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.NET &Desenvolvimento &Java &TI André Dourado em 30 mai 2009

O caminho do meio do arquiteto Java e do arquiteto .NET

Postado por Marco Mendes para o Blog do Marcos Mendes
em 30 de Maio de 2009

No Budismo, o caminho do meio (madhyamā-pratipad, em sânscrito) é a prática de ensinamentos que nos afastem das vaidades, extremismos e nos guiem a uma busca por mais sabedoria, moralidade e raciocínio.

No mundo Java e .NET, o caminho do meio possui o mesmo conceito. Gostaria de compartilhar, neste contexto, uma interessante leitura sobre experiências de diversos arquitetos de software que guardam uma espantosa coincidência com as idéias e conceitos do caminho do meio.

Esta lições estão coletadas no excelente e sucinto livro 97 Things Every Software Architect Should Know, escritas por diversos arquitetos de todo o mundo e compiladas por Richard Monson-Haefel.

Dentro das 97 dicas presentes neste livro, gostaria de destacar três:

  • Não coloque seu resumè a frente dos seus requisitos. Este pequeno texto discute porque bons arquitetos primeiro entendem o problema e o contexto de negócio antes de propor a tecnologia preferida do seu currículo. A lição é clara: não leve a sua tecnologia Java ou .NET preferida para o seu cliente antes de entender claramente o problema.

  • Simplifique a complexidade essencial, diminua a complexidade acidental. A complexidade essencial diz respeito a complexidade inerente a um problema. A complexidade acidental diz respeito a efeitos colaterais introduzidos por escolha de tecnologias complexas e soluções estado da arte. Exemplos são o uso de EJBs, servidores como o BizTalk, servidores de transações distribuídas ou modelos complexos de orientação por objetos para problemas simples que não necessitam deste tipo de solução. A lição novamente é clara: não introduza complexidade acidental para aprender uma nova tecnologia. É responsabilidade do arquiteto gerir bem o dinheiro do projeto, da sua empresa e do seu cliente. Não brinque com o dinheiro alheio por vaidade.

  • Arquitetura é sobre equilíbrio. A arquitetura deve equilibrar aspectos técnicos e aspectos de negócio (condutores de negócio). “Arquitetos Java e .NET” que se esquecem de olhar para o negócio estão violando o caminho do meio. Estão buscando apenas um meio de satisafazer seus egos no uso de soluções “elegantes” e criar novos desafios técnicos que apenas eles precisam.

Um “arquiteto Java” e um “arquiteto .NET”, portanto, irá se tornar um melhor arquiteto se não ficar cego pelas palavras “Java” e “.NET” e colocar no seu cardápio porções de liderança técnica e práticas de alinhamento ao negócio.

Fonte: Blog do Marco Mendes

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Um comentário para “O caminho do meio do arquiteto Java e do arquiteto .NET”

  1. em 18 ago 2009 às 20:48 1.Derlon escreveu …

    Parabens, Mendes! Ótimo artigo!! ;-) )

    Chamou a atenção para aspectos muito importantes na atual conjuntura da Engenharia de Software.
    E a responsabilidade do Arquiteto de SW Ágil (quando há a figura deste) é maior ainda.

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