Arquivo Mensaloutubro 2008
Costumes &TI André Dourado on 31 out 2008
Usuários 2.0
Murilo Ohl, da Info CORPORATE
14 de julho de 2008
Uma nova geração ligada em tecnologia está chegando às empresas e representa um desafio para os CIOs. Saiba como lidar com os nativos e os imigrantes digitais
Na construtora Odebrecht, 20 funcionários já solicitaram ao help desk ajuda para usar o iPhone, um produto que nem está oficialmente no Brasil ainda. Na fabricante de alimentos Bimbo, dona da marca Pullmann, um executivo convenceu a empresa a adotar o Skype como ferramenta de comunicação pela internet. Na empresa de benefícios Visa Vale, o uso de smartphones se tornou um hábito entre os empregados, que trocam mensagens de texto até mesmo nas noites de sábado. Cenas como essas revelam uma mudança que está ocorrendo nas empresas: uma nova geração de pessoas muito conectadas está desembarcando no ambiente corporativo.
Essa nova classe de trabalhador conviveu com computadores ao longo de toda a vida. Quando chega ao mercado de trabalho, traz um novo comportamento. São pessoas que se comunicam mais por mensagens instantâneas, SMS ou e-mail do que falando ao telefone. E que estão acostumadas a recorrer à internet para resolver qualquer tipo de problema, seja ele pessoal ou profissional. Para esse grupo, a relação com a tecnologia é algo tão natural que se tornou imperceptível, um desafio igual ao que uma geladeira representou para as gerações mais velhas. Nos Estados Unidos, as pessoas dessa faixa etária, que nasceram entre 1981 e 1995, são chamadas de nativos digitais ou de Geração Y. É o caso, por exemplo, de José Carlos Rocha, 29 anos, superintendente de tecnologia da Atento, operadora de call center do grupo Telefônica. Ao comparar colegas de sua geração com os mais velhos, Rocha vê como principal diferença o costume de buscar as respostas na internet. “Essa geração é mais conectada, pensa rápido”, diz Rocha, que destaca o hábito de sua equipe de resolver problemas de TI sem encostar a mão em um telefone, buscando a solução pelo programa de mensagens instantâneas. “As soluções chegam rápido. E, surpreendentemente, funcionam”, afirma.

Do ponto de vista da TI corporativa, os nativos digitais serão responsáveis por uma transformação. Segundo o Gartner, o poder de decisão sobre a tecnologia, que até hoje foi dividido entre o CIO e o negócio, gradualmente precisará ser compartilhado também com o usuário. “Daqui para a frente, as pessoas serão capazes de causar tanto impacto tecnológico nas empresas quanto os CIOs”, afirma Diane Morello, vice-presidente de pesquisas do Gartner. “O líder de TI que resistir a essa mudança corre o risco de ser passado para trás pelos usuários”, diz Diane. Esse novo desafio já está presente nas grandes empresas brasileiras. “O papel do CIO é descobrir como usar essa força em favor do negócio”, afirma David Cardoso, vice- presidente de tecnologia e infra-estrutura da Atento.
Até hoje, a TI lidou com pessoas que entraram nas organizações antes de o e-mail ser adotado como uma ferramenta de produtividade. Para um trabalhador com esse perfil, a principal forma de comunicação com colegas ou com clientes e fornecedores ainda é o telefone. Essa geração, segundo a Forrester Research, foi bem-sucedida na transição para um ambiente de trabalho informatizado e conectado. Uma parte passou a ser, inclusive, usuária de ferramentas de mensagens instantâneas. Muitos ingressam em redes de relacionamento, como LinkedIn ou Orkut. A maioria, no entanto, se sente mais confortável e está satisfeita com o e-mail. “Os profissionais acima de 35 anos tendem a aceitar mais facilmente as políticas de TI e são menos propensos a adotar por conta própria ferramentas pessoais no local de trabalho”, afirma Ken Poore, analista sênior da Forrester Research.
Imigrantes digitais
Obviamente, existem as exceções. As pessoas mais velhas que têm grande familiaridade com tecnologia são chamadas de imigrantes digitais. É gente que, embora não tenha nascido imersa em TI, absorveu completamente os novos hábitos eletrônicos, a ponto de interferir nas decisões das áreas de tecnologia.
Dentro do ambiente de trabalho, nativos e imigrantes digitais esperam encontrar a mesma eficiência que obtêm em ferramentas pessoais e em videogames. Muitos vão reclamar com a TI, sem receio, que falta nas aplicações corporativas o nível de interação que encontram nas ferramentas que costumam usar em casa, como YouTube, Google ou iTunes. “Os funcionários mais jovens são mais questionadores e intuitivos. Eles preferem fuçar e aprender por tentativa e erro do que seguir o manual”, afirma Sergio Souza, diretor executivo de operações e tecnologia da empresa de benefícios Visa Vale.
Muitos aplicam no trabalho diário o conhecimento que desenvolveram no mundo digital, convertendo a experiência em benefício para a empresa. Souza conta que há alguns meses notou que o especialista em mobilidade da Visa Vale encontrava com freqüência soluções de maneira bastante rápida para o desenvolvimento dos projetos de sua área. E questionou como ele obtinha as respostas. “O funcionário respondeu: ‘eu tenho um blog sobre o assunto’”, afirma Souza. O funcionário, no caso, é Fábio Frazão, especialista de negócio nos segmentos de internet e mobilidade da Visa Vale, que conta que começou o blog com o objetivo de reunir informações sobre tecnologia móvel em um único site. “Hoje, quando surge no blog alguma informação relevante para o negócio, a empresa é a primeira a saber”, diz Frazão.
