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Carreira &Curriculo André Dourado on 04 jun 2010

As 13 perguntas mais clássicas de entrevista de emprego

Saiba como responder as questões mais cabulosas durante uma entrevista de emprego

Talita Abrantes, de EXAME.com
03/06/2010 | 11:52

São Paulo – A entrevista é a etapa mais importante de um processo de seleção. É o momento em que, olhando nos olhos do candidato, o recrutador consegue comprovar intuições e tirar todas dúvidas possíveis. Só depois disso, ele estará apto para bater o martelo sobre a contratação ou não.

“Essa é a hora da verdade. O candidato tem que fazer de tudo para encantar o recrutador”, diz Irene Azevedo, da consultoria DBM. Vencer a ansiedade e responder as expectativas do recrutador ao mesmo tempo não é tarefa fácil.

Por isso, conversamos com os principais headhunters do país para descobrir as perguntas mais tradicionais durante uma entrevista de emprego e quais as melhores maneiras para respondê-las. Confira.

1.Por que você está mudando de emprego?
Essa é a primeira pergunta entre as mais perigosas em uma entrevista de emprego. Por isso, é preciso extrema cautela para respondê-la. O candidato que decidir soltar o verbo contra o emprego anterior cai em descrédito logo de início.

“Isso soa mal. Passa a impressão de um profissional intransigente que, na primeira mudança de rota, prefere uma movimentação”, afirma Eduardo Baccetti, sócio-diretor da consultoria de recrutamento 2GET.

De acordo com Priscila de Azevedo Costa, coordenadora do programa de Carreira do grupo Veris, o caminho para conversar sobre essa questão de uma maneira convincente é remeter para o atual momento de carreira e para os próprios planos para o futuro.

2.Por que você foi demitido?
Uma das principais saias justas em uma entrevista de emprego é quando o recrutador, sem nenhum pudor, busca saber o contexto em que o candidato foi desligado da empresa anterior. O assunto é delicado e exige muito jogo de cintura do candidato. A melhor estratégia, segundo os especialistas, é ser sincero. E, em alguns casos, recorrer a um tom mais eufemista.

Nesse contexto, por exemplo, “o candidato pode dizer que divergia estrategicamente do direcionamento da empresa”, exemplifica Irene. Ou, “admitir que estava em um momento em que não podia contribuir totalmente para as necessidade da empresa”, diz Priscila. O importante, segundo ela, é tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia.

3.Por que quer trabalhar aqui?
Não vale responder que esse era o seu sonho de infância. Por isso, é fundamental estudar sobre os valores da empresa antes da entrevista e mostrar para o recrutador que seu plano de carreira está alinhado com essa visão.

“O candidato tem que ter muita consciência das suas próprias realizações e intenções”, diz Irene. “E, a partir disso, saber contar muito bem sua história”.

4.Quais suas principais realizações ao longo da carreira?
Para responder a perguntas como essa, é preciso fazer uma avaliação profunda sobre sua evolução na carreira antes da entrevista. Afinal, segundo os especialistas, esse tipo de tópico demanda informações precisas sobre os fatos que tornaram seu passado profissional memorável. “Se eu não tiver resultados que suportem e comprovem meus pontos fortes, não irá adiantar nada”, afirma Irene.

5.Quais seus principais fracassos?
Aqui a proposta do recrutador é entender como você reage diante de situações difíceis. Por isso, não tenha medo de relatar os problemas que você já enfrentou em outros empregos. Foque, contudo, na maneira como conseguiu driblar as dificuldades e nas lições que tirou de cada situação. A, ideia, segundo os especialistas é tentar mostrar que os fracassos, no fim, contribuíram pra seu amadurecimento na carreira.

6.Quais seus pontos fortes?
Elencar as próprias qualidades nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, saber falar sobre isso de uma maneira elegante é essencial durante uma entrevista de emprego. Lembre-se que este é o momento para mostrar ao recrutador que você tem as características necessárias para o cargo em questão. Contudo, cuidado para não cair no narcisismo vazio. “Ele precisa mostrar exemplos práticos dessas qualidades”, afirma Priscila.

