Arquivos por CategoriaCurriculo
Carreira & Curriculo & TI André Dourado on 25 jan 2010
Mercado de TI busca profissionais com inglês fluente
Empresas de Tecnologia da Informação enfrentam dificuldades de recrutar profissionais que falam o idioma fluentemente, por isso Englishtown cria curso com conteúdo específico para esta área
Considerada um diferencial no mercado de trabalho, a fluência no inglês é essencial na área de Tecnologia da Informação (TI). Antigamente, as empresas de TI priorizavam a especialização técnica de seus profissionais. Hoje, com a globalização do mercado e o intercâmbio comercial entre os países, dominar uma língua estrangeira, especialmente o inglês, é fundamental. No entanto, recrutar profissionais que tenham esta qualificação é um desafio para as empresas da área.
De olho neste mercado, a Englishtown oferece um conteúdo específico para a área de TI. No curso, além de aprender o idioma, o aluno tem contato com termos técnicos da área e vivencia a experiências da rotina da área de tecnologia. Segundo a consultoria brasileira de TI, TOPMIND, é comum, neste mercado, que as empresas prospectem clientes em outros países. No entanto, elas não conseguem suprir suas necessidades de contratação de pessoal devido à dificuldade em encontrar profissionais preparados. Além disso, boa parte dos programas e softwares de tecnologia exige a compreensão do inglês. Sendo assim, o idioma é tão necessário na área operacional, quanto na executiva.
Para Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, a fluência no inglês é um imperativo para que o mercado brasileiro seja competitivo. “A oferta de profissionais com fluência em inglês é fundamental para a competitividade de um País no que se refere aos serviços de TI. Porém, no Brasil, o número de trabalhadores bilíngües ainda é insatisfatório”, diz o executivo. Por outro lado, o cenário é animador para os profissionais que dominam o idioma. Estimativa aponta que aqueles que falam inglês ganham 25% a mais do que os profissionais que não têm fluência no idioma, segundo a TOPMIND.
Fonte: www.englishtown.com.br
CIO & Carreira & Curriculo & TI André Dourado on 17 jan 2010
CIOs estão menos preocupados com alinhamento entre TI e negócios
Os dados do estudo ‘The State of the CIO 2010′ mostram também que, neste ano, aumentou o número de gestores com perfil operacional
CIO/EUA
Publicada em 15 de janeiro de 2010 às 09h05
linhar TI e negócios continua a ser a principal preocupação dos CIOs. Contudo, o estudo The State of the CIO 2010 – levantamento realizado com 594 líderes da área de tecnologia da informação de médias e grandes empresas de todo o mundo – mostra que, nos últimos dois anos, caiu de 82% para 64% o volume de gestores que apontaram essa como sua principal atividade.
Para o vice-presidente da área de TI e comunicação da agência de viagens BCD Travel, Hilton Sturisky, uma das justificativas para que os profissionais se sintam menos pressionados a alinhar tecnologia e negócios está no fato de que, nos últimos anos, eles passaram a não olhar apenas para dentro da organização e começaram a se preocupar também com os clientes.
A percepção de Sturisky se confirma no The State of the CIO. O estudo deste ano mostra que dos 62% de executivos que tiveram de postergar ou cancelar projetos de TI, a maioria cita que a ação foi motivada pelo fato de que a iniciativa não traria resultados em termos de aumento de vendas e receita para a organização.
A crise financeira também teve efeitos diretos na postura dos gestores de tecnologia, os quais tiveram de se envolver mais com atividades operacionais do que antes. Enquanto que, no estudo de 2009, 52% dos CIOs usavam a maior parte do tempo para atividades relacionadas à transformação, neste ano, essa porcentagem caiu para 45%. Por outro lado, cresceu de quase 30% para 34% o volume de executivos que passaram a dedicar a maior parte do dia a iniciativas consideradas operacionais.
(Kim S. Nash)
Fonte: CIO
Carreira & Curriculo André Dourado on 12 jan 2010
Saiba como se preparar para uma entrevista de emprego em inglês
Há maneiras de evitar possíveis engasgos na hora de se apresentar. G1 preparou dicas que ajudam no preparo. Confira.
Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
Quem está com o inglês um pouco “enferrujado” ou não domina completamente o idioma sabe: passar por uma entrevista de emprego na língua estrangeira dá aquele friozinho na barriga. Segundo especialistas, não adianta mentir na hora de colocar o nível do inglês no currículo, pois o entrevistador descobrirá a verdade. Há, porém, maneiras de se preparar e evitar possíveis engasgos, treinando com antecedência como se apresentar no idioma.
De acordo com coordenador de processos pedagógicos da rede de escolas de inglês CNA, Jaime Cará Júnior, é importante que o candidato treine os termos em inglês da área de atuação. Conhecer sobre a empresa e saber como falar sobre a companhia em inglês é outra questão importante.
Uma linguagem rica em adjetivos e sem gírias também é bem vista, afirma o especialista. De acordo com Cará Júnior, as entrevistas em inglês costumam fazer com que os candidatos se expressem na língua e não apenas respondam as perguntas com “Yes, I do” e “No, I don’t” (que significa sim e não).
Mesmo que o candidato responda uma frase curta, o entrevistador forçará a pessoa a se expor, seja fazendo uma nova pergunta, seja pedindo para ele explicar melhor a situação.
Por isso, quando treina com antecedência, o candidato consegue dar respostas mais completas e evita futuras perguntas do entrevistador, afirma Lizika Goldcheleger, gerente do departamento acadêmico da rede de escola de idiomas Cultura Inglesa. “O candidato não é pego de surpresa”, diz.
Segundo Lizika, outro benefício de estudar em casa é que o candidato vai à entrevista seguro e corre menos riscos de travar na hora de falar em inglês. Segundo ela, mesmo que o profissional não tenha um idioma afiado, ele pode causar boa impressão só pelo fato de estar tranqüilo e ter boa desenvoltura. “O ideal é não ter medo de estar enferrujado e mostrar confiança. A primeira impressão é a que fica”.
Por no papel
Cará Júnior, da CNA, indica ainda que o candidato treine escrevendo sobre si mesmo, sobre o trabalho e sobre experiências profissionais em inglês. “Ao escrever, a pessoa terá a necessidade de usar certas palavras e estruturas que não seriam lembradas ao falar”, explica. Segundo ele, a escrita já é uma forma de estudar. “Não adianta abrir o livro de inglês e achar que está estudando. É preciso ter foco”, diz.
Procurar rotas diferentes para explicar situações também é uma forma de não travar na hora da entrevista. Se o candidato não lembra como dizer determinada estrutura, o ideal é dizer a mesma coisa de maneira mais simples, fazendo-se compreensível.
Tempos verbais
Segundo Cará Júnior, é importante atentar-se aos tempos verbais. Se a pergunta é sobre planos e objetivos, é importante lembrar quais são as expressões usadas para falar sobre o futuro. Se a questão é sobre experiências profissionais, vale relembrar as estruturas usadas para falar sobre o passado. Responder as perguntas em voz alta e olhando para espelho são dicas para treinar a pronúncia.
Seleção
De acordo com Renata Damásio, consultora da Cia de Talentos, empresa que seleciona jovens para programas de trainee e estágio, os selecionadores costumam pedir que os candidatos falem de seu histórico profissional, façam uma apresentação e digam sobre a profissão que escolheram. “A entrevista não sai muito disso”, diz.
Ela afirma que é valido o candidato treinar antes da entrevista, uma vez que, quanto mais se preparar para a seleção, mais chances o profissional terá. “Ao treinar, o candidato ficar mais tranqüilo e na hora mostra o inglês que tem. Ele deve se preparar para falar sobre ele”, diz.
Na Cia de Talentos, porém, os candidatos passam por testes online de inglês antes de serem chamado para entrevista, o que já seleciona pessoas que têm o nível desejável para a vaga.
Interesse
De acordo com Cará Júnior, a partir do nível intermediário de inglês o candidato já consegue participar de uma entrevista no idioma, desde que seja um bom aluno.
O importante, porém, segundo os especialistas, é nunca mentir o nível e sempre mostrar interesse em aprender. Renata, da Cia de Talentos, diz que um candidato ganha pontos se, ao assumir que não tem um bom inglês, demonstrar ter vontade de aprimorar o idioma. “Se a vaga não exige o inglês com urgência, o candidato pode ser considerado”, disse.