O outro lado do comportamento empreendedor da nova geração é a insatisfação com os sistemas corporativos. Em alguns casos, quando acharem necessário para cumprir suas tarefas, os jovens funcionários vão substituir softwares empresariais por outros pessoais, baseados no repertório que têm. “Eles se sentem mais confortáveis para baixar as ferramentas que podem fazer o local de trabalho mais confortável e eficiente”, afirma Poore, da Forrester. “E não estão dispostos a depender de, ou seguir, uma política corporativa de TI.”
O poder dos usuários
Outra característica dos nativos digitais é a inquietude. Segundo Leonardo Martins, dono da consultoria IT Jobs, especializada na localização de mão-de-obra de TI para empresas, um dos maiores problemas na geração de jovens altamente conectados é a vontade de ganhar dinheiro rapidamente, sem se preocupar em construir uma carreira em uma mesma empresa.“É muito comum, principalmente na área de TI, encontrar pessoas que trabalham por projeto, sem se fixar em nenhum emprego”, afirma Martins. Atualmente no cargo de superintendente de tecnologia da Atento, José Carlos Rocha ingressou na empresa como analista de help desk em 1999. Ele conta que viu uma série de colegas serem seduzidos por propostas apenas um pouco melhores para trabalhar em outras empresas. “No mercado de TI, é muito comum o jovem trocar de emprego freqüentemente”, diz Rocha.
Os nativos e os imigrantes digitais são os maiores expoentes de um conjunto de fatores que está aumentando o poder dos usuários – e, segundo o Gartner, também de clientes ou outros grupos de pessoas que tenham algum tipo de interação com as empresas. Um desses fatores é a formação de redes sociais, que permitem a troca de informações entre indivíduos com afinidades pessoais. Apesar do risco de vazamento de dados privados, as redes sociais também representam uma oportunidade de encontrar novas idéias que podem ser incorporadas pela empresa.
As ferramentas corporativas também devem passar por um processo de adaptação ao novo usuário. No mês passado, por exemplo, a SAP anunciou que a mais recente versão do SAP CRM 2007 vai rodar no iPhone. No dia do anúncio, Bob Stutz, vice-presidente sênior da SAP e responsável pelo desenvolvimento de software de CRM, disse que “todo mundo deseja a facilidade de uso oferecida pelo iPhone”. O lançamento foi um sinal de que a fornecedora alemã reconheceu a força do gadget da Apple, um produto que claramente foi concebido para o uso pessoal e não profissional.
No entanto, segundo a consultoria IDC, 70% das pessoas que compram um iPhone têm planos de usar o aparelho tanto para trabalhar quanto para se divertir. O caso da Odebrecht, que já recebeu de 20 funcionários pedidos de ajuda no uso do iPhone, se assemelha ao de outras empresas brasileiras. “Ainda nem homologamos o aparelho. Tentamos ajudar mas avisamos quais smartphones já estão em conformidade com o ambiente da empresa”,diz João Cumerlato, CIO da Odebrecht. O iPhone é um exemplo, mas a convergência entre aplicações pessoais e profissionais deverá ser cada vez maior. Segundo o Gartner, em 2015 as pessoas vão customizar 90% das ferramentas que utilizam para cumprir tarefas cotidianas. O uso de aparelhos e softwares pessoais no trabalho, para Mauro Negrete, professor da Faculdade IBTA e ex- CIO da Cotia Trading, indica que as empresas terão de conviver com as aplicações pessoais e terão de exigir de fornecedores que desenvolvam recursos mais amigáveis para os sistemas corporativos. “Com o tempo, o usuário vai gerir muita coisa na ponta, deixando para o CIO a tarefa de estabelecer as políticas de controle”, afirma Negrete.

As relações trabalhistas também estão se tornando mais flexíveis e menos hierarquizadas. Quem chega ao mercado de trabalho atualmente tem pouca expectativa de fazer carreira na mesma empresa. Em geral, boa parte da geração de nativos digitais dá preferência para empregos que ofereçam não apenas retorno financeiro, mas também satisfação pessoal.“É preciso ainda perguntar em que tipo de empresa o jovem usuário quer trabalhar. Porque ele está selecionando as empresas que dão liberdade”,afirma Diane Morello.
Evidentemente, o poder que os usuários exercem pode variar. Uma empresa mais conservadora tende a manter uma política mais rígida sobre o ambiente de TI. Numa companhia desse tipo, as chances de surgirem atritos com jovens funcionários devem ser maiores. Já empresas que empregam mais jovens costumam pensar em políticas que dêem liberdade aos funcionários sem problemas de risco. Mesmo dentro de uma mesma empresa os hábitos podem variar de acordo com o departamento ou o perfil dos funcionários.
Inovação ou controle?
A questão, para os CIOs, é como aproveitar oportunidades que essa nova geração traz, sem perder o controle da TI nem expor os dados corporativos. “É de se esperar que as habilidades e competências da geração nativa digital sejam diferentes.
Eles representam um mercado vivo e atual e, portanto, sua participação na concepção de produtos e ser viços é alt amente e stratégica”,afirma Armando Dal Coletto, diretor dos programas de educação corporativa e internacional da Business School São Paulo e ex-CIO da Comgás. No entanto, diz Dal Coletto, processos antigos ainda desempenham papéis relevantes nas empresas e precisam ser mantidos. A saída é buscar um equilíbrio entre autonomia e controle.
“Acho que o CIO deve deixar uma porta aberta para a inovação tecnológica e essa nova geração pode ser responsável por diversas transformações. O desafio do CIO será associar a criatividade dos usuários com aquilo que é útil, seguro e lucrativo para a companhia”, afirma Renato Maio, CIO para a América do Sul do Grupo Bimbo, fabricante da marca de pães Pullmann, que aceitou a sugestão de um funcionário e adotou o software de VoIP Skype como ferramenta de comunicação da empresa. “Verificamos que, com algum nível de controle, o software é seguro. A adoção trouxe benefícios para a companhia, como redução de custos com telefonia”,afirma Maio.
