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Arquivo Mensaloutubro 2008



TI André Dourado on 23 out 2008

Sem consenso, TI discute regulamentação profissional em Audiência Pública

:: Luiz Henrique Ferreira
:: Convergência Digital :: 22/10/2008

A audiência pública para debater o PLS 607/07, que trata da regulamentação da profissão de Analista de Sistemas, foi uma demanda solicitada pelos profissionais da área. A informação foi divulgada pelo autor do requerimento, senador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE), para a reportagem do Convergência Digital, nesta quarta-feira 22/10, após a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deveria ter votado o relatório do Senador Marconi Perillo (PSDB/GO).

O senador explicou que a audiência vai ampliar a discussão sobre o tema – que não é consenso na categoria e dirimir as dúvidas relativas à iniciativa. “A proposta é polêmica e o debate ajudará a esclarecer essa controvérsia”, comentou. Jarbas Vasconcelos ressaltou que vai atuar de forma que a Audiência Pública possa vir a ser realizada o quanto antes. “A solicitação de audiência não tem nenhum sentido protelatório”.

Ao ser instigado a fazer uma análise sobre a divisão existente na própria categoria com relação à regulamentação ou não da profissão, o senador disse não ter nenhuma tese fechada sobre o tema.Vasconcelos, no entanto, argumentou que o debate é a alternativa para viabilizar uma decisão acertada por parte do Senado.

O relator do projeto substitutivo, Marconi Perillo (PSDB/GO), não se mostrou aborrecido com a manifestação do colega Jarbas Vasconcelos, que terminou por adiar a votação do seu relatório. Ao contrário. Ao Convergência Digital, ele reiterou que a iniciativa permitirá uma discussão exaustiva sobre a matéria, que poderá, inclusive, aprimorar o seu voto.

O projeto (PLS 607/07) determina que somente poderão exercer a profissão de Analista de sistemas. os profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. A proposta torna privativa do analista de sistemas “a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos.

O projeto original propunha a criação do Conselho Federal e de conselhos regionais de Informática, que seriam responsáveis por efetivar a inscrição dos profissionais, cobrar anuidades e fiscalizar o exercício da profissão. O relator Marconi Perillo, no entanto, considera que a criação de conselhos por projeto de lei seria inconstitucional, uma vez que a instituição de tais órgãos seria uma prerrogativa do Poder Executivo.

Por isso, no seu substitutivo, determina que o Executivo será o responsável pela fiscalização e supervisão do exercício da profissão e pelo registro dos profissionais. Agora o tema será debatido em Audiência Pública.

Fonte: Convergência Digital

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TI André Dourado on 22 out 2008

O maquinista do Ruby on Rails

Juliano Barreto, da INFO
10 de setembro de 2008

O dinamarquês David Heinemeier Hansson, 28 anos, criou o Ruby on Rails e, de quebra, ganhou o status de rockstar para os seguidores do framework. Famoso pela simplicidade, o Rails tem fãs fervorosos que, além de ajudar no desenvolvimento da plataforma de código aberto, evangelizam suas qualidades pela internet afora. Veja o que Hansson contou à INFO.

INFO – Você ainda tem tempo para programar?
HANSSON – Sim, totalmente. A última coisa em que eu trabalhei foi no setup do caching do Rails 2.1, e continuo a programar as coisas que preciso para o meu dia-a-dia. Não creio que você pode se envolver com um projeto como o Rails sem sujar as mãos.

Alguns dizem que programar com Ruby on Rails é uma espécie de seita. Você concorda?
Acho que muita gente da área de tecnologia se acostumou com pessoas que não dão a mínima para o seu trabalho e fica difícil para elas lidar com expressões sinceras de entusiasmo. Então, quando alguém se diz feliz por trabalhar com Ruby, isso parece ser uma vergonha. É um engano agir assim, uma visão triste e pessimista do mundo e da natureza humana.

Qual é o papel da comunidade no desenvolvimento do Ruby on Rails?
É algo incrivelmente importante. Temos milhões de pessoas criando patches e melhorando a documentação de cada nova versão do framework. Se não fosse pelo fantástico trabalho deles, o Rails seria muito menos completo e menos testado.

Quais projetos com Rails mais impressionam você?
Sempre falo do 43things.com e do Shopify.com, mas é bom ver projetos como o Twitter, o Hulu.com e o YellowPages.com. Há tantas coisas novas aparecendo que é difícil saber de tudo.

Como o Ruby on Rails e os outros frameworks evoluirão nos próximos anos?
Não falo pelos outros frameworks, mas no caso do Ruby on Rails a idéia é trabalhar como já fazemos: melhorar a produtividade sustentável e resolver os problemas mais comuns. No Rails 2.1, por exemplo, vamos dar suporte aos fusos horários nativos de cada região do mundo.

E que papel o Silverlight ocupará no futuro?
Duvido que o Silverlight terá muito impacto em áreas nas quais ele ainda não está estabelecido agora. A combinação de HTML, JavaScript e Flash parece estar funcionando muito bem com os desenvolvedores sem deixá-los presos a produtos da Microsoft.

O que você pensa da web 2.0?
Para mim, o próprio termo web 2.0 é uma baboseira na maioria das vezes em que é usado. Originalmente, a idéia tinha boas intenções e um significado, mas agora virou um coringa para explicar qualquer coisa. Repetir isso com outro número de versão não parece fazer sentido.

Publicado originalmente na revista INFO de abril de 2008

Fonte: INFO

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Sem categoria André Dourado on 21 out 2008

Oracle adquire Primavera

Aquisição cria primeira solução completa de gerência de portfólio de projetos em nível empresarial para setores que utilizam projetos de forma intensiva

REDWOOD SHORES, Califórnia 14-OCT-2008 12:47 PM

Notícias

· A Oracle anunciou um acordo para aquisição da Primavera Software, Inc., grande fornecedor de soluções de gerência de portfólio de projetos (PPM, Project Portfolio Management), a fim de aumentar sua força na oferta de aplicativos operacionais de missão crítica.