Fonte: G1
Carreira & Curriculo André Dourado on 03 jan 2010
TV Ideal – Pergunte ao Headhunter – Oportunidades em SP Capital
No programa “Pergunte ao Headhunter” da extinta TV Ideal, o headhunter Carlos Melo avalia as oportunidades de carreira na cidade de São Paulo.
Será que é nesta grande metrópole que se encontram os melhores empregos e qual a tendência em relação ao desenvolvimento de carreira.
Carreira & Curriculo André Dourado on 27 dez 2009
Pesquisa aponta as áreas que mais requisitaram o profissional maduro em 2009
RIO – O ano de 2009 mostrou que os profissionais acima de 40 anos têm seu espaço no mercado de trabalho e que há muitas oportunidades para esse perfil. Este ano, mais de 167 mil candidatos desta faixa etária tiveram seu currículo visualizado pelas empresas usuárias do Curriculum.com, site de recrutamento e seleção. Atualmente, segundo pesquisa coordenada pelo site, 183 mil candidatos com mais de 40 anos estão empregados.
Os dez setores que mais requisitaram o profissional desta faixa etária, segundo a pesquisa do Curriculum.com, foram: indústria metalúrgica; indústria alimentícia (alimentos e bebidas); comércio varejista; indústria automobilística; bancos e instituições financeiras; empresas de auditoria, gestão e assessoria empresarial; comércio atacadista; construção civil; empresas de logística: transportes, distribuição e armazenagem; e indústria química (farmacêuticas e cosméticos). O indivíduo com este perfil também tem encontrado oportunidades em consultoria empresarial, informática e tecnologia da informação, assim como em hospitais e estabelecimentos da área de saúde ou em escolas e demais instituições de ensino em geral.
Rodolfo Ohl, diretor do site MonsterBrasil.com, também especializado em recrutamento e seleção on-line, concorda que houve um aumento da procura por profissionais maduros e enfatiza que, em geral, em todos os setores onde há escassez de mão-de-obra, encontram-se oportunidades para profissionais com mais de 40 anos. As áreas de TI e Engenharia, diz Ohl, são exemplos disso. Ele lembra que há casos de profissionais que já estavam aposentados, mas que voltaram ao mercado de trabalho ao receberem propostas atraentes nessas áreas.
Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com, afirma que profissionais com idade mais avançada que demonstrem energia são a melhor opção quando se deseja unir experiência com foco de atuação. Por isso, em geral, são os mais procurados para cargos de liderança, como os de média e alta gerência, que exigem sólida experiência.
- Os resultados comprovam que há muito espaço para esse tipo de candidato no mercado e que o preconceito com relação a pessoas acima da casa dos 40 é cada vez mais um preconceito. Se esses profissionais se mantiverem ativos e com vontade de aprender, eles podem oferecer experiências valiosas para as demandas atuais das empresas – diz Abrileri, lembrando que, estar atualizado e conectado às novas tecnologias, principalmente com a internet, é fator essencial para se recolocar no mercado, tenha o profissional 20, 30, 40 anos ou mais.
Fonte: O Globo
Carreira & Curriculo & TI André Dourado on 24 nov 2009
Saiba como usar as redes sociais para arrumar emprego
O tempo do currículo em papel pode ter ficado para trás, mas a procura por uma vaga via internet não dispensa estratégia nem bom senso.
Por Juliano Moreira ,do IDG Now!
Publicada em 24 de novembro de 2009 às 07h10
Atualizada em 24 de novembro de 2009 às 08h37
O tempo de deixar o currículo na porta das empresas ficou para trás. Hoje, com a expansão das redes sociais na internet, as oportunidades aparecem a todo o momento pela web. Vagas de emprego, freelancer ou cursos profissionais figuram constantemente nas listas de grupos ou nos perfis corporativos.
Em pesquisa realizada pelo site americano Jobvite.com em maio deste ano, ficou claro o valor que as redes sociais ganharam para as empresas do mundo todo.
Segundo o levantamento, 72% das companhias planejam investir mais em recrutamento por meio das redes sociais e 68% já utilizam redes de relacionamento para dar suporte à seleção de candidatos.
Para a coordenadora de recrutamento e seleção da consultoria People Consulting, Rita Mellone, esse movimento se deve pela agilidade da rede e por sua capacidade de conectar pessoas de diferentes lugares. “Hoje, pensamos globalmente para agirmos localmente. Essa onda tende a se consolidar o mais rápido possível”.