No portal de internet iG, a fórmula adotada para resolver a questão foi organizar um processo de inovação. “Boa parte dos funcionários tem o dever profissional de navegar na web e de estar ligado nas novas tendências digitais para poder sugerir novas oportunidades para o negócio”, afirma Marco Lorena, diretor de tecnologia do iG. “No entanto, estabelecemos um método para absorver o conhecimento dos usuários e ver o que pode ser utilizado pela empresa”, afirma Lorena. O iG junta profissionais técnicos e de conteúdo em reuniões periódicas nas quais são debatidas novas tecnologias. Depois de muito filtro para definir o que é relevante para o negócio, são eleitos alguns projetos prioritários. “Escolhemos o que vai dar retorno e pode ser implementado com rapidez, qualidade e segurança”, afirma Lorena.
Segundo analistas, o caminho mais arriscado é o de endurecer o controle. “As empresas devem ser mais flexíveis porque as pessoas naturalmente procuram as ferramentas que julgam mais adequadas para realizar seus trabalhos. Pode ser uma conta de e-mail individual que substitui a corporativa, ou uma planilha de cálculo que supre as funções do BI”, afirma Ken Poore, da Forrester Research. “A pergunta que as empresas devem fazer, no fundo, é: quando uma pessoa usa aplicações fora do ambiente corporativo para fazer seu trabalho, o quanto isso prejudica a empresa e o quanto isso dá de apoio em termos de produtividade?”, diz Poore. Um levantamento do Gartner aponta que 70% das empresas entendem que o uso de aplicações e aparelhos pessoais deva ser liberado. “Correr atrás dá trabalho, mas não tem jeito”, diz Souza, da Visa Vale. “O usuário é cada vez mais criativo. A equipe de TI precisa acompanhar o ritmo”, afirma.
O Gartner sugere aos CIOs e líderes de áreas de negócios ajustar as políticas para tratar esse novo tipo de funcionário como uma espécie de parceiro. Para que isso ocorra, é necessário revisar os processos para saber como eles impactam as pessoas. O objetivo dessa tarefa é fazer uma comparação entre os processos convencionais e os novos, orientados ou criados pelo usuário, que apóiam trabalho colaborativo e em rede. “As empresas devem entender que esses novos processos precisam receber um tratamento igual aos dos processos formais”, afirma Diane Morello, do Gartner.
Novos parceiros
Outra medida importante é pensar a tecnologia do ponto de vista do usuário. Segundo o Gartner, há alguns anos, o CIO tomava as decisões levando em conta apenas a estratégia de TI. Nos últimos anos, as áreas de negócio passaram a ser ouvidas também. Agora, é a vez de incluir o indivíduo também. Em outras palavras, o usuário deixa de ser visto como cliente, que é atendido com produtos e serviços, e passa a ser tratado como parceiro.
“A TI e a empresa vão perceber que os usuários têm grande conhecimento. É preciso capitalizar essa força”, afirma Diane. Como fazer isso? A resposta, segundo a analista do Gartner, é simples: “é preciso perguntar ao usuário o que ele quer”. Ao mesmo tempo em que dá mais autonomia, a organização terá de saber cobrar responsabilidade dos funcionários. Isso significa treinar os indivíduos de uma maneira mais ampla do que apenas ensinar o uso da tecnologia.
De acordo com o Gartner, para delegar responsabilidade, as organizações precisam garantir que os funcionários conheçam o negócio com maior profundidade. A palavra-chave nesse processo é engajamento. “No lugar de impor normas, as empresas precisam convidar as pessoas a participar da elaboração das políticas de uso de TI”, afirma Diane. O Gartner fala em criar não apenas canais, mas “avenidas” de feedback. Na Odebrecht, o treinamento em TI começa no processo de integração de estagiários e jovens recém-formados aos quadros da empresa. “Quando o jovem chega à empresa ele recebe uma palestra que informa quais são as normas de TI”, afirma Cumerlato, da Odebrecht. Para ele, a comunicação é o processo-chave no relacionamento da TI com os usuários. “É mais fácil conscientizar o funcionário e criar uma gestão baseada na confiança”, afirma Cumerlato. Na Odebrecht, a rede é 100% aberta e os funcionários são orientados a evitar o uso da web de maneira a comprometer o link de comunicação ou criar problemas de segurança. “Não existe bloqueio, mas o usuário sabe que está sendo monitorado”, diz Cumerlato. Uma política transparente de comunicação exige, no entanto, o comprometimento da TI. Segundo o Gartner, dar liberdade de ouvir o que os funcionários têm a dizer e não fazer nada com essa informação causará frustrações e pode até ser mais danoso do que não abrir canal algum.
Se por um lado os nativos e imigrantes digitais não podem mais ser ignorados, por outro, o CIO também não precisa considerar a opinião dos usuários em todas as suas decisões. A recomendação das consultorias é dar voz a esses novos parceiros, valorizar os conhecimentos e aplicá-los na empresa quando conveniente for. E se preparar para a gestão de um ambiente que muda na velocidade do lançamento das novas tecnologias pessoais.
Publicado originalmente na Corporate de Janeiro de 2008
Fonte: Info Corporate
TI André Dourado on 30 out 2008
O que muda para a TI das empresas com Sped Fiscal e o Sped Contábil?