· O software de PPM da Primavera ajuda as empresas a propor, priorizar e selecionar investimentos em projetos, e planejar, gerenciar e controlar os mais complexos projetos e portfólios de projetos.

· Aliado a seus aplicativos e software de infra-estrutura, a Oracle espera fornecer a primeira solução de gerência de portfólio de projetos em nível empresarial, ajudando as empresas a alocar os melhores recursos, reduzir custos, cumprir datas de entrega e tomar melhores decisões, usando dados em tempo real.

· O Oracle Enterprise PPM será voltado aos setores que utilizam projetos de forma intensiva, como engenharia e construção, aeroespacial e defesa, serviços públicos, petróleo e gás, manufatura e serviços profissionais.

· Os funcionários e a diretoria da Primavera deverão ir para a Oracle, onde formarão uma unidade de negócios global (GBU) com foco em PPM Empresarial, ajudando a assegurar uma transição tranqüila para os clientes e parceiros da Primavera. Joel Koppelman, CEO da Primavera, deverá chefiar a unidade de negócios como vice-presidente sênior e diretor-geral.

· A transação está sujeita às condições habituais e deverá estar concluída no segundo semestre de 2008. Até que o negócio se concretize, cada empresa continuará a operar independentemente. Os detalhes financeiros da transação não foram divulgados.

Citações de apoio

· “O PPM Empresarial está se deslocando para a linha de frente da estratégia de negócios dos setores que gerenciam projetos complexos e que movimentam grande volume de capital, emergindo como fator de influência global para geração de valor e sucesso nos negócios”, disse Charles Phillips, presidente da Oracle. “Com 20% do PIB mundial gasto anualmente em projetos, a adição da Primavera deverá ampliar a posição de liderança da Oracle no espaço dos aplicativos empresariais.”

· “Como líder em soluções de PPM, com mais de 25 anos de experiência auxiliando os clientes a alcançar o sucesso na gerência de seus projetos, programas e portfólios, a Primavera é uma aquisição natural para acelerar a estratégia de aplicativos da Oracle para setores que utilizam projetos de forma intensiva”, disse Joel Koppelman, CEO da Primavera. “Estamos empolgados em nos unirmos à Oracle como nova unidade de negócios global, onde poderemos assegurar a continuidade e o sucesso dos nossos clientes e parceiros atuais e potenciais.”

Fonte: Oracle

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TI André Dourado on 20 out 2008

Videosurf

Atrás de um vídeo interessante? O Videosurf é um bom caminho para encontrá-lo. A ferramenta busca clipes em diversos serviços de hospedagem de vídeo, incluindo YouTube, Dailymotion, Brightcove, Metacafe e Myspace TV.

Um dos diferencias do Videosurf é a possibilidade de ir diretamente à parte do vídeo desejada. A ferramenta exibe diversos frames de cada resultado de busca. Isso permite que os usuários cliquem diretamente no frame desejado para acessar um ponto específico do vídeo.

Outro recurso interessante é a possibilidade de adicionar buscas a um perfil. Um internauta pode, por exemplo, adicionar uma busca por “Radiohead” ao seu perfil. Novos clipes que caírem nos critérios dessa busca são adicionados automaticamente à pesquisa.

Site: Videosurf

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TI André Dourado on 20 out 2008

Regulamentação da profissão é tema de votação no Senado

:: Convergência Digital :: 20/10/2008

Um dos temas mais polêmicos da área – regulamentar ou não a profissão – está na pauta de votação desta semana do Senado Federal.

Projeto de Lei, apresentado pelo senador Expedido Júnior (PR/RO), será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta quarta-feira, 22/10, se houver quórum. A matéria já recebeu parecer favorável da Comissão de Ciência e Tenologia.

Se aprovado, somente poderão exercer a função, os profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados.

A proposta foi apresentada pelo senador Expedito Júnior (PR-RO) e será examinada pela CCJ na forma de substitutivo apresentado pelo senador Marconi Perillo (PSDB-GO).

O projeto (PLS 607/07) determina que somente poderão exercer a profissão de analista de sistemas os profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados.

A proposta torna privativa do analista de sistemas “a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos.

O projeto original propunha a criação do Conselho Federal e de conselhos regionais de Informática, que seriam responsáveis por efetivar a inscrição dos profissionais, cobrar anuidades e fiscalizar o exercício da profissão.

O relator, no entanto, considera que a criação de conselhos por projeto de lei seria inconstitucional, uma vez que a instituição de tais órgãos seria uma prerrogativa do Poder Executivo.

Por isso, no substitutivo, Perillo determina que o Executivo será o responsável pela fiscalização e supervisão do exercício da profissão e pelo registro dos profissionais. Se for aprovada na CCJ, o projeto de lei seguirá para decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

*Com Agência Senado

Fonte: Convergência Digital

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TI André Dourado on 20 out 2008

Trabalho remoto demanda adaptação das empresas

Advogada explica os riscos para companhias que permitem trabalho remoto sem a formalização de políticas

Thais Aline Cerioni
Publicada em 17 de outubro de 2008 às 20h43

Muitas empresas já começaram e outras tantas estão planejando adotar políticas de trabalho remoto para seus funcionários. Os benefícios são muitos, entre os quais destaca-se o aumento da produtividade e a melhor qualidade de vida da equipe.
No entanto, existem questões legais envolvidas – especialmente no que diz respeito às leis trabalhistas e ao vazamento de informações confidenciais – que devem ser levadas em conta antes de as empresas tomarem essa decisão.
Conversamos com a advogada especialista em direito digital Patricia Peck sobre o tema. Leia, abaixo, quais as melhores práticas antes de implementar políticas de trabalho remoto em sua empresa.