Além dos números obtidos pelas empresas entrevistadas, o Jobvite.com classificou os sites mais utilizados para o recrutamento de profissionais. O Linkedin aparece no primeiro lugar da lista, com 95%; o Facebook fica em segundo, com 59%; e o Twitter em terceiro, com 42%.
“No Brasil as pessoas buscam as oportunidades profissionais em sites de emprego. As redes socias ainda são recentes para esse fim”, explica Mellone.
Uma idéia na cabeça e um currículo na web
Não adianta fazer parte de várias redes sociais ao mesmo tempo, se o uso delas for de forma errônea. As ferramentas corretas devem ser utilizadas para chamar a atenção dos headhunters. Demonstrar conhecimento em uma área específica e mostrar-se disposto e capaz de aceitar desafios também contam pontos.
Alguns recrutadores conseguem mais assertividade nos processos de seleção, já que por meio do perfil de uma pessoa nesses sites, são revelados alguns aspectos da personalidade e das características pessoais que podem ser decisivas.
“O profissional que busca uma oportunidade está em uma vitrine. Por isso, informações claras e atualizadas, além do bom senso, farão a diferença para alcançar uma oportunidade de carreira.”
A coordenadora também chama a atenção para a prática do networking nessas relações profissionais. Segundo ela promover recomendações ou indicações dos contatos da rede, principalmente de ex-colegas ou ex-chefes, pode dar confiabilidade ao perfil.
Para Rita, todas as informações inseridas na internet – como o público a ser atingido, a vaga desejada, entre outras questões pessoais – devem atender a padrões. Confira algumas dicas da coordenadora da People Consulting.
1-Evite currículos longos.
Prefira elaborar um resumo do roteiro profissional. A maior preocupação, segundo Mellone, é não tornar cansativo para o leitor. No Orkut, por exemplo, preencha os espaços dedicados a área de atuação, diferentemente do Linkedin, onde essas informações são essencias e devem ser completas.
2-Modere com vídeo, fotos e áudio.
Em conteúdo multimídia, publique somente o necessário, não faça o visitante perder tempo com inserções de tamanho integral. Ninguém vê (ou ouve). Para a coordenadora, o mais importante é ter noção de tempo e de conteúdo.
3-Com texto, foque no essencial.
Quando redigir o texto, mantenha o foco em transmitir notícias, eventos, cursos. Além destes itens, trocar experiências e informações com outros usuários é de grande valia.
4-Não se exponha com exagero.
Em redes sociais, Mellone ressalta a importância de nunca se expor nas comunidades. “Procure a vaga certa e vá direto ao contato do empregador. Não avise para todo mundo que você está desempregado”.
5-Pondere suas opiniões.
O mercado valoriza o bom senso. De acordo com Mellone, deve-se tomar cuidado com as opiniões para não ganhar inimigos. Sempre que inserir um conceito, um opinião, faça embasado em fatos ou argumentos sólidos.
Fonte: IDG Now
Curriculo & Humor & TI André Dourado on 19 nov 2009
Francês desempregado à procura de trabalho como software developer
Um francês desempregado à procura de trabalho como software developer – Alexandre Gueniot, então com 23 anos – ficou conhecido por ter criado um currículo em flash engraçado e original.

Por conta deste currículo, e no espaço de apenas duas semanas, recebeu 26 ofertas de emprego, 183 emails enviados por fãs e 35 mil acessos à sua página. Para resumir uma longa e feliz história, Gueniot acabou sendo contratado pela Microsoft.
Quanto ao currículo que originou tudo isto, no link: http://web.me.com/agueniot/Data/Flash/cven.html
Havia esquecido disso. Meu amigo Paulo Barros me lembrou que havia mandado isso em 2004.
Agile & Curriculo & Projetos & TI André Dourado on 26 out 2009
Pesquisa no site Catho: Scrum/Agile x PMI/PMP
Essa pesquisa não faz parte de nenhum estudo sério, ou ao menos tem a intenção de ser algo que possa ser tomado como referência para qualquer coisa.
Apenas hoje fiquei curioso, qual seria o retorno de pesquisa em um site de colocação profissional das palavras: scrum, agile, pmi e pmp.