Com a implantação do Sped Fiscal e do Sped Contábil, as empresas terão de mudar drasticamente alguns processos, e instituir outros novos
Por Rodrigo Caetano, do COMPUTERWORLD
29 de outubro de 2008 – 07h00
A saga do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) continua. Após o conturbado início da Nota Fiscal Eletrônica, que teve suas datas de implantação adiadas algumas vezes, as empresas e a Receita Federal se preparam para mais dois capítulos da aventura: o Sped Fiscal e o Sped Contábil.
Em janeiro de 2009, se nada mudar, 15 mil empresas devem começar a enviar seus livros fiscais para os fiscos por meio digital. No meio do ano que vem, chega a vez dos livros contábeis.
Com isso, o Sped traz uma mudança de paradigma. As áreas de contabilidade e controladoria, geralmente conservadoras, estão tendo de enfrentar uma nova realidade que envolve, inclusive, a elevação desses setores à condição de “áreas estratégicas” nas empresas.
O fato se dá por conta do volume de novas informações que passarão a ser requeridas pela Receita após a implantação do sistema digital. Para se ter uma idéia, atualmente, a Instrução Normativa n° 86 (IN 86), que dispõe sobre formas e prazos de apresentação de arquivos digitais por pessoas jurídicas, possui cerca de 300 campos que necessitam ser preenchidos.
De início, o Sped Fiscal vai exigir algo em torno de 1,4 mil campos, número que pode chegar a 3 mil nas fases mais avançadas do projeto, dependendo do setor de atuação da empresa.
Como se não bastasse, o aumento no número das chamadas obrigações assessórias vem acompanhado da inclusão de diversos dados que não constam — ou constam, mas não de forma estruturada — nos ERPs e demais sistemas de gestão das grandes empresas. Por exemplo, setores como o de combustíveis terão de informar, além da placa, o RENAVAM do veículo que vai transportar a mercadoria.
Inserir esse tipo de informação no sistema requer uma customização de software e, ainda, a instituição de um novo processo dentro da empresa. Ou seja, a mudança extrapola os limites da tecnologia, chegando diretamente à cadeia produtiva das companhias.
“Mais do que instituir novos processos, as empresas precisam considerar o risco tributário associado ao fato de não ter determinada informação”, afirma Eduardo Lopes, executivo de novas soluções da Aliz, consultoria especializada em gestão fiscal e tributária.
“Outra mudança importante está na forma de apuração do ICMS. O estorno, agora, tem de constar no início do processo, e os sistemas não estão preparados para isso”, relata Maurício Tonelli, consultor da Gart Consulting, especializada em gestão empresarial. Tonelli explica que as grandes empresas precisarão realizar customizações em seus ERPs e sistemas de gestão fiscal e tributária para atender as novas exigências. E isso deve demandar uma boa quantidade de investimentos.
De forma resumida, o que as empresas terão de fazer é buscar todas as informações perdidas em seus ERPs, formatá-las de acordo com especificações da Receita e assinar digitalmente o documento.
Estes dados são enviados para as secretarias da fazenda do estado onde a empresa está situada, onde serão validados. Neste momento, as informações são checadas e cruzadas com o banco de dados do fisco e com informações de outras empresas, como fornecedores. Se aparecer qualquer problema, o documento é rejeitado.
Benefícios
As agruras da implantação prometem ser recompensadas, principalmente pela economia gerada com a não utilização de papel e pelos ganhos de eficiência nas operações, especialmente de logística. Mas, é na questão da sonegação de impostos que o Sped tende a causar maior impacto.
O sistema de escrituração digital é composto de três grandes projetos: escrituração fiscal e contábil e Nota Fiscal Eletrônica (NFe). Para a receita, o “pulo do gato” é a possibilidade de cruzar informações quase em tempo real. Atuando de maneira integrada, os três pilares confirmam informações uns dos outros, validando as transações, ou não, imediatamente.
Cláudio Coli, diretor de operações da Mastersaf, empresa que desenvolve soluções para gestão fiscal e tributária, explica que os documentos fiscais enviados à Receita devem estar associados a alguma Nf-e, o que, automaticamente, já representa uma forma de controle muito eficiente. “O Sped traz uma grande quebra de paradigma, mas também vai gerar muito mais transparência nos negócios”, diz Coli.
De qualquer forma, para as empresas a tarefa de implantar e se adequar às exigências da receita custa dinheiro e traz algumas dores de cabeça. Sérgio Vezza, diretor de TI da AmBev, relata, por exemplo, que ainda tem problemas com a Nf-e, parte do projeto Sped que começou a ser implantada no início deste ano. O cronograma da Nota Fiscal Eletrônica chegou a ser adiado diversas vezes.
As dificuldades da fabricante de bebidas estão relacionadas à falta de soluções completas no mercado e de fornecedores com porte suficiente para dar suporte a uma operação como a da AmBev. A empresa chega a emitir um volume de 100 mil notas em um único dia.
Segundo Vezza, a escrituração fiscal e contábil tende a ser mais simples. “Estamos prontos, acredito que não teremos nenhum problema. O que mais preocupa mesmo é a Nf-e. Nossa modalidade de venda é de pré-venda, isso faz com que eu tenha, muitas vezes, apenas quatro horas para emitir 100 mil notas”, relata o executivo. Ao mesmo tempo, uma das premissas do Sped é que os três projetos devem atuar de forma integrada. Sem resolver a questão da Nf-e, as partes fiscal e contábil podem ser prejudicadas.
E a falta de suporte para as empresas não se limita ao mercado de tecnologia. A própria Receita tem “pisado na bola” em algumas questões. Por exemplo, o validador que deve ser utilizado no Sped Fiscal ainda não foi disponibilizado. Recentemente, participantes da CW Connect reclamaram na comunidade relacionada ao projeto da dificuldade de trabalhar com os manuais fornecidos pelo órgão para a implantação do sistema.