CIO – Como as empresas podem se proteger dos riscos ligados ao trabalho remoto, sem abrir mão de seus benefícios?
Patricia Peck - A empresa deve elaborar uma política clara sobre uso de home office (que pode ser mais ampla e tratar também de assuntos como VPN (virtual private networks) e smartphone, que são outros formatos de trabalho remoto). É recomendável a assinatura de um termo de responsabilidade e deve ficar descrito que o ambiente está sujeito a monitoramento e inspeção, e inclusive, definir situação de cargo de confiança e diferenciar o que é mero acesso, do que seria jornada de trabalho estendida. A tendência atual é o mobile office (uma evolução do próprio home office, na qual o executivo está em qualquer lugar, no trabalho, em casa, no aeroporto, no hotel, etc.). Com isso, criamos situações do funcionário 24 horas online, o que se não ficar muito bem normatizado, gera grandes riscos legais e de incidentes de vazamento de informação confidencial por estas funcionalidades.

CIO – Como a empresa deve se posicionar para agir da forma mais correta (sem prejudicar funcionários e nem deixar brechas para cobranças indevidas)?
Patricia Peck - Esta é uma questão interessante. Depende do cargo do funcionário. Por isso, a empresa precisa alinhar a política de concessão de recursos de mobilidade com alçadas e poderes. Se for cargo de confiança não seria uma extensão de jornada. No entanto, nas áreas de TI, é comum que toda a equipe esteja conectada. Aí sim, pode haver este entendimento, a não ser que haja um procedimento padrão de solicitação de trabalho, como se fosse uma abertura de chamado. Logo, a empresa precisa dizer como é que deve ser feito para formalizar a hora extra ou a jornada estendida. Se não disser nada, fica sujeita ao que o juiz entender do caso. As empresas não fizeram ainda esta arrumação de casa e correm grandes riscos, com o problema de não saber nem qual é o tamanho da conta. Se formalizar, pelo menos consegue gerir melhor e aplicar os princípios de governança em TI. Não formalizar é o mesmo que não ter controle e não saber o risco, e isso, em uma grande empresa, é inaceitável.

CIO – Equipes globais precisam trabalhar em horários “alternativos” devido ao fuso. No entanto, departamentos de RH costumam ser contrários à flexibilidade de horário devido a questões trabalhistas. Como adequar as políticas de RH à realidade global de muitas equipes?
Patricia Peck - Hoje já existe trabalho por turnos pré-estabelecidos. O problema é ficar mudando este horário. Uma coisa é a pessoa ser do turno da noite, outra coisa é não ter horário definido. De fato, é um novo modelo de trabalho mais complexo. O livro “O Mundo é Plano”, do Thomas L. Friedman, trata muito bem disso. Precisamos amadurecer o modelo de contratação no Brasil. O RH deve sim revisar o modelo atual, inclusive, para criar cultura de uso ético, seguro e legal das ferramentas de trabalho tecnológicas. É essencial revisar o Código de Conduta do Colaborador, além de também criar o Código de Conduta do Terceirizado, pois além da mobilidade, cresce o uso de mão de obra terceirizada. Devemos destacar que o uso destes recursos, de forma não adequada, gera não apenas riscos para a empresa (especialmente de segurança da informação), como riscos para a saúde do funcionário (que não consegue se desconectar). Além disso, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) deveria ser atualizada para atender a esta nova realidade. Vemos que a CLT hoje não responde a estas lacunas, e não podemos mais ignorar esta atual realidade conectada.

Dra Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital, é sócia da Patricia Peck Pinheiro Advogados e autora do livro “Direito Digital” pela Editora Saraiva. Pode ser contactada no email patriciapeck@pppadvogados.com.br

Fonte: CIO

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TI André Dourado on 20 out 2008

Arquiteto de Informação desponta como uma das novas profissões de TI

Por Amanda Camasmie, especial para o IDG Now!
Publicada em 18 de setembro de 2008 às 07h15
Atualizada em 27 de setembro de 2008 às 11h09

São Paulo – Saiba mais sobre o trabalho dos Arquitetos de Informação, suas aplicações e cursos para seguir esta nova profissão no Brasil.

Antes a máquina se comunicava com a máquina e então surgiu o homem. Mas a complexidade não deixou de existir. Quem nunca teve dificuldades para encontrar informações em um site? Quantos não desistem de uma compra online devido a uma arquitetura de informação inadequada?

Se o termo arquitetura da informação soou estranho, seja apresentado a uma das profissões da atualidade no Brasil. “A profissão não é nova, ao contrário do que muitos possam afirmar. Na metade da década de 70, o mundo já experimentava um volume crescente de informação, que surgia de todos os lados e de forma desorganizada”, diz Fábio Palamedi, professor de pós-graduação de Arquitetura de Informação na FIT e Consultor de Arquitetura de Informação para gerência de concepção de produtos da diretoria de P&D do UOL.

A novidade é que até então, não existiam cursos para os profissionais de AI no mercado brasileiro. Segundo Palamedi, o cenário brasileiro é bem diferente, comparado a países como Estados Unidos e Canadá, em que os “job´s descriptions” são muito mais claros, ou seja, no Brasil é muito mais difícil de se encontrar especialistas, porque os profissionais acabam exercendo outras funções paralelas.

Segundo pesquisa de Guilhermo Reis, mestre pela ECA-USP e criador do site Guilhermo, popular entre os profissionais de AI, mais da metade da categoria dedica até 50% do seu tempo de trabalho para a Arquitetura de Informação.

A falta de um “job description” no Brasil dificulta muito a vida de quem está iniciando. “Como ninguém sabe ao certo o que o Arquiteto de Informação faz, existe todo o tipo de oferta de trabalho. Para o AI, é preciso saber identificar as oportunidades que realmente são pertinentes a profissão”, explica Palamedi. Por outro lado, no IA Institute, uma organização mundial que visa promover a AI mundialmente, já conta com 1.400 membros de 80 países.

Simplificar
Mas afinal, o que faz um Arquiteto de Informação? Seu criador, Richard Wurman, definiu: tornar simples o complexo.

Um bom arquiteto de informação deve oferecer aos usuários facilidade de entendimento e recuperação de informação. Segundo uma pesquisa do Nielsen Norman Group, 27% das causas de insucesso das vendas de um site se devem ao fato do usuário não conseguir encontrar o produto que estava procurando. Comece a perceber, mas sites em que o conteúdo é facilmente encontrado podem estar munidos de especialistas de AI.

