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TI André Dourado em 25 set 2008

Eles comandam a TI que leva ao crescimento

Experiências diversificadas e flexibilidade são características mais importantes que formação acadêmica para CIOs das empresas em fase de expansão

Marina Pita, CIO
Publicada em 23 de setembro de 2008 às 20h02

Marco Cardoso deixou a VarigLog para assumir a TI da Gafisa, mas sua experiência mais longa havia sido na indústria farmacêutica. A experiência em uma grande estrutura corporativa, segundo ele, é sua maior contribuição ao novo negócio.

”Ter trabalhado com uma estrutura muito grande e já muito estabelecida, consolidada e hierarquizada é a experiência que eu trago para cá, porque o grupo está justamente em um momento fantástico de crescimento e precisa desse tipo de aporte de conhecimento. Acho que esse é o meu grande valor”, afirma Cardoso.

Para Francine Mazzafero Graci, diretora da Fesa Global Recruiters, prestadora de serviços de consultoria em gestão de pessoas, essa é uma característica das novas contratações do mercado hoje. “As empresas dos setores em rápida expansão, especialmente aquelas com características familiares ou que estão buscando maior profissionalização, não procuram profissionais que entendam do setor em que atuam necessariamente”, garante ela.

No atual período, defende a diretora, empresas buscam CIOs para suportar o crescimento alinhado a planos de expansão industrial, abertura de capital, lançamento de novos produtos, processos de fusão e aquisição. De forma que mais vale a experiência em empresas que passaram por fase semelhante do que o conhecimento da área de negócio.

“As contratações não têm muito formato porque as empresas buscam competência. Não é tanto uma questão de job description. São as habilidades de bagagem profissional e história pessoal em seu currículo que irão pesar nesses casos, mais do que ter feito um MBA de nome ou um doutorado”, afirma Francine.

Cardoso, por sua vez, admite estar ansioso para conhecer e compreender todas as sutilezas do negócio imobiliário e de construção, mas avalia como positivo não trazer vícios de outras companhias. Segundo ele, obviamente haverá uma curva de aprendizado e, no seu caso, precisa ser rápida.

Fonte: CIO

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