“Na nossa operação do Mato Grosso (estado onde a obrigatoriedade de utilizar a NF-e começou em setembro para as fabricantes de bebidas) tivemos de utilizar o sistema de contingência”, relata Vezza. Foi para evitar esse tipo de problema que a Receita decidiu fazer uma lista, limitando a 15 mil o número de empresas obrigadas a entrar no Sped Fiscal.
Até o momento, não há nenhuma indicação de que o cronograma será adiado. Mas, é bom lembrar que, até julho, também não existiam sinais de um adiamento da NF-e, prevista como obrigatória a diversas empresas a partir de setembro, mas que só vai começar de fato em dezembro. De qualquer forma, as empresas, e a Receita, precisam correr, sob o risco de enfrentaram um “apagão fiscal” a partir de janeiro.
Fonte: Computerworld
TI André Dourado on 30 out 2008
Linkedin ganha aplicativos do Google
Reuters
Quarta-feira, 29 de outubro de 2008 – 09h46
SÃO FRANCISCO – O Linkedin estreará nesta quarta-feira (29/10) uma seleção de aplicativos de gigantes como o Google e a Amazon.com.
O objetivo da rede social voltada à carreira é integrar sua plataforma à rotina de trabalho das empresas.
Sites de ofertas de emprego foram duramente afetados pela desaceleração econômica, porém o Linkedin registrou lucro recorde no ano passado, empregando 370 pessoas e somando 30 milhões de usuários no mundo todo.
Os oito novos aplicativos incluem programas que permitem o compartilhamento de arquivos, apresentações, listas de livros, de blogs e de guias de viagem, incentivando os internautas a usarem a rede social não apenas para procurarem empregos ou profissinais.
“O que exatamente almejamos ser é uma infra-estrutura colaborativa que beneficie as companhias”, explicou Patrick Crane, vice-presidente de marketing do Linkedin.
Crane ressaltou que o site está preocupado em oferecer os aplicativos de forma segura.
O executivo adimitiu que as corporações tendem a não gostar da possibilidade de seus funcionários usarem a plataforma como uma sala de encontros virtual, mas acredita que as pequenas e médias empresas serão bastante receptivas.
Fonte: Info
Humor &TI André Dourado on 30 out 2008
Engenheiros x Gerentes…
Um homem viaja num balão de ar quente e apercebe-se de que está perdido. Reduz a altitude e vê uma mulher lá em baixo. Desce mais e grita:
- Desculpe pode ajudar-me? Prometi a um amigo que o iria encontrar uma hora atrás, mas não sei onde estou.
A mulher responde:
- Está num balão de ar quente, aproximadamente a uma altitude de 10 metros. Está a 40 graus norte latitude e 59 graus oeste de longitude.
O homem, ao ouvir isto, diz:
- Você deve ser engenheira.
A mulher responde:
- Sou, como adivinhou?
O homem responde-lhe:
- Bem, tudo o que me disse está tecnicamente correto, mas não faço ideia do que fazer com essa informação e continuo perdido. Francamente, você não me ajudou em nada!
A mulher ao ouvir isto diz-lhe:
- E você deve ser gerente.
O homem, surpreendido, responde:
- Sou sim, mas como é que soube!
A mulher, muito pacientemente, responde-lhe:
- Bem, você não sabe onde está nem para onde vai, subiu até onde está à custa de muito “ar quente”; fez promessas que não sabia se podia cumprir e está à espera que eu lhe resolva o problema. Os fatos estão exatamente na mesma que quando nos encontramos, mas agora, de alguma forma, a culpa é minha.
Fonte: Humor na Net
TI André Dourado on 29 out 2008
NF-e exige investimento em consistência de dados
CIO da fabricante de derivados de trigo, M.Dias Branco, explica que qualquer erro no projeto pode significar multas elevadas para a companhia
Marina Pita, da CIO
Publicada em 28 de outubro de 2008 às 20h07
Cerca de 500 mil notas por dia, de qualquer valor, só podem corresponder a um montante grande de recursos. Essa é a realidade da M.Dias Branco ao enfrentar o complexo projeto de nota fiscal eletrônica: qualquer erro significa perdas significativas da receita ou multas de valor elevado.
Esse é o motivo pelo qual a companhia processadora de trigo optou por desenvolver internamente os sistemas que a adaptarão ao mundo do controle digital. A maior contribuinte do estado do Ceará tem até janeiro para concluir seu projeto de NF-e e a área de tecnologia da informação coordenada por Haroldo Nunes corre contra o tempo para deixar tudo pronto. “Vamos fazer com os nossos analistas, é mais seguro”, declara.
“A vantagem de terceirizar é evitar a curva de aprendizado, as pessoas que já implantaram em outras empresas, já passaram pelo aprendizado. Ao fazer em casa, acaba tendo que pagar o preço”, pondera o executivo. Mesmo assim, ele deslocou dois analistas de negócio – de uma equipe de doze – e uma das oito pessoas que trabalham na fábrica de softwares interna para se dedicarem exclusivamente ao projeto. Ainda assim, Nunes contará com o apoio da fornecedora de soluções fiscais, Mastersaf.
Para prevenir futuros (e caros) erros, Nunes trabalhou com as áreas de negócio na higienização do cadastro de clientes que hoje conta com 120 mil entradas. Foram três meses neste processo, com apoio de uma empresa contratada para fazer toda a validação. Agora, os dados serão devolvidos ao ERP Oracle.