Na segunda-feira (15/09), o instituto de pesquisa Nielsen fez um comparativo com o estudo realizado há sete anos e uma das constatações é de que 64% dos usuários conseguem encontrar informações facilmente em um site.

Os profissionais de AI de hoje atuam mais na área de web e são responsáveis principalmente por mapas mentais, que consistem em formas de agrupar e organizar informações similares ou que fazem parte de um grupo de interesse; wireframe, que é basicamente um esqueleto de como o site será organizado e sitemap, que tem por objetivo construir uma representação hierárquica de páginas de um site. Mas um dos principais aprendizados do arquiteto de informação é saber quem é o usuário e porque ele precisa daquelas funções.

De acordo com estudo realizado por Guilhermo Reis, 58% dos profissionais de AI são autodidatas, enquanto apenas 10% fizeram cursos sobre o tema. A novidade é que já são oferecidos cursos de pós-graduação aos profissionais. A exemplo da Faculdade Impacta Tecnologia (FIT) , cujo programa dura 18 meses preenchidos por uma carga horária de 400 horas e a ESPM do Rio de Janeiro.

Outras instituições, como a Extensiva e a Jump Education oferecem cursos livres de curta e média duração. A média salarial desse profissional é de 3 mil a 5 mil por mês.

Um profissional muito confundido com o AI é o Analista de Usabilidade. Mesmo porque uma parte deste trabalho está na arquitetura de informação.

“Muitas empresas estão contratando arquitetos de informação, ao invés de analistas de usabilidade. São profissionais distintos”, explica Amyris Fernandez, professora do curso de Usabilidade e Testes de Usabilidade in-company e coordenadora do curso de Comunicação com o Mercado Através de Mídias Digitais da PEC FGV.

Um dos principais objetivos do Analista de Usabilidade é fazer com que o usuário esteja confortável e aceite o trabalho proposto dentro do sistema. “Usabilidade é tornar todos os aplicativos mais compreensíveis ao seres humanos”, diferencia Amyris.

A diferença é que nessa área o profissional irá antecipar os possíveis erros que o usuário irá cometer, como por exemplo, evitar erros no banco de dados e pensar na possibilidade das pessoas não conseguirem entender o conteúdo e por isso deixarem de acessá-lo.

Fonte: IDG Now

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TI André Dourado on 19 out 2008

TI em nuvem (Cloud Computing)

Françoise Terzian, da Info CORPORATE
31 de julho de 2008

São grandes as chances de que a computação em nuvem entre para a agenda de tecnologias das empresas

Onde está o computador? Pouco importa. Espécie de evolução do grid computing, o cloud é um dos frutos do boom da internet e se baseia numa rede massiva e escalonável de servidores físicos, como o da sua empresa; ou virtuais, como o da Amazon, que vende parte de seu poder computacional a usuários externos como o jornal americano The New York Times e a bolsa de valores eletrônica Nasdaq. Ou seja: não é mais necessário limitar sua capacidade de processamento e armazenamento a uma máquina ou a um grupo de máquinas. Uma nuvem de computadores conectados à internet poderá substituir parcialmente ou integralmente o parque tecnológico de muitas empresas no futuro.

Google e Yahoo! são pioneiros ao armazenar – sabe-se lá se num servidor da Índia ou do leste dos Estados Unidos – aquele e-mail superimportante do Gmail, um vídeo engraçadinho do YouTube ou suas últimas fotos de viagem postadas no Flickr. A diferença, agora, é que o conceito traz consigo uma visão mais corporativa. Poderia ser definido como uma solução para melhorar o uso dos recursos computacionais de sua empresa, economizar dinheiro ao deixar de investir num batalhão de equipamentos, ganhar flexibilidade e se livrar do conceito engessado de licença de software.

A computação em nuvem (ou o cloud computing) pode ser definida como uma configuração viva de computadores espalhados e integrados, capaz de armazenar dados e aplicações e processá-los de qualquer ponto da Terra. Trata-se de um novo modelo de outsourcing baseado nas idéias e tecnologias de virtualização, grid computing e SaaS, o Sofware-as-a-Service. Tudo isso, claro, impulsionado pela disseminação da banda larga.

Embora muitos gurus da TI vejam computação em nuvem com um certo ceticismo, o conceito tem tudo para vingar. Seu futuro de sucesso está fortemente embasado em dois pilares. Um é o modelo de negócios bem estruturado e rentável que, no curto prazo, converterá a capacidade computacional extra de provedores de internet, data centers, redes de e-commerce e prestadoras de serviços de TI em dinheiro vivo.

No médio e longo prazo, o conceito de venda de processamento e armazenamento de dados poderá se transformar na principal fonte de renda de muitas dessas empresas. Motivo: estima-se que as cinco maiores empresas de busca da web concentrem, juntas, um parque computacional de cerca de dois milhões de servidores. A pergunta é: por que não fazer dinheiro com a capacidade já existente e muitas vezes ociosa?

O segundo e talvez principal pilar da computação em nuvem refere-se à reviravolta que ela causará nas empresas usuárias de TI. O conceito permite ao CIO aproveitar toda capacidade ociosa invisível em vez de investir em mais infra-estrutura. Hoje, o ambiente de TI é distribuído em servidores dedicados a aplicações específicas como internet, banco de dados, ERP e CRM.

O conceito também tende a ajudar o CIO a conviver melhor com o budget apertado e ainda contribuir para a criação de um planeta mais verde. Para que comprar mais servidores se há poder de processamento na empresa? As compras passam a ser mais seletivas, e a locação deverá crescer.

Do ponto de vista da gestão financeira de TI, a computação em nuvem deverá causar uma ruptura na forma como as empresas orçam e compram serviços e recursos de TI. Segundo o Gartner, junto com redes sociais, mashups, processadores híbridos e multicore, a computação em nuvem figura entre as dez tecnologias que causarão os maiores impactos nos atuais padrões de modelos de negócios, processos, fluxo de receita, dinâmica da indústria e de comportamento dos consumidores, nos próximos cinco anos.