Seguem os resultados:
Scrum

Agile

PMI

PMP

PMI e Scrum

O link utilizado para a pesquisa foi: http://v.catho.com.br/buscar/empregos/?tipoBusca=palavra_chave&perfil_id=4
Carreira & Curriculo André Dourado on 08 set 2009
O funil da seleção
Conheça os processos de recrutamento mais utilizados e veja como se comportar
Um bom currículo não garante emprego, mas, sim, a oportunidade de participar de um processo seletivo. Se você preencher os requisitos básicos para determinada vaga, são grandes as chances de ser chamado para uma conversa particular. Os processos seletivos variam de empresa para empresa. Normalmente, incluem três etapas: dinâmica de grupo, entrevista e, se você for bem nessas duas, um bate-papo decisivo com o gestor, o dono da vaga. Mesmo que você seja indicado, terá de passar por pelo menos uma dessas fases. Ajuste o comportamento e boa sorte!
DINÂMICA DE GRUPO
A dinâmica de grupo é defendida por muitos especialistas em recursos humanos como um instrumento eficiente de observação do comportamento humano. Nela, vários candidatos são colocados diante das mais diversas situações e suas reações são avaliadas por um ou mais observadores da empresa contratante. É uma forma de testar a capacidade de adaptação da pessoa, verificar como ela interage com o outro e, em alguns casos, como ela age sob pressão. A prática da dinâmica é voltada, principalmente, para trainees, analistas e profissionais da área de vendas.
Algumas dicas para passar pela dinâmica de grupo sem traumas:
1. Procure entender as características do cargo para o qual está se candidatando. Você terá uma ideia do que se espera observar na dinâmica: criatividade, liderança ou colaboração.
2. Elabore previamente uma apresentação com suas principais características. Faça também uma versão reduzida, para falar em 60 segundos.
3. Procure demonstrar que tem como contribuir para o objetivo proposto.
4. Nem tente ser o centro das atenções nem se omita. “Participe e deixe o outro participar”, diz Sílvia Nogueira, da consultoria Ricardo Xavier.
5. “Não seja nem o primeiro a falar nem o último”, diz Paulo Pontes, diretor da Michael Page.
6. Em vez de só ficar pensando no que falar, preste atenção na pessoa que conduz a dinâmica e nos candidatos. Isso dará a munição que precisa.
ENTREVISTA
A entrevista é provavelmente a etapa mais importante dentro de um processo de seleção. É a oportunidade que você tem de se “vender”, mostrar por que é a pessoa certa para o cargo. Atenção: não exagere na dose. Senão, em vez de passar a imagem de um profissional preparado, pode ser tachado de arrogante. O segredo está no equilíbrio. “Se o candidato é muito lacônico, corre o risco de mostrar pouco conhecimento. Se fala demais, pode passar uma imagem de prepotência”, afirma Pérola Lucente, coordenadora da área de recrutamento e seleção da Ricardo Xavier. Seja objetivo nas respostas. A entrevista serve para você complementar as informações que estão no currículo. Se o selecionador perguntar sobre os resultados alcançados em seu último emprego, cite fatos. Por exemplo: uma ideia sua que tenha ajudado a aumentar o lucro da empresa.
Para estar afiado na hora da entrevista, siga algumas instruções:
1. Selecione, previamente, as melhores histórias do seu passado profissional. Elas devem conter exemplos de criatividade, capacidade de resolução de problemas e de aprendizado.
2. Dificuldades fazem parte da trajetória profissional. Os entrevistadores gostam de candidatos realistas. Se lhe perguntarem sobre fracassos, conte. Mas diga o que aprendeu com eles.
3. Se você foi demitido do emprego anterior, não minta em relação a isso nem demonstre opiniões negativas relativas à empresa onde estava. Falar mal de chefes anteriores 5 não pega bem.
4. Elabore uma lista curta de questões. Pergunte quais serão suas responsabilidades, os planos da empresa, como seu desempenho será avaliado. Tal atitude é uma demonstração de interesse.
5. Prepare-se para responder a perguntas acerca de seus pontos fracos; que situação difícil encontrou na carreira e como teve de lidar com ela.
6. Fique atento aos sinais dados pelo entrevistador. Se ele estiver lhe interrompendo muito, por exemplo, é porque está querendo mais objetividade de sua parte.