Outro desafio é a necessidade de cuidados extras na geração dos arquivos a serem enviados para a Secretária da Fazenda. “Antes era possível retificar uma informação. Agora não, podemos receber autuação, o que pode implicar em valores altos. Temos que investir muito na consistência e fechamento antes da geração do arquivo. Para isso, é preciso antecipar prazos de validação e a TI é uma grande aliada na otimização de processos”, explica Nunes.
Para ele, a integração com o ERP é, ainda, uma grande barreira, mas já trabalha em sua superação. Nunes garante, “não há como estender prazos, nossa margem de erro são os finais de semana e feriado”.
Fonte: CIO
Sem categoria André Dourado on 29 out 2008
Novidades no PMBOK 4ª Edição – 2008
Março/2008
Já estão disponíveis para comentários, sugestões e críticas as versões preliminares (exposure drafts) das seguintes publicações do PMI – Project Management Institute:
• A Guide to The Project Management Body of Knowledge (PMBOK Guide) Fourth (4th) Edition – 2008;
• The Standard for Program Management Second Edition;
• The Standard for Portfolio Management Second Edition;
• Organizational Project Management Maturity Model – OPM3 Second Edition.
Esse pacote de novas edições promete uma série de atualizações que prometem consideráveis alterações no contexto amplo do Gerenciamento de Projetos.
As alterações feitas no PMBOK foram boas. Vejam algumas delas por área de conhecimento:
• Integração – Excluído o processo “Desenvolver a Declaração de Escopo Preliminar”.
• Escopo – Excluído o processo “Planejamento de Escopo” e inserido o processo “Coletar Requisitos”.
• Tempo – Sem alterações.
• Custo – Sem alterações.
• Qualidade – Sem alterações.
• Recursos Humanos – Sem alterações.
• Comunicações – Inserido o processo “Identificação de Stakeholders”.
• Risco – Sem alterações.
• Aquisições – Os processos “Planejar Compras e Aquisições” e “Planejar Contratações” foram consolidados no processo “Planejas as Aquisições”; e os processos “Solicitar Respostas de Fornecedores” e “Selecionar Fornecedores” foram consolidados no processo “Conduzir as Aquisições”.
Sendo assim, o número de processos passou de 44 para 42. Na verdade houve apenas 1 processo excluído, 1 processo incluído e 4 processos agrupados gerando apenas 2 novos processos
Todas as sugestões serão analisadas pelos especialistas responsáveis pela atualização e podem ser enviadas até 22 de março por qualquer um que tenha interesse em contribuir.
O link abaixo fornece maiores informações para quem quiser comentar:
http://www.pmi.org/Resources/Pages/Exposure-Drafts.aspx
A quarta edição do PMBOK está com lançamento previsto para o quarto trimestre desse ano.
Como ficam as certificações PMP (Project Management Professional) e PgMP (Program Management Professional)?
Com certeza o lançamento de novas edições modificam também o conteúdo das provas de certificação. Porém, mesmo após o lançamento, o PMI deverá estabelecer um tempo para que as alterações sejam incorporadas às provas de certificação. Sendo assim, os profissionais que estiverem em fase de preparação não precisam interromper os estudos.
A partir de quando entrará em vigor, nas provas, o PMBOK® Guide Fourth Edition?
Cerca de um ano após o lançamento da quarta edição do Guia PMBOK®, prevista para o quarto trimestre de 2008.
Vídeo promocional do PMI: http://www.pmi.org/Movies/4StandardsVideos/PMBOKonly.html
TI André Dourado on 29 out 2008
Geeks serão líderes do futuro, revela estudo
Reuters
Segunda-feira, 27 de outubro de 2008 – 13h08
CANBERRA – Um estudo diz que a internet muda o jeito dos usuários pensarem e afirma que os nerds serão líderes.
A internet não está apenas revolucionando a forma como as pessoas vivem mas também está modificando o funcionamento do nosso cérebro.
De acordo com um neurocientista, essa alteração colocará os especialistas em tecnologia no topo da nova ordem social.
Gary Small, um neurocientista da Universidade de Los Angeles, na Califórnia, especializado em funções cerebrais, concluiu após aprofundados estudos que a busca online e as mensagens de texto aperfeiçoaram a capacidade do cérebro humano de filtrar informações e fazer escolhas rapidamente.
Porém se a tecnologia, por um lado, acelera o aprendizado e estimula a criatividade, por outro ela pode ser um problema para os viciados em internet, que têm somente amigos virtuais. Além disso, diagnósticos de Distúrbio de Déficit de Atenção têm aumentando nos últimos anos.
Small, entretanto, afirma que as pessoas que vão ocuparar posições de liderança nas próximas gerações serão aquelas com uma mistura de habilidades tecnológicas e sociais.
“Estamos observando uma mudança evolucionária. Quem souber lidar tanto com tecnologia quanto com pessoas terá destaque nas sociedades do futuro”, disse Small.
“Eles saberão quando uma conversa será mais válida para responder um e-mail ou uma mensagem instantânea”, ele explicou.
No seu quarto livro que chegou recentemente ao mercado (iBrain: Surviving the Technological Alteration of the Modern Mind), Small mostra como a tecnologia influenciou a maneira como as mentes mais jovens se desenvolvem, funcionam e interpretam informações.
Fonte: Info
TI André Dourado on 28 out 2008
Vale a pena ser um early adopter?
por Carlos Ossamu, da Info CORPORATE
9 de setembro de 2008
Conheça os riscos e vantagens em estar entre os primeiros a adotar novas tecnologias, na opinião dos CIOs
O CIO convive com pressões aparentemente contraditórias. Se por um lado existe a cobrança por inovação e criatividade para obter um diferencial competitivo, por outro, há a necessidade de oferecer um serviço com segurança e confiabilidade, que somente tecnologias maduras e amplamente testadas podem oferecer.