Ainda segundo o Gartner, até 2012 pelo menos um terço das aplicações de negócios será adquirida no modelo serviço (leia-se SaaS, de Software-as-a-Service) em vez de licença do produto. O modelo liderado por Google, Yahoo! e Amazon crescerá agressivamente nos próximos cinco anos. Até 2011, os early adopters de tecnologia deixarão de gastar 40% de sua verba na compra de infra-estrutura para aderir ao modelo de serviços.

Um estudo recente da McKinsey & Company revela que o modelo de venda de soft-ware passa por um momento de profunda mudança. Mais de 850 compradores de todos os tamanhos estão de olho no SaaS, que deverá abocanhar, só este ano, 19% da verba para compra de software.

Para a McKinsey, as grandes virtudes da computação em nuvem estão relacionadas ao rápido provisionamento da capacidade de processamento e armazenamento e também ao fato de o comprador não ter de quebrar a cabeça com escolhas e customizações de tecnologia. Um dos maiores defensores do conceito é o polêmico autor americano Nicholas Carr, aquele que, em 2003, causou estardalhaço no mundo todo ao questionar até que ponto a TI importava.

Para Carr, o movimento de migração da computação tradicional para a de nuvem já começou e está sendo impulsionado por várias razões, como a complexidade e ineficiência do modelo cliente-servidor (mais e mais máquinas são adicionadas, aumentando o custo de propriedade, com utilização média bastante baixa) e a constatação de que a TI não tem mais como fugir das metas mundiais de redução de consumo de energia e emissão de gases de efeito estufa. Quando a idéia do cloud estiver inserida à realidade das empresas, Carr acredita que a mudança será tão drástica quanto à das máquinas a vapor para a eletricidade. “Na prática, todos nós passaríamos a ter um supercomputador virtual em casa”, afirma Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM Brasil.

A computação em nuvem prega que o exército de servidores existentes numa empresa, no país, no continente, ou até mesmo no mundo trabalhe para atender clientes em qualquer canto do globo, como se fosse um serviço de distribuição de luz ou de água. Daí a comparação inevitável do cloud com o utility computing.
Embora pareça complicado, Taurion diz que computação em nuvem não é física quântica. Dá para entendê-la, já que ela está embasada no conhecido grid computing. No entanto, os CIOs precisarão estudar e fazer a lição de casa. Há três anos para se preparar. Estima-se que, até o final de 2011, a nuvem do cloud cobrirá boa parte das empresas ao redor do mundo.

Cenário

Hora de estudar

Apesar do brilhantismo dos números e dos benefícios esperados pela disseminação da computação em nuvem, o momento atual demonstra que ainda faltam avaliações conclusivas que demonstrem seus efeitos na rotina de uma corporação. O conselho geral aos CIOs é: observem, pesquisem e analisem. O momento demanda mais estudos do que ações imediatistas. Antes de sua implantação, o conceito precisa ser testado numa determinada área ou aplicação da empresa.

Hoje, só deve adotar a arquitetura quem realmente quiser pagar o preço de ser um early adopter. A previsão é que o conceito só exploda em três ou quatro anos. Empresas como IBM, Dell, Cisco e HP já fincaram seus pés no novo conceito. A Big Blue, por exemplo, está criando diversos centros de estudo sobre o assunto em países como China, Irlanda, Índia e Brasil (São Paulo). Ela também desenvolveu uma solução de cloud que permite às empresas criar as próprias nuvens computacionais. Batizado de Blue Cloud, o produto é baseado em programas de virtualização e gestão.

O laboratório da IBM em Almaden, na Califórnia, também tem servido de base para projetos de computação em nuvem para o governo do Vietnã e da Irlanda e uma incubadora na China. A Dell montou uma arquitetura de nuvem para hospedagem e processamento de dados, em hiperescala, sob medida para web 2.0, finanças, indústria petrolífera, pesquisa científica e games.

O conceito ainda passa por um processo de evangelização. São poucas as empresas de TI que têm um laboratório estudando o tema. “Recomendo o monitoramento da evolução do cloud, já que se trata de uma tecnologia de disrupção, com o potencial de afetar de forma drástica as áreas de TI das empresas”, afirma Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM Brasil.

Para o Gartner, essa fase deve ser acompanhada de questionamentos como quando a empresa alavancará os recursos de cloud e também seu impacto financeiro.

Esse período de experimentação é importante até para as empresas compreenderem o atual potencial da computação em nuvem. Computação em nuvem hospeda as cloud applications, que são as aplicações residentes na nuvem. No entanto, elas não podem ser quaisquer aplicações. As antigas e monolíticas escritas em Cobol ou programas que não permitem a separação de dados dificilmente rodarão nesse ambiente.

As principais candidatas a transitar no ambiente de nuvem são as aplicações da web 2.0, como os wikis, os blogs, as redes sociais e os programas de colaboração e as aplicações baseadas em Java e SOA. No futuro, “o cloud poderá rodar aplicações mais críticas como um CRM ou pedaços de um ERP.

No quesito hardware, o conceito aceita servidores e mainframes. “O cloud permite a otimização física e lógica do parque de TI. De quebra, evita o investimento fixo e estimula o pagamento variável”, explica Daniel Domeneghetti, CEO da consultoria DOM Strategy Partners. Um alerta para quem planeja investir em nuvens: sua arquitetura deve dispor de provisionamento de recursos computacionais, balanceamento dinâmico do workload e monitoração do desempenho.
Embora as previsões sejam de explosão no uso, a computação em nuvem está engatinhando. Para Genaro Fernandes de Carvalho Costa, membro de pesquisa do departamento de arquitetura de computadores e sistemas operacionais da Universitat Autònoma de Barcelona, essa lentidão tem duas explicações. “A primeira é a inércia inerente e a segunda é um certo tabu de que os dados dificilmente se manterão seguros numa nuvem, a não ser que haja investimentos em segurança”, diz. Aí, surge um terceiro problema. Empresas não adotam uma tecnologia se os ganhos não forem significativos em competitividade ou custo.