7.Que pontos em seu comportamento ainda precisam ser desenvolvidos?
Para responder a tradicional pergunta sobre defeitos, boa parte dos candidatos recorrem ao macete clássico de se definir como um profissional perfeccionista. “Todo mundo quer transformar uma qualidade excessiva num defeito”, afirma Priscila.

Segundo ela, diante desse clichê, os recrutadores logo ficam com um pé atrás. Agora, se você realmente é perfeccionista, a dica é dar um exemplo prático que prove essa característica. E, para mostrar que está sendo sincero, conte sobre outro defeito. Mas, cuidado para não dar um tiro no pé. “Escolha uma questão que não atrapalhe muito sua eficiência no trabalho e contextualize”, diz Priscila.

8.Quais são suas motivações?
O objetivo do recrutador com esta questão é avaliar se o perfil do profissional é coerente com a estrutura da empresa. “Todo mundo precisa ser motivado para continuar a produzir bem”, diz Priscila. E ninguém quer contratar um profissional que, em poucos meses, perca o contentamento em trabalhar. Por isso, para seu próprio bem, não tente dissimular uma resposta padrão. Seja sincero consigo mesmo e mostre qual a empresa ideal para seu perfil.

9.Consegue trabalhar sob pressão?
Saber lidar com a pressão no mercado de trabalho é uma postura que exige tempo e aprendizado. Por isso, mostre para o recrutador exemplos práticos que comprovem que você consegue se dar bem em situações como essas. “Não responda apenas sim ou não. Sempre traga uma experiência que esclareça o que você quer contar”, diz Priscila.

10.Conte sobre sua família? O que faz nas horas vagas?
Os recrutadores hoje já entendem que vida profissional e pessoal estão, sim, ligadas. Por isso, com essa pergunta, a proposta é entender como a rotina pessoal influencia a dinâmica durante o horário do expediente. “Conforme a pessoa fala, queremos identificar quais os valores que ela tem”, explica Priscila. Segundo ela, o ponto não é tentar ser perfeito, mas mostrar como você administra os principais conflitos da vida.

11.Qual sua pretensão salarial?
A dica de Irene para esse momento da entrevista é tentar adiar ao máximo sua resposta. “Explique que o valor da sua remuneração só pode ser definido quando você entneder todos os desafios do cargo”, explica. Se a justificativa não pegar e o recrutador insistir em uma resposta, conte qual era seu último salário.

12.Quais seus planos para o futuro?
Neste ponto, o recrutador quer identificar se sua estratégia de carreira está alinhada ou não com o ritmo da corporação. Nem sempre, contudo, é fácil ter na ponta da língua projetos para um futuro muito longínquo. Se esse for seu caso, não se desespere. Seja sincero e mostre consistência nos planos para médio e curto prazo.

13.Por que devo contratar você?
Essa pergunta requer extrema coerência do candidato com todas as informações que passou para o recrutador durante o processo de seleção. É, neste ponto, que ganha relevância, o profissional que souber fazer o melhor marketing pessoal. “O perfil pessoal acaba determinando muito, o brilho no olho, a vontade de ainda querer fazer”, diz Baccetti, da 2 GET.

Fonte: Exame.com

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Carreira &Curriculo &TI André Dourado on 16 mar 2010

Tropeços no recrutamento

Conheça os erros que os recrutadores e os profissionais cometem durante a entrevista de emprego e aproveite melhor a próxima oportunidade de mudar de trabalho

Bruno Vieira Feijó 08/03/2010

Neste início de ano, o mercado de trabalho está aquecido e receber uma proposta de emprego voltou a ser frequente. “Em praticamente todas as áreas está ocorrendo uma retomada de planos de contratação”, diz Marcelo De Lucca, diretor executivo da Michael Page, empresa de recrutamento com sede em São Paulo. Nessa fase, um velho fantasma assombra os profissionais: a entrevista de emprego. Muita gente ainda comete deslizes durante o processo de seleção. Despreparo e ansiedade excessiva são as principais razões que levam as pessoas a desperdiçar a oportunidade de conquistar um emprego melhor.