Apesar desse dilema, vale a pena ser pioneiro na adoção de novas tecnologias? Saiba as opiniões de seis CIOs sobre o assunto: Guilherme Martins (VB Serviços), Lúcio Antônio Nubile (Cummins), Mário Sérgio Moreira (TIM), Roberto Marucco (Sul América Seguros e Previdência), Roberto Newton Carneiro (Comgás) e Tacyana Salomão (Eurofarma).
GUILHERME MARTINS – diretor de Tecnologia VB Serviços
Pessoalmente, gosto muito de iniciativas de inovação, de pesquisar novas linguagens, interfaces com usuários, ferramentas, etc. A área de TI também é constantemente cobrada para dar soluções inovadoras às áreas de negócios, para que a empresa alcance um diferencial competitivo. Por outro lado, precisamos ponderar os riscos que uma nova tecnologia sempre traz. Em aplicações que não são o core business da companhia fica mais fácil se posicionar como early adopter. Há alguns anos reformulamos o nosso site e adotamos ferramentas como o Ajax, uma tecnologia nova na época e que não ofereceu nenhum risco para a empresa e foi bem aceita pelos usuários. Por outro lado, se me oferecerem um novo banco de dados, que prometa ser muitas vezes mais rápido que o que usamos hoje, vou querer saber quem está usando e desde quando. É importante cases de sucesso antes de adotar algo tão vital para os negócios. Mesmo se for uma solução fantástica, ao sabermos que seremos os primeiros a usar numa aplicação crítica, vamos realizar análises e testes completos antes de colocar em produção. Isso poderá demandar um longo prazo, tempo em que a aplicação poderá deixar de ser tão inovadora.
LÚCIO ANTÔNIO NUBILE – ex-CIO e atual diretor de operações Cummins do Brasil
Ser um early adopter depende muito do perfil da companhia. Existem aquelas que se arriscam mais em adotar uma nova solução que ainda não foi bastante testada. A aposta é que a solução seja inovadora o suficiente para sair na frente e se destacar no mercado. Além da vocação, também depende muito do porte. Numa empresa de menor porte, não digo em faturamento, mas em logística, as decisões são tomadas mais rapidamente e caso se precise voltar atrás na decisão, as conseqüências são menores. Uma empresa do porte da Cummins, que possui filiais em vários países, com diversos fusos horários, uma decisão errada tem um impacto maior e a reversão é bem mais complicada e cara. Por outro lado, o mercado de tecnologia é repleto de exemplos de ferramentas já existentes, que ganharam novas características e passaram a ser vendidas como algo inovador. O antigo Internet Service Provider (ISP) agora virou Software as a Service (SaaS). Mas caso a empresa enxergue oportunidades em uma nova solução, é aconselhável fazer um piloto em alguma planta e testes exaustivos, de forma a minimizar os riscos.
MÁRIO SÉRGIO MOREIRA – diretor de Tecnologia da Informação da TIM
Na esfera pessoal, acho que sempre vale a pena ser um early adopter quando isso significa ser um consumidor bem informado. Isso porque o early adopter não é alguém que compra uma tecnologia apenas pela curiosidade natural. Ele gosta de discutir a respeito dessas novidades e faz questão de disseminar suas impressões. Outra característica curiosa dos early adopters é a admiração que nutrem por determinadas empresas ou setores considerados inovadores. Como executivo de tecnologia, acho que a busca por inovações fortalece a imagem corporativa e faz com que a empresa seja admirada. Por outro lado, não podemos nos descuidar da segurança, pois uma nova tecnologia traz uma margem maior de riscos. O segredo está em identificar oportunidades, avaliar bem os riscos e os benefícios e fazer exaustivos testes e pilotos antes de colocar uma nova solução em produção. Naturalmente, quanto mais crítica for a aplicação, mais a questão da segurança irá pesar, e menor o espaço para o pioneirismo, a não ser que haja uma compensadora geração de valor aos negócios. Mas para quem está certo de seus objetivos e prefere liderar a ser liderado, vale a pena sair na frente.
ROBERTO MARUCCO – CIO da SulAmérica Seguros e Previdência
Sim, vale a pena desde que traga valor ao negócio com baixo risco. Nos consideramos early adopter no mercado local e dentro do nosso setor. Por outro lado, por princípio, só adotamos soluções consagradas no mercado mundial. Em geral, ao avaliar uma nova solução, sempre consultamos o Gartner, buscamos referências, montamos um business case e uma prova de conceito. No fim do ano passado, implementamos uma ferramenta de Business Rule Engine (máquina de regras de negócio). Trata-se de uma solução para quem opera com muitas ombinações de regras, trazendo mais agilidade. Dessa forma, pudemos lançar novos produtos com mais rapidez, como seguros para mulheres. Em um outro case, por solicitação da área de negócios, iniciamos há três anos um projeto de biometria para substituição de carterinhas de seguro saúde. Fizemos um piloto em quatro unidades, mas chegamos à conclusão de que a solução ainda não estava madura. Mas não consideramos que foi um fracasso, pois adquirimos know-how e no início do próximo ano devemos retomar o projeto, esperando que o cenário já tenha mudado.