7. Pergunte ao entrevistador, ao final do encontro, que impressão ele teve de você. “Isso revela humildade e vontade de crescer”, diz Paulo Pontes, diretor-geral da Michael Page.
BATE-PAPO COM O GESTOR
Se você chegou até aqui, parabéns! Está na reta final. Conversar com o gestor da área, aquele que poderá ser seu chefe direto, é o último passo para ser admitido em uma empresa. As consultorias e departamentos de RH indicam, normalmente, três finalistas. A disputa é dura nessa fase. Você concorrerá com pessoas à altura de seu talento. Ao contrário das etapas anteriores, não há muito o que fazer, a não ser comportar-se de maneira natural. Os critérios de escolha tornam-se subjetivos e fogem ao controle do candidato. Empatia, por exemplo, é uma das qualidades mais destacadas. Há outras. Vai depender de quanto o gestor vai com a sua cara. Não se desmotive se ficar de fora.
IMAGEM É TUDO
A primeira impressão é a que fica, já diz o dito popular. Cientificamente, bastam dois segundos de contato para que o entrevistador forme, a partir da aparência, uma opinião a seu respeito. Por isso, capriche no visual para o dia da entrevista. Célia Leão, consultora de etiqueta empresarial, sugere modelos de roupa masculina e feminina que são verdadeiros curingas para encarar um teste de emprego com estilo:
Mulheres
Um vestido em tom sóbrio, na altura do joelho, é uma boa alternativa ao terninho básico. Invista em acessórios elegantes e, para arrematar, escarpim preto de salto médio e bolsa de couro também média e preta. Evite decotes e excesso de perfume e de maquiagem.
Homens / social
Azul-marinho é símbolo de poder. Aposte num terno bem cortado dessa cor e camisa branca. Quanto à gravata, a regra é: ela deve ter a cor da camisa ou do terno (sem prendedor!). O sapato é preto, de amarrar e, para ser considerado social, tem de ter sola de couro.
Homens / casual
Em empresas mais informais, como as de varejo, o terno é dispensável. Adote um visual mais descontraído, como calça de sarja cáqui, camisa branca (com duas dobras no punho) e mocassim marrom. Mas não abuse do despojamento: tênis e mochila seguem vetados.
Fonte: Você S.A.
Carreira & Curriculo André Dourado on 26 ago 2009
Você S.A. – Como ter sucesso na entrevista de emprego
Aprenda a resposta certa para as perguntas mais complicadas dos recrutadores
Bruno Vieira Feijó (redacao.vocesa@abril.com.br) 12/08/2009
As entrevistas de emprego estão mais complicadas. Um estudo da consultoria Korn/Ferry, especializada em recrutar diretores e presidentes no mundo inteiro, concluiu o que, na prática, headhunters e candidatos já sentem na pele: as entrevistas de trabalho não são mais meras comprovações de competências técnicas e realizações passadas.
Elas caminham para se tornar avaliações comportamentais, em que o candidato é avaliado desde o primeiro contato telefônico. “Como o entrevistador está mais rigoroso, o candidato precisa estar muito bem preparado para ver, em poucos minutos, sua vida profissional ser detalhada minuciosamente”, diz Rodrigo Araújo, sócio-diretor da Korn/Ferry no Brasil. Se passar pelo contato telefônico, o profissional terá uma conversa pessoal, na qual serão recordadas as fases mais complicadas da carreira — aquelas que envolvem arrependimentos, pontos fracos e decisões equivocadas. “Não é para constranger, mas para conhecer quem está por trás daquele estereótipo de candidato ideal, que permeia quase todos os currículos recebidos atualmente”, diz Lucia Costa, sócia-diretora da Mariaca, consultoria em gestão de capital humano. O objetivo é descobrir se a inteligência emocional do candidato ou seu estilo social combinam com o da vaga e o da empresa pretendida.
De acordo com os especialistas, ainda são poucos os executivos que ficam a vontade para falar sobre si mesmo ou sobre experiências adquiridas em situações delicadas. Por isso, a VOCÊ S/A separou algumas perguntas que exigem raciocínio complexo e mostra como você deve se portar em cada uma delas para ter sucesso numa entrevista de emprego.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Quais foram as críticas profissionais que você já recebeu que mais lhe surpreenderam?”