Os recrutadores também falham. No final do ano passado, um grupo de 40 profissionais de diversos setores e de todas as partes do Brasil se reuniu pela internet e passou a trocar informações sobre as más experiências por que passaram durante a disputa por uma vaga. Das conversas, saiu uma lista de 13 hábitos que headhunters e áreas de seleção das empresas deveriam evitar. Em geral, os recrutadores sabem lidar com situações inusitadas e gafes dos candidatos. E avisam que só casos extremos realmente comprometem o entrevistado. O bom headhunter procura fazer uma avaliação profissional do candidato sem dar espaço para reações emocionais.

“Não cabe ao recrutador se envolver pessoalmente ou se irritar porque o profissional fala de determinada forma ou tem certa postura”, diz Juliana de Lacerda, sócia-diretora da consultoria Gnext, em São Paulo. De maneira geral, os casos graves tanto para um lado quanto para o outro são as exceções. Os recrutadores lembram ainda que um perfil de candidato pode ser ótimo para uma empresa e péssimo para outra. “O headhunter competente sempre busca atender às necessidades da companhia que o contratou”, explica Juliana.

FALHAS DO CANDIDATO
Um comportamento que elimina o candidato em uma entrevista de emprego é falar mal de ex-chefes. “Já aconteceu de um executivo criticar a própria empresa pela qual ele estava concorrendo à vaga”, diz Ana Paula Passarelli, headhunter da Passarelli Consultores, em São Paulo, que trabalha com posições de alto escalão. Sempre se pede ao candidato que não minta nas competências, como fluência em inglês, ou apresente falsas referências profissionais. Omitir questões importantes para a posição também não adianta: você será desmascarado mais cedo ou mais tarde. “Um candidato escondeu ter medo de avião durante uma seleção para uma vaga que previa muitas viagens”, conta Ana Paula. “Ele foi contratado e demitido logo depois.” Seja honesto. Se você for o candidato ideal, a empresa vai contratá-lo independentemente de um ponto fraco, que poderá ser trabalhado, depois, em treinamentos.

Um processo seletivo é coisa séria. Se você não pretende deixar seu emprego, não entre na disputa. Headhunters dizem que é comum encontrar gente que está interessada apenas em testar a empregabilidade ou saber se o salário está na média do mercado. “Ninguém quer perder tempo com leviandades. Há outros meios de conhecer a remuneração para sua função, como pesquisas de mercado ou mesmo sondagens com conhecidos do meio”, diz Carlos Eduardo Ribeiro Dias, sócio-gerente da Asap, divisão da Fesa, que recruta jovens gerentes. Mesmo para quem estásatisfeito na empresa atual, é praxe haver uma conversa pessoal. Para ir além desse ponto, avise o recrutador que a intenção de deixar o cargo atual é baixa, até porque, em muitos casos, o headhunter não pode dizer num primeiro momento qual é a empresa e o salário oferecido.

Os recrutadores percebem logo quando o profissional está tentando enrolar. Por isso, seja objetivo e evite ficar contando histórias longas. Fuja de perguntas que visam verificar uma determinada competência ou experiência. “Também recomendo tomar cuidado para não discutir detalhes sem importância da contratação, como a marca do celular que a empresa oferece”, diz Danielle Sarraf, diretora de RH do grupo de agências publicitárias PPR e ex-headhunter da Mariaca & Associates. É importante ser flexível e encontrar na agenda um horário para fazer as entrevistas inerentes ao processo. A contratação pode não ser definida apenas pelo headhunter — o mais comum, aliás, é que um gestor da empresa também converse com o candidato. “Em alguns casos eu já fiz as primeiras entrevistas, a companhia contratante quer conhecer o candidato e tem gente que fi capropondo horários inviáveis ou remarcando inúmeras vezes”, diz Carlos Eduardo, da Asap. Obviamente, na cabeça da empresa e do caça-talentos, isso sinaliza pouco interesse do candidato. Se você já se decidiu por recusar um convite, diga o quanto antes aos envolvidos.