ROBERTO NEWTON CARNEIRO – CIO da Comgás
Vale a pena desde que os benefícios compensem os riscos. A grande questão em ser inovador está na análise dos riscos versus o potencial de geração de valor para o negócio. Nós pesamos variáveis como os processos de negócio afetados, o fornecedor da solução, o ineditismo do projeto e as alternativas de contingência em caso de problemas. No caso de soluções sem potencial de diferenciação e geração de valor, nós buscamos alternativas maduras e de baixo risco. A Comgás tem um perfil mais conservador, porém traz a inovasão como um dos seus mais importantes valores. Engana-se quem pensa que não estamos num mercado competitivo e que não precisamos inovar para trazer mais valor para o nosso negócio. Se não temos um concorrente na distribuição de gás natural, concorremos com o gás liquefeito de petróleo (GLP), com a eletricidade e com outras alternativas energéticas. A concorrência é dura e as nossas áreas de negócios precisam ser criativas e oferecer novos serviços. Isso exige respostas rápidas da área de TI, que por sua vez precisa ter um viés inovador para responder a todos os desafios. Para isso, precisamos às vezes ser early adopters.
TACYANA SALOMÃO – CIO Eurofarma
A Eurofarma, pelo seu próprio perfil, tem uma tendência de se posicionar como pioneira na área de TI. Um bom exemplo é que fomos a primeira empresa farmacêutica no Brasil a adotar a Nota Fiscal Eletrônica. Esta era uma tecnologia que todos, em algum momento, teriam de implementar. Achamos que valia a pena participar do projeto, dispensar tempo, recurso financeiro e capital humano. Ao final o saldo foi positivo, além de nos anteciparmos a uma regulamentação, aprendemos muito. Claro que o tempo que levamos para implantação foi maior, pois partimos do zero. Mas nos tornamos referência no mercado. Outro exemplo de pioneirismo foi a implementação de uma solução de SRM (Supplier Relationship Management), para gerenciamento da cadeia de suprimentos, em conjunto com a SAP. No Brasil, em torno de cinco empresas estão usando a solução. Como não havia consultores com o conhecimento necessário, capacitamos o nosso pessoal. A equipe do projeto recebeu treinamento no exterior. Corremos riscos, mas o resultado foi compensador. Conseguimos um diferencial competitivo frente à concorrência.
Fonte: Info Corporate
Humor &TI André Dourado on 28 out 2008
O Consultor
Um pastor de ovelhas estava cuidando de seu rebanho, quando surgiu, pelo inóspito caminho, uma Pajero 4×4 toda equipada.
Parou na frente do velhinho e desceu um cara de não mais que 30 anos, terno preto, camisa branca Hugo Boss, gravata italiana, sapatos moderníssimos bicolores, que disse:
- Senhor, se eu adivinhar quantas ovelhas o senhor tem, o senhor me dá uma?
- Sim, respondeu o velhinho meio desconfiado.
Então o cara volta pra Pajero, pega um notebook, se conecta, via celular, à Internet, baixa uma base de dados, entra no site da NASA, identifica a área do rebanho por satélite, calcula a média histórica do tamanho de uma ovelha daquela raça, baixa uma tabela do Excel com execução de macros personalizada, e depois de três horas, diz ao velho:
- O senhor tem 1.324 ovelhas, e quatro podem estar grávidas.
O velhinho admitiu que sim, estava certo, e como havia prometido, poderia levar a ovelha. O cara pegou o bicho e carregou na sua Pajero. Quando estava saindo, o velho perguntou:
- Desculpe, mas se eu adivinhar sua profissão, o senhor me devolve a ovelha?
Duvidando que acertasse, o cara concorda.
- O senhor é Consultor, diz o velhinho!
- Incrível! Como adivinhou? Retrucou o consultor surpreso.
- Quatro razões:
- Primeiro, pela frescura;
- Segundo, veio sem que eu o chamasse;
- Terceiro, me cobrou para dizer algo que já sei.
- Quarto, nota-se que não entende porra nenhuma do que está falando:
- Devolve já o meu cachorro!
Fonte: Malima
TI André Dourado on 27 out 2008
4 sites para encontrar e assistir a programas de TV e filmes online
Por PC World/EUA
Publicada em 21 de outubro de 2008 às 06h00
Atualizada em 21 de outubro de 2008 às 21h50
São Francisco – Estes sites agregam, organizam ou hospedam todo tipo de conteúdo de vídeo online com visual fantástico. Bem, quase todo tipo.
Cada vez mais, os criadores de conteúdo estão distribuindo seu vídeo online. O fato de o volume desta espécie de vídeo disponível na internet ter aumentado drasticamente é uma boa notícia.
O problema é que está vindo de milhões de sites diferentes, em muitos formatos diferentes. Conheça sites internacionais que fazem o bom trabalho de organizar, linkar e apontar conteúdo de vídeo que eu não esperaria receber de graça.
Você conhece sites brasileiros? Compartilhe com nosso leitor por meio do comentário desta notícia.
OVGuide: É um dos maiores agregadores de links para vídeo online. Um porém: alguns sites apresentados parecem conter vídeo pirata ripado de DVDs. A postura da empresa é que “o OVGuide.com simplesmente direciona o usuário para o site, ele não se responsabiliza pelo conteúdo do site”.
NinjaVideo: Tomei conhecimento do Ninja através do boca-a-boca e presumi que, como a maioria dos “sites de vídeo sensacionais” dos quais já ouvi falar, ele listaria um bando de títulos fantásticos – e nenhum deles executaria. Me enganei redondamente. Baixei um pequeno plug-in e, imediatamente, comecei a assistir filmes recém-lançados e ótimos programas de TV… de graça.
Truveo: Com esta ferramenta de busca exclusiva de vídeo você pesquisa seus programas de TV favoritos em qualquer canal ou provedor que hospeda conteúdo online, tais como ABC, CBS, NBC, FOX e ESPN. Alugns criadores de conteúdo bloqueiam usuários de fora dos EUA.
SnagFilms: O paraíso dos documentários. O site hospeda cerca de 250 documentários norte-americanos e internacionais.
Mark Sullivan, editor da PC World, de São Francisco
Fonte: IDG Now
Olá! Desde que coloquei o site