Desafios

Custos em xeque

É com ceticismo que especialistas em TI como Daniel Domeneghetti, CEO da consultoria DOM Strategy Partners, enxergam o conceito de computação em nuvem. A promessa de benefícios como economia financeira barram justamente em questões técnicas, culturais e também de aplicabilidade. A primeira dúvida diz respeito à forma como será conduzida a integração de inúmeros servidores e máquinas com linguagens, programas, protocolos e padrões diferentes. Interoperabilidade é um ponto que precisa ser estudado e testado com atenção.

“Embora o conceito seja aplicável, o software livre tem suas limitações”, diz Domeneghetti. Sua recomendação aos CIOs é que eles façam experiências diversas com diferentes áreas da empresa para analisar não só a interoperabilidade, mas também a consistência da operação, a segurança da informação, o nível de serviço e a usabilidade.

A questão da segurança também causa preocupação, principalmente no momento em que a tendência é tornar a informação residente na web. O primeiro questionamento que surge, nesse caso, é como um banco manterá seu servidor com dados dos clientes operando em uma nuvem. Os desafios existem, são grandes, mas podem ser contornáveis. Cezar Taurion, da IBM, recomenda que um projeto em cloud tenha uma governança de TI bem definida, assim como uma política de segurança de informação implementada. Ricardo Chisman, sóciodiretor da Accenture, sugere ainda atenção redobrada no acordo de nível de serviço, o SLA, que precisa focar sempre na qualidade e atender bem ao usuário, esteja ele usando a computação tradicional ou em nuvem.

A questão cultural também pode agir como inimiga do conceito, caso sua semelhança com o grid computing seja comprovada. A chamada computação em grade foi alvo de grandes investimentos no passado. Com isso, muitas soluções foram criadas para problemas ainda inexistentes. “Em algumas universidades, o nome grid virou sinônimo de coisa grande que não funciona”, diz Genaro Fernandes de Carvalho Costa, membro de pesquisa do Departa mento de Arquitetura de Computadores e Sistemas Operacionais da Universitat Autònoma de Barcelona. Ou seja, cloud corre o risco de ganhar o mesmo estigma.

A tendência de computação em nuvem também tende a trazer implicações significativas na forma como as empresas orçam e compram serviços e recursos de TI. Diante disso, as áreas de TI e finanças, mais do que nunca, deverão discutir as oportunidades e os desafios de migrar para o novo modelo.

Para o Gartner, sua adoção impõe novos desafios com o intuito de centralizar os gastos com tecnologia de negócios no orçamento de TI. Afinal, muitas soluções de nuvens poderão ser adquiridas diretamente pelos usuários de negócios e não pela TI. Uma mudança dos orçamentos de tecnologia, compostos principalmente de ativos de TI capitalizados, para um mix formado por despesas operacionais parece atraente, porque propiciaria uma maior flexibilidade quando os cortes de orçamento ocorressem.

Entretanto, o Gartner prevê que a mudança dos custos de TI de orçamentos de capital para orçamentos operacionais gerará implicações no balanço patrimonial. Hoje, a maior parte das empresas capitaliza ativos de TI e a maior parte da mãodeobra de desenvolvimento. Embora os modelos de aquisição de cloud ainda estejam tomando forma, o Gartner espera que uma quantidade significativa dos custos de TI se transforme em parte do orçamento operacional nos ambientes em cloud.
Apesar de todos esses desafios, Genaro Costa, da Universitat Autònoma de Barcelona, garante: o cloud vai acontecer em grande escala, mais cedo ou mais tarde. “É uma questão de sobrevivência.”

Aplicação – Google

O exemplo do Google

O Google tem cerca de 40 data centers de grande porte espalhados pelo mundo. A partir desse exército de máquinas, usuários de todos os continentes têm acesso a software, serviços e robôs de busca. Cerca de 90% de suas aplicações rodam na arquitetura de computação de nuvem. Desde a sua criação, no final dos anos 90, o Google se fincou na cultura e no legado do open source. Estima-se que seja a maior empresa baseada em código aberto do mundo. “O elemento fundamental na arquitetura de computação de nuvem é o browser. No Google, tudo acontece por meio dele”, afirma José Nilo, responsável pela área empresarial do Google Brasil.

Aderir ao open source permitiu ao Google ganhar escala, alto poder de processamento e armazenamento, infra-estrutura flexível e também a possibilidade de prover uma infinidade de serviços a todo o mundo por meio da internet. Por esses motivos, a maior empresa de internet do planeta é hoje a líder do movimento em prol da computação de nuvem, modelo considerado bem mais barato que o formato atual de compra e manutenção de infra-estrutura.
“A computação em nuvem nos permite ser o que somos hoje, estar à frente no segmento do qual participamos e nos ajudará a superar os tradicionais modelos de negócios e serviços”, diz Nilo. À medida que o Google e outras empresas avançarem no uso da computação em nuvem, o restante do mercado deverá seguir pelo mesmo caminho.

Aplicação – Amazon

Novo negócio para a Amazon

Certamente, você enxerga a Amazon.com como a maior loja virtual do mundo, onde é possível comprar de livros a telas de LCD, de lençóis e fronhas a até sapatos. Pouca gente, no entanto, sabe que o shopping gigante da web anda ganhando dinheiro há cerca de dois anos alugando parte de sua infra-estrutura para startups e grandes corporações americanas. Esta façanha só foi possível porque a empresa criada há 13 anos construiu uma infra-estrutura baseada no conceito de nuvem.

Graças ao ambiente que opera em computação de nuvem, hoje a Amazon atua num nicho que não era o seu e que vem tomando forma nos últimos tempos. A empresa transformou-se numa vendedora de serviços de utility computing – os chamados Amazon Web Services (AWS). Entre eles estão serviço de storage, banco de dados e processamento. Na prática, a pontocom aluga a infra-estrutura e seus clientes deixam de investir na compra e manutenção de infra-estrutura.

Outro foco da Amazon é o desenvolvedor. Atualmente, são 370 mil cadastrados com acesso a uma plataforma de serviços que pode ser usada para a construção de negócios na web. “Quando nós entramos neste negócio, imaginamos que atrairíamos as pequenas empresas. No entanto, começamos a atrair grandes companhias”, afirma Kay Kinton, porta-voz da Amazon, em entrevista concedida à Info CORPORATE.