QUANDO O RECRUTADOR ERRA
Uma questão que irrita bastante os candidatos a um emprego é a falta de feedback dos recrutadores. A queixa é que os headhunters desaparecem após a entrevista, sem dizer por que o candidato não ficou com a vaga. “Com exceção de cargos altos, o que se pode fazer é dar retorno técnico, se ele foi bem ou não no inglês, por exemplo”, diz Fabiana Nakazone, gerente da DM Especialistas, divisão do grupo DMRH, responsável pela seleção de profissionais até cargos de média gerência para companhias como Unilever, Johnson & Johnson e Dow Chemical. “Mas recomendar que um candidato mude características da sua personalidade só porque uma empresa não gostou é colaborar para limitar a visão do profissional em relação a outras oportunidades.”

Pregar rótulos em candidatos é uma atitude errada, mas que ocorre. O engenheiro Carlos Reimer, de 33 anos, gerente de operações da companhia de calçados Kenner, em Campina Grande, na Paraíba, conta que foi difícil superar o estereótipo quando deixou uma empresa estatal de energia. “Era visto como o funcionário público que tem salário alto e produtividade baixa, o que, em tese, significaria falta de ambição”, explica Carlos. O candidato não precisa responder a perguntas que nada tem a ver com o cargo. “O foco na entrevista deve ser o lado profissional, mas já vi recrutador verificar a posição social do profissional”, diz a psicóloga Ana Fraiman. Num caso assim, questione que diferença isso faz. Perguntas constrangedoras também ocorrem e, dependendo do tom, o melhor a fazer é descartar a empresa rapidamente, como conta Márcia Hasche, da consultoria Valor Pessoal, especializada em clima organizacional.

“Um recrutador certa vez perguntou se eu tinha filhos e o que fazia para evitar”, lembra. Headhunters também têm problemas em otimizar a agenda. No ano passado, um caça-talentos pediu ao administrador de empresas Edson Salvio Jr., de 39 anos, atualmente desempregado, que adiantasse em uma hora o início da entrevista. “Quando ele ligou, faltava apenas uma hora e meia para o novo horário sugerido. Topei, mas avisei que poderia me atrasar uns 15 minutos. Chegando lá, ele fez a entrevista às pressas porque já havia outro candidato esperando”, diz Edson. “Pior que isso só quando um entrevistador marcou o encontro na praça de alimentação de um shopping em pleno horário de pico. E a conta ficou para eu pagar.”

CUIDADO COM FALSOS RECRUTADORES
O cientista da computação Samuel Vaz, de 30 anos, analista de tecnologia da Webfoundations, em São Paulo, caiu numa cilada conhecida no mercado. Foi convidado a participar de um processo mas, na hora da entrevista, descobriu que do outro lado não havia um headhunter. “Era uma empresa que oferece aconselhamento de carreira e assessoria de análise de currículo”, lembra. O serviço custaria 2 000 reais. “Ela até conseguia marcar entrevista com uma ou outra empresa, mas ficava sob minha responsabilidade convencê-la a me contratar. E só avisavam que o serviço seria cobrado no meio do terceiro encontro”, diz Samuel.

AS 13 MAIORES MANCADAS DOS CANDIDATOS, NA OPINIÃO DOS RECRUTADORES

1 Omitir fatores que são requisitos importantes para a posição, como a impossibilidade de mudar de cidade ou de viajar com frequência.
2 Discursar autoelogios, usando adjetivos batidos como “dinâmico”, “criativo”, “inovador”, e tudo na primeira pessoa: “eu fiz”, “eu consegui”.
3 Perder a linha de raciocínio contando “causos”, ou se justificar em excesso, fazendo papel de vítima.
4 Questionar detalhes pouco importantes em uma primeira entrevista, como qual modelo de celular a empresa oferece.
5 Faltar ao encontro e não avisar com antecedência, ou cancelar e remarcar várias vezes.
6 Não ser transparente ao explicar o motivo do desligamento das empresas em que trabalhou.
7 Não dar bola a uma sondagem por estar bem empregado ou por considerar- se muito competente.
8 Dar sequência a um processo seletivo apenas para testar a empregabilidade, ou para saber se o salário está na média e desistir depois.
9 Fazer leilão do tipo “quem paga mais” entre as ofertas da nova empresa e as contrapropostas da empresa atual.
10 Manter o celular ligado durante a conversa. Pior ainda quando resolve atender
11 Exceder na ansiedade e ficar perguntando todos os dias sobre o andamento do processo 12 Insistir para que o entrevistador revele o pacote de remuneração, ou a empresa contratante, antes da hora.
13 Falar de forma negativa ou revelar informações confidenciais sobre as empresas em que atuou e sobre os profissionais com quem trabalhou.

