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Carreira &TI André Dourado em 16 mar 2009

Ficar fora do mercado por mais de um ano diminui a empregabilidade

Depois de três meses atrás da recolocação profissional, executivos enfrentam o dilema de aceitar, ou não, propostas para assumir cargos de nível hierárquico inferior aos que desempenhavam

Meridith Levinson, CIO
Publicada em 16 de março de 2009 às 09h05

Quando a busca pela recolocação profissional ultrapassa os três meses de duração, alguns desempregados começam a considerar se seria válido aceitar propostas para atuar em níveis hierárquicos inferiores como garantia para contar com um salário todo mês.

É um questionamento comum e bem difícil de resolver: ninguém pode ficar sem receber um salário fixo por muito tempo, mas trabalhar tanto para “subir” na carreira e depois dar um passo para trás é uma rasteira no orgulho de qualquer um.

Em conversas com consultores especializados ouvi muitas recomendações para que executivos não aceitem ofertas de cargos inferiores aos que costumavam ocupar. No entanto, é bem complicado seguir esse conselho quando o profissional tem uma família e um padrão de vida a manter.

Assim, não é surpreendente a opinião de Steve Watson, presidente do conselho da empresa de executive search Stanton Chase International. Para ele, os profissionais devem, sim, aceitar propostas para assumir postos mais baixos, principalmente se isso evitar que fiquem mais de 12 meses desempregados.

Para balizar sua opinião, Watson conta que em 2002 muitos CEOs voltaram a seus antigos cargos de CFO ou CIO, e que isso não influenciou em nada o brilho de suas carreiras. “Pessoas talentosas e competentes sempre se destacam e são reconhecidas; não importa em que nível hierárquico estejam”, diz o consultor.

De fato, ficar fora do mercado por muito tempo pode ser mais danoso em termos de carreira do que dar um passo atrás no que diz respeito ao posto ocupado. “Se o executivo está em busca de uma posição de CIO, é normal que a recolocação leve de três a nove meses… até um ano. Mas se passar mais de 12 meses sem trabalhar, o profissional arruína sua imagem e empregabilidade”, afirma Watson.

Fonte: CIO

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