O jornal americano The New York Times utiliza o Amazon S3, serviço de armazenamento e gerenciamento de dados online. O volume de arquivos armazenados é ilimitado. O serviço é oferecido para a Europa e os Estados Unidos – este segundo paga 15 centavos de dólar a cada gigabyte armazenado e 10 centavos de dólar a cada gigabyte de dado transferido.

Para levar aos seus leitores online as páginas inteiras dos exemplares publicados de 1851 a 1922, o The New York Times aderiu aos serviços da Amazon. Todo material foi organizado cronologicamente. O serviço batizado de TimesMachine digitalizou as páginas do jornal, gerando arquivos PDF com fotos.
Outro cliente da Amazon é a bolsa de valores eletrônica Nasdaq, que usou seus Web Services para lançar o Nasdaq Market Replay, uma nova ferramenta para analisar montanhas de dados de ações de mercado. A contratação do serviço permitiu à bolsa americana lançar o serviço sem investir um centavo na compra de storage. Segundo Claude Courbois, vice-presidente associado da Nasdaq, a alternativa ajudou a reduzir custos e riscos de lançamento de um novo produto no mercado.

Fonte: Info Corporate

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Desenvolvimento &Rails &TI André Dourado on 18 out 2008

Ruby on Rails…talvez uma nova paixão

Já havia ouvido e lido alguma coisa sobre o Ruby on Rails, mas comecei a ter algum contato com o framework, quando descobri o Redmine.

O Redmine é um gerenciador de projetos bastante eficiente, desenvolvido nessa plataforma. Adorei o produto e comecei a ficar curioso sobre o que na verdade seria o Ruby on Rails. Comecei a pesquisar, ler e a assistir aos vídeos espalhados pela web e pelo YouTube.

Juntei aqui alguns textos que achei interessantes como introdução e alguns comerciais que comparam o Ruby on Rails com outras linguagens de programação. Os comerciais são vídeos divertidos nos moldes das propagandas Mac x PC.

Saiba mais sobre o novo framework Ruby On Rails

Por: José de Menezes

Ruby On Rails é um framework de código aberto para desenvolvimento de aplicações Web, escrito em Ruby.

Rails foi projetado para:

  • Ser uma solução de desenvolvimento completa;
  • Que as suas camadas se comuniquem da forma mais transparente possível;
  • Ser uniforme, escrito totalmente apenas numa linguagem;
  • Seguir a arquitectura MVC (Model-View-Controller)

Essas características tornam o Rails extremamente produtivo e mantem baixa a curva de aprendizagem. A versão atual do Rails é 1.8.4-19 Final.

Componentes

O Rails é um “meta-framework”, contendo 5 outros frameworks:

  • Active Record;
  • Action Pack;
  • Action Mailer;
  • Active Support;
  • Active WebServices.

Cada um destes “mini-frameworks” está disponível via gem (sistema de gerenciamento de pacotes para Ruby), mas todos eles são baixados e instalados automáticamente quando se instala o gem do Rails.

Tempo de desenvolvimento

Rails segue dois conceitos que visam aumentar a produtividade do desenvolvedor: DRY e Convention over Configuration. Estes métodos estão implementados por todo o Rails, mas podem ser mais notados nos “pacotes” do Active Record (ORM, Object Relational Mapper) e Action Pack (MVC)

DRY

DRY (Don’t Repeat Yourself, Não se repita) é o conceito por trás da técnica de definir nomes, propriedades e códigos em somente um lugar e reaproveitar essas informações em outros.

Por exemplo, ao invés de ter uma tabela Pessoas e uma classe Pessoa, com uma propriedade, um método “acessador” (getter) e um “mutador” (setter) para cada campo na tabela, tem-se apenas no banco de dados. As propriedades e métodos necessários são “injetados” na classe através de funcionalidades da linguagem Ruby.

Com isso, economiza-se tempo, já que não é necessário alterar a tabela, o “bean”, o “form bean”, o “local home”, o “home”, o “session”, … Alterando apenas no banco de dados, tudo o que se baseia nessas informações são atualizadas automaticamente.

Convention over configuration

Na maioria dos casos, usamos convenções no dia-a-dia da programação, em geral para facilitar o entendimento e manutenção por parte de outros desenvolvedores. Sabendo disso, e sabendo que o tempo gasto para configurar XML em alguns frameworks de outras linguagens é extremamente alto, decidiu-se adotar esse conceito.

Ele diz basicamente que deve-se assumir valores padrão onde existe uma convenção. Caso o desenvolvedor deseje, pode-se sobrescrever essa convenção com o valor necessário. Por exemplo, uma classe User pode ter seus dados armazenados na tabela Customer. Seguindo a convenção, seria na tabela Users. Com isso, o tempo de desenvolvimento cai ainda mais.

Escalabilidade

Uma questão frequente é sobre a escalabilidade de aplicações escritas em Rails. Ao contrário de outras tecnologias, você não precisa fazer um código específico para que o sistema esteja preparado para “escalar”. Quando necessário, pode-se adotar uma das táticas disponíveis para escalabilidade em Rails. Vale notar que o único problema da escalabilidade é a manutenção de sessões entre servidores. Portanto, a saída mais óbvia é guardar estas sessões em volumes NFS, acessíveis por todos os servidores de aplicação. Outra tática é usar o armazenamento de sessões diretamente no banco de dados. Uma terceira, seria salvar a sessão em um cookie na máquina do usuário. Como pode-se ver, uma aplicação Rails já nasce com todo o suporte necessário para crescer sem traumas.

Porém, a maioria dos sites não necessita de esquemas sofisticados de escalabilidade. Em sites menores ou normais, uma configuração padrão do servidor web consegue suportar uma boa quantidade de carga, principalmente se forem usados o lighttpd e FastCGI. Existem casos de sites feitos em Rails que suportaram 5 milhões de visitas em um mês, ou seja, aproximadamente 115 por minuto, uma performance considerada bastante suficiente para 90% das aplicações atuais.