AS 13 MAIORES MANCADAS DOS RECRUTADORES, NA OPINIÃO DOS CANDIDATOS

1 Não dar feedback: se o currículo chegou, se a vaga foi fechada, se o candidato já foi excluído…
2 Não estudar com antecedência o currículo do candidato e fazer uma leitura dinâmica instantes antes ou mesmo durante a entrevista.
3 Marcar encontros em lugares inadequados e barulhentos, como shoppings e cafés
4 Fazer perguntas que invadem a privacidade do entrevistado, como o desejo de ter filhos, ou se é casado de papel passado.
5 Rotular o profissional tomando por base o perfil de alguma empresa em que trabalhou.
6 Confidenciar “estou trabalhando esta vaga por fora da empresa que represento”
7 Chamar para entrevista usando uma determinada vaga como isca, mas entrevistar para outra, cuja função e salário não são condizentes.
8 Chamar para entrevista apresentando uma oportunidade e, no meio da conversa, revelar: “Queria apenas conhecê-lo”.
9 Entrevistar dois candidatos simultaneamente para “ganhar tempo” ou fazer a entrevista às pressas porque o candidato seguinte já chegou.
10 Durante a entrevista, permitir ser interrompido por terceiros, atender ao celular, sair da sala, ler e-mails…
11 Dizer que vai passar o candidato para a próxima fase e sumir sem dar nenhuma satisfação.
12 Medir visualmente o candidato de cima a baixo, antes mesmo da conversa ser iniciada.
13 Fazer perguntas ou insinuar brincadeiras preconceituosas relacionadas à religião, cor da pele, preferência sexual e aparência física.

Fonte: Você S.A.

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Carreira &Curriculo &TI André Dourado on 16 mar 2010

Mercado quer profissional acima dos 40 com experiência, dizem especialistas

Busca de qualificação leva empresas a preferir profissionais ‘maduros’. Mas ter vivência e se manter atualizado na área de atuação são essenciais.

Gabriela Gasparin e Marta Cavallini Do G1, em São Paulo

Ter a partir de 40 anos pode ser uma barreira no mercado de trabalho? De acordo com especialistas, a partir dessa faixa etária o trabalhador pode encontrar dificuldades para conseguir emprego se não tiver experiência profissional ou se não se mantiver atualizado em seu mercado de atuação e nas novas tecnologias. Mas para aqueles que já têm bagagem, porém, a idade é vista pelas empresas como sinônimo de maturidade profissional e, por isso, a fase certa para cargos de chefia.

Vladimir Araújo, diretor de Projetos da Ricardo Xavier Recursos Humanos, diz que devido à dificuldade de se encontrar profissionais qualificados, cada vez mais as empresas têm recorrido à busca de trabalhadores com mais de 40 anos pela experiência e vivência. “A maioria dessas oportunidades está nas empresas de pequeno e médio porte, que preferem pessoas que já estejam prontas e treinadas.”

De acordo com o consultor, grande parte das vagas para profissionais que já passaram dos 40 anos é, sobretudo, para os cargos de chefia e supervisão. “Por outro lado, é cada vez mais perceptível o número de profissionais acima de 40, 50 e 60 anos começando em uma nova área de atuação principalmente no setor de comércio e serviços”, afirma.

Araújo ressalta a necessidade de o profissional estar familiarizado com recursos da informática e com um segundo idioma. “Algumas dificuldades podem surgir a partir dessa idade, principalmente quando o profissional não busca ao longo da carreira a preparação e o aperfeiçoamento adequados para o exercício da profissão, bem como para os desafios que surgem todos os dias na sua área de atuação.”

Consolidação da carreira
Matilde Berna, diretora de transição de carreira da Right Management, garante que não há no mercado restrições para profissionais de 40 anos. “Essa idade é considerada importante e especial pela maturidade pessoal e profissional adquirida. Os 40 anos é a idade da consolidação da carreira e considerada pelas organizações como a fase de maior contribuição do profissional para as empresas”, diz.

