reduzido drasticamente para duas semanas, cada dia de desenvolvimento e cada conversa se torna crítica. No departamento de TI de Dury, as manhãs começam com uma reunião da equipe e uma lista do que cada um é responsável por fazer naquele dia. “Não queremos conversar sobre o que será feito daqui a três semanas, mas sobre o que queremos fazer hoje”, ensina Dury. “Não queremos perder dias.”

É obrigação dos CIOs estabelecer novas expectativas — trabalho em equipe, franqueza, colaboração — para todos do grupo. “Existe uma expectativa de colaboração. Você não pode se limitar a trabalhar em seu pequeno mundo”, diz Martin, da Farm Credit Services. “Existe também uma boa visibilidade do trabalho e, em alguns casos, do não-trabalho.”

Os membros da equipe que resistirem, porém, provavelmente ficarão desempregados. (Um antigo ditado persa parece bem apropriado para os CIOs: “O cão ladra e a caravana passa”.) Scott Ambler, especialista em desenvolvimento ágil que trabalha como líder de práticas na IBM, suspeita que muitos desenvolvedores, analistas de requisitos e profissionais de dados e teste estão preocupados com as conseqüências desta mudança na carreira. “Provavelmente participaram de um grande número de fracassos e, com freqüência, têm menos poder para mudar as coisas. Pior ainda, a ameaça do outsourcing paira sobre suas cabeças”, diz Ambler.

A função do CIO é administrar a ansiedade e garantir que sua equipe enfoque a produção de software de ótima qualidade de maneira oportuna e eficaz em termos de custos. “Na comunidade ágil, a única medida de progresso de um projeto de desenvolvimento de software é a entrega de software funcional”, enfatiza Ambler. “A comunidade de desenvolvimento tradicional perdeu isso de vista.”

Por que tantos CIOs são indiferentes ao desenvolvimento ágil de software?
Ceticismo é a palavra mais usada quando perguntam a CIOs e analistas por que tantos líderes de TI têm mostrado indiferença em relação ao desenvolvimento ágil de software. Eles se deparam com este termo em conferências ou artigos e ele soa bem, mas a pesquisa 2006 “State of Agile” mostra que apenas 5% dos entrevistados apontaram o CIO como o defensor inicial de processos de desenvolvimento ágil. Surpreendentemente, 11% disseram que o presidente ou CEO estava promovendo a aceitação do novo modelo.

Sem o apoio do CIO e de personagens influentes da área de negócio, não é possível usufruir as eficiências de tempo e custo do gerenciamento de projeto e desenvolvimento de software da metodologia ágil. “Quando as empresas não têm um executivo no nível do vice-presidente ou do CIO promovendo a adoção, elas enfrentam muitos obstáculos”, diz Schwaber, da Forrester. Na Farm Credit Services, a iniciativa ágil de Martin atraiu a atenção e o apoio do CEO. A mentalidade ágil proliferou no resto da organização. O CIO sabia que tinha tomado a atitude certa quando descobriu que as equipes de negócio estavam realizando reuniões diárias e espelhando as práticas de TI. “As unidades de negócio perguntavam como poderiam se tornar mais ágeis.”

A jornada ágil de Martin completou um círculo. De CIO que nada sabia sobre desenvolvimento ágil nem conhecia ninguém que estivesse adotando desenvolvimento ágil, Martin transformou-se em um evangelista, disseminando a mensagem em conferências, feiras e cafés da manhã com CIOs. “Eu não posso nem pensar em voltar para a metodologia antiga.”

Fonte: CIO

Outras Referências:
    InfoQ: Interview: Jim Johnson of the Standish Group

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