> ELE QUER TESTAR: Autenticidade, sinceridade e humildade em reconhecer falhas.
> COMO AGIR: “Escolha episódios que lhe chamaram atenção, mas nada que coloque em dúvida seu desempenho para a vaga em questão. Acrescente o que aprendeu e como você encara cada falha como uma oportunidade para se aperfeiçoar”, diz Marcelo Abrileri, presidente do site Curriculum.com.br.
> ATENÇÃO: Evite respostas que disfarçam um ponto positivo como se fosse negativo (por exemplo: “Era exigente demais, perfeccionista ou workaholic”). Elas passam a ideia de artificialidade.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Como você descreveria a cultura corporativa das últimas empresas por onde passou?”
> ELE QUER TESTAR: Lealdade e capacidade de se adaptar a diferentes tipos de gestão.
> COMO AGIR: “Faça um paralelo sobre o jeito de cada empresa trabalhar. Ao falar do que gostava e não gostava, seja honesto, mas apele para dados de conhecimento geral”, diz Lucia Costa, da Mariaca. “Diga, por exemplo: ‘Empresas alemãs são mais rígidas e burocráticas hierarquicamente, e eu me ressentia por mais agilidade. Por outro lado, gostava da estabilidade’.”
> ATENÇÃO: Não seja crítico e sarcástico em relação a chefes e empresas. Quem está sendo avaliado é você, não seus antigos patrões.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Conte algumas histórias sobre você em ‘ação’”
> ELE QUER TESTAR: Como você se vira na adversidade (sob pressão e prazos curtos).
> COMO AGIR: “Em qualquer entrevista, seu objetivo é convencer o recrutador de que você dá conta do recado”, diz Rodrigo Araújo, da Korn/Ferry. Conte iniciativas em que você foi o responsável, quais os desafios que esperava e o que realmente encontrou. E depois mostre os resultados: como esses obstáculos foram superados e de que forma isso o deixa pronto para futuros obstáculos.
> ATENÇÃO: Seja objetivo. Contar “um pouco” significa contar em três minutos no máximo.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Como você gerencia pessoas com pontos de vista diferentes dos seus”
> ELE QUER TESTAR: Talento para liderar um time.
> COMO AGIR: Cite projetos em que houve divergências de opinião e como você conseguiu ajudar todos a chegar a um consenso. “Por trás da pergunta, o examinador quer saber se você é sensível ao ponto de captar o que cada funcionário tem para oferecer de melhor”, diz Marcelo Abrileri, do Curriculum.com.br.
> ATENÇÃO: Aqui está sendo medido seu eventual grau de autoritarismo e como você impõe suas ideias.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Que opinião seus subordinados têm de você? E seus chefes?”
> ELE QUER TESTAR: Aptidão para ouvir e transmitir feedback.
> COMO AGIR: “Se você já passou por avaliações do tipo 360o, fica mais fácil saber o que chefes e colegas pensam”, diz Lucia, da Mariaca. “Senão, prove que você se preocupa em obter a opinião da equipe.”
> ATENÇÃO: Ninguém vence sozinho. Exalte a importância de todos que trabalham com você.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Como você se vê daqui a cinco anos?”
> ELE QUER TESTAR: Capacidade de enxergar e se planejar no longo prazo.
> COMO AGIR: “Não há problema em abrir suas aspirações para o futuro, mas evite citar nomes de empresas (principalmente das concorrentes) e cargos específicos”, diz Lucia, da Mariaca.
> ATENÇÃO: Passe a noção de que você está à procura de uma empresa com a qual possa estabelecer uma ligação duradoura.
QUANDO O HEADHUNTER DIZ: “Qual é seu maior arrependimento na carreira?”
> ELE QUER TESTAR: Capacidade de compartilhar aprendizados de experiências, até mesmo as decepcionantes.
> COMO AGIR: “Diga a verdade, mas também o que você teria feito de forma diferente se pudesse voltar no tempo e como tem aplicado esse aprendizado em outras situações”, diz Rodrigo Araújo, da Korn/Ferry.
> ATENÇÃO: Não se faça de vítima, alegando que as circunstâncias da época eram injustas, por mais que fossem.
Fonte: Você S.A.
Leia Também: Como responder às perguntas mais comuns em entrevistas de emprego
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