Feed Artigos Comentários


Tech &TI André Dourado em 20 jan 2009

Cloud Computing em 2009

Para recomeçar os posts do blog nada como conversar sobre um tema que deve se apimentar mais ainda em 2009: Cloud Computing. Aliás, mesmo sem conhecer o assunto muita gente já o utiliza. Quem tem Gmail, armazena fotos no Flickr, ou já está usando o Google Docs!

E porque usam estes serviços online? Simples: são fáceis de usar e muito convenientes. Ter acesso a seus emails, fotos e arquivos de texto e apresentações, de qualquer lugar, de qualquer computador, seja este seu próprio, de um amigo ou em um cibercafé faz muita diferença.

E se olharmos para os próximos anos, o uso de Cloud deve aumentar significativamente. Senão, vejamos: algumas pesquisas tem mostrado que os usuários de 18-29 anos usam com muito mais intensidade estes serviços que os mais veteranos, de mais de 45-50 anos. E a geração Y que está começando a despontar no cenário do mercado de consumo e de trabalho vai acelerar mais ainda sua utilização. Daqui a dez anos este pessoal será dominante nas empresas.

Bem, já que todos falam de Cloud, porque não ir ao Google Trends (www.google.com/trends) e ver qual a sua popularidade e tendência? Se voces usarem no Google Trends a keyword “cloud computing” vão ver que o assunto está cada vez mais aquecido. O interessante do Google Trends é que ele mostra também as notícias que “aquecem” o tema.

E, além dos usuários finais, como Cloud pode ser usado? Vou citar dois exemplos práticos. Um bom exemplo é o portal de inovação que usamos internamente na IBM. Existe um programa de fomento à inovação que permite que softwares experimentais sejam usados e testados pelos funcionários (early adopters), uma comunidade de profissionais experimentados e críticos que podem avaliar o software quanto à qualidade, funcionalidade, desempenho, etc. Sem uso de Cloud, era necessário construir uma infra-estrutura específica e disponibilizá-la para esta comunidade de early adopters. Com o portal de inovação e Cloud como infra-estrutura, a equipe responsável pelo software simplesmente prenche uma requisição online explicitando os recursos (CPU, memória, sistema operacional, etc) e em cinco minutos a requisição pode ser aprovada e os recursos virtuais alocados. O resultado tem sido bastante positivo. Em 2007 estavam registrados mais de 92.000 early adopters, ou quase 1/3 da força de trabalho global da IBM. Mais de 70 softwares experimentais estiveram ou estavam em operação e muitos foram graduados, ou seja, disponibilizados em produção como sistemas internos ou colocados como produtos no mercado. Um exemplo de produto que chegou ao mercado através deste mecanismo de inovação é a função de Web Conferencing do Lotus Sametime (http://www-01.ibm.com/software/lotus/products/sametime/web-conferencing.html ).

Um outro exemplo interessante foi a incubadora de empresas de software criada na cidade de Wuxi, na China. Esta cidade está a cerca de 150 kms de Shangai. Qual é um dos principais problemas de qualquer incubadora de softwares? Alocar recursos computacionais, de forma dinâmica (os softwares incubados estão em niveis diversos de demanda de recursos) e barata (empresas incubadas não tem dinheiro…). A resposta foi criar uma infra-estrutura em Cloud que permite às incubadas alocarem recursos dinâmicamente. Esta é uma boa idéia para parques de softwares e incubadoras aqui no Brasil. E também para muitas universidades, que tem seus recursos computacionais espalhados pelos campi e nem sempre integrados.

Então, por que não estudar mais a fundo o conceito? Recomendo estudar o Hadoop, projeto open source baseado no conceito do MapReduce, que á técnica de programação usada pelo Google para implementar suas aplicações em Cloud. Acessem o http://labs.google.com/papers/mapreduce.html e o http://hadoop.apache.org/ . E, é claro, não esqueçam de acessar http://www.ibm.com/ibm/cloud/ .

Fonte: Blog do CesarTaurion (IBM)

Post visualizado 266 vezes.

Trackback esse post | Subscreva os comentários pelo RSS Feed

Deixe um comentário