Fonte: PlugMasters

Ruby on Rails vs Java

Ruby on Rails vs .NET

Ruby on Rails vs .NET

Ruby on Rails vs PHP

Ruby on Rails vs PHP

Ruby on Rails vs PHP

Ruby on Rails VS ColdFusion

Ruby on Rails VS Django

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TI André Dourado on 18 out 2008

Mashup nos negócios

Rosa Sposito – da INFO
25 de setembro de 2008

Antenadas com a Web 2.0, as empresas começam a mesclar aplicações

Já pensou em usar um tipo de mixagem semelhante ao das músicas do hip-hop para criar aplicações, misturando informações e serviços de dentro e de fora da empresa? Pois é exatamente essa a idéia por trás do conceito de mashup (Site ou aplicação web que combina conteúdo de mais de uma fonte) corporativo, que explora o uso de recursos da web 2.0 e tecnologias como Ajax, PHP e RSS.

O termo mashup deriva da prática do hip-hop de mixar trechos de música e vem sendo empregado por diversos sites na internet, com o objetivo de combinar informações de várias fontes num único endereço. No ambiente corporativo, esse recurso traz uma visualização fácil e rápida dos dados espalhados pela empresa, e até fora dela, com informações vindas, por exemplo, de sites na web.

Uma das empresas que vêm evangelizando o conceito é a IBM, que testa em alguns clientes a versão beta do programa Enterprise Mashup. “É uma tecnologia de framework que utiliza serviços web e recursos wiki para ajudar a criar mashups que combinam serviços, ferramentas e informações externas em uma aplicação flexível e de baixo custo”, diz Rod Smith, vice-presidente da IBM para tecnologias emergentes (veja entrevista na pág. ao lado).

Aplicações em cinco minutos

A idéia da IBM é aproveitar essa flexibilidade da web 2.0 para permitir que os próprios usuários criem aplicativos para necessidades específicas, instantaneamente, sem precisar recorrer à equipe de TI da empresa — em geral, sobrecarregada. “O objetivo é que as aplicações possam ser criadas em cinco minutos”, diz Smith.

No ano passado, a IBM já utilizou os recursos da web 2.0 na construção de um site destinado a ajudar as pessoas desalojadas pelo furacão Katrina a encontrar novos empregos. Batizado de Jobs4Recovery, o site funciona como um portal de buscas que integra informações sobre oportunidades de emprego disponíveis em outros endereços na web — como HotJobs.com, Indeed.com e JobCentral. com. Ao digitar no campo de busca o tipo de emprego que deseja, o usuário recebe uma lista de opções, coletadas nos diversos serviços, com a indicação de sua localização no Google Maps. Smith afirma que, graças à facilidade das tecnologias da web 2.0, os programadores conseguiram colocar esse portal no ar em poucos dias.

Outro exemplo real de aplicação está na National Association of Broadcasters (NAB), associação internacional que reúne as emissoras de rádio e televisão. “Estamos trabalhando com a NAB para desenvolver mashups para a indústria de arte e entretenimento”, diz Smith. “Equipes de produção trabalham em colaboração em projetos específicos, em tempo real, usando recursos como Ajax, Atom e mensagens instantâneas. Com o Enterprise Mashup, da IBM, é possível conectar toda a equipe de pós-produção de um filme — som, efeitos especiais, edição etc. — em uma aplicação que os permite acompanhar a evolução do trabalho e os recursos usados, distribuir tarefas, gerenciar orçamentos e atualizar conteúdos.”

Até o fim do ano, a IBM espera ter 30 empresas participando do beta teste do Enterprise Mashup. Dependendo do retorno desses usuários, será definida a data em que a ferramenta estará disponível para todos — como um serviço de software ou uma aplicação baseada em PHP.

Na cola do SOA

O mashup corporativo segue filosofia semelhante à do modelo SOA (Sigla de service-oriented architecture, arquitetura orientada a serviços), onde as aplicações são quebradas em componentes de serviços, que, por sua vez, podem ser combinados e misturados com outros serviços de acordo com as necessidades do negócio. Ambos permitem a reutilização de informações e de serviços já disponíveis para a criação de novas aplicações sob medida para o usuário. E isso pode simplesmente mudar o modelo de desenvolvimento de software adotado até agora nas empresas.
Para o instituto Gartner, as aplicações compostas, criadas a partir da combinação e da reutilização de informações, são um dos aspectos mais poderosos do SOA. Elas estão na base da estratégia da IBM e, também, de outros fornecedores de tecnologia. Entre outros exemplos, o Gartner cita a Microsoft, que está incluindo no Office 2007 ferramentas para a criação de aplicações compostas. Uma das primeiras iniciativas nesse sentido foi o projeto Mendocino, desenvolvido com a SAP, que coloca o Office na base dos serviços corporativos criados em plataforma SAP.

Programadores em massa

A grande vantagem do mashup corporativo é dar ao usuário comum condições de desenvolver aplicativos, sem depender do pessoal de TI. É o que diz Rod Smith, vice-presidente da IBM para tecnologias emergentes:

INFO – Como as empresas podem usar o recurso de mashup em seus negócios?
SMITH – A tecnologia Enterprise Mashup ajuda a criar aplicações flexíveis e de baixo custo, utilizando tecnologias abertas como Ajax e PHP. Antes, era difícil para as empresas criar aplicações sem o envolvimento de profissionais de TI.

Quer dizer que não será preciso conhecer programação para desenvolver aplicativos?
O objetivo é permitir que os usuários finais, não técnicos, possam criar aplicações específicas em cinco minutos, com o mínimo de treinamento ou conhecimento de linguagens de programação. Eles poderão arrastar e soltar vários serviços web, como notícias, previsão do tempo e boletins sobre o trânsito, e mesclá-los com o conteúdo existente na empresa.

O modelo conhecido como SOA não oferece os mesmos recursos do mashup?
A diferença é que as aplicações mashup são criadas para situações específicas de negócio.

Em quanto tempo o conceito de mashup deverá estar incorporado à vida das empresas?
Acreditamos que o Enterprise Mashup seja adotado em escala dentro de dois a cinco anos.

Fonte: Info Professional

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