De acordo com a consultora, nos últimos três anos, 70% dos profissionais que passaram pela consultoria de RH tinham mais de 40 anos e se recolocaram nos mais diversos setores.

Ela afirma que o mercado vê os profissionais acima de 40 anos “muito positivamente”.

“Esses profissionais estão em sua fase de vida pessoal e profissional mais madura com uma experiência já consolidada, porém com disponibilidade ainda para aprender, já adquiriram habilidades importantes em algumas questões, estão mais preparados para decisões mais difíceis e já percebem as interrelações no ambiente de trabalho”, diz.

Ela ressalva que uma pessoa que queira ingressar no mercado de trabalho aos 40 anos encontrará mais dificuldade não só pela idade, mas principalmente por nunca ter atuado e, por conseqüência, não apresentar nenhuma experiência.
Segundo ela, nesses casos é muito comum que consiga espaço com trabalhos informais ou em estruturas mais simples ou atividades menos complexas.

“Quando estamos falando de uma pessoa de 40 anos, espera-se sim que ela já tenha uma experiência consolidada e uma história profissional mais alinhada. Para os cargos de liderança e gerenciais, os 40 anos são muito bem aceitos e até priorizados. No caso dos cargos que não são de liderança, como assistente, analista, podem ser solicitadas pessoas mais jovens.”

Escassez de vagas
Para Renato Grinberg, diretor-geral do portal de empregos Trabalhando.com.br, as vagas tendem a ficar mais escassas para quem chega perto dos 40 anos por dois motivos: a maioria das oportunidades é para cargos gerenciais, portanto, há menos vagas disponíveis que o normal, e algumas empresas optam por contratar pessoas mais jovens para pagar um salário menor.

“Aqueles que estão mudando de carreira têm mais dificuldade de entrar no mercado porque o que é esperado é exatamente que tenha experiência. Se ele quiser mudar de área, terá que se submeter a salários mais baixos e começar tudo de novo”.

De acordo com ele, de dez anos para cá, o espaço para contratação de profissionais dessa faixa etária vem diminuindo cada vez mais. Ele destaca que 2009 foi um ano diferente, pois profissionais com idades entre 45 e 62 anos foram muito procurados pelas companhias pela experiência em lidar com períodos de crise econômica e contenção de gastos dentro das empresas.

Ele alerta que se o profissional com mais de 40 anos não atingiu um cargo de liderança terá poucas chances no mercado. “Se passou dos 40 e não ‘chegou lá’ talvez não valha muito a pena investir nesse profissional. Mas se alcançou altos cargos em sua trajetória profissional, ele é o ‘profissional dos sonhos’ pela experiência e liderança”.

Conhecimento e energia
Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br, diz que o mercado precisa de profissionais que somem os conhecimentos com energia para trabalhar, pois as atividades aumentaram. “E hoje o homem de 40 tem tanta energia quanto o de 25”, diz.

Ele alerta que o mercado está mais competitivo, por isso, os estudos devem ser contínuos.

O presidente da Curriculum considera que o “mito no mercado de trabalho” de que quem tem mais de 40 anos tem menos chances de trabalhar está diminuindo. “Muitas pessoas começam a dar certo depois dos 40, tem muita vida depois dessa idade”, diz.

Abrileri ressalta que as pessoas a partir dessa faixa etária tendem a se cristalizar com relação à busca do conhecimento. “Elas tendem a dizer: ‘’isso não é para mim’ ou que ‘sabem tudo’ e são arredios às novidades que o mercado oferece. Essa pessoa para mim está fora do jogo”.

O consultor afirma que um profissional nessa faixa etária que é experiente, antenado com tecnologias e novidades do mercado e saudável “é um talentaço”. “Tem a ver com energia e postura à frente das novidades que o mundo está trazendo, e se aliar com a experiência ele se torna um excelente profissional”.

De acordo com ele, quem tem mais de 40 anos é indicado para cargos de liderança. As empresas preferem ainda, segundo Abrileri, esses profissionais para cargos operacionais específicos que exigem experiência e atualização. “São pessoas com mais experiência de vida. No fundo o que toda empresa quer é resultado e nem sempre é o jovem que traz”.

Profissional ‘caro’
Lucio Tezotto, gerente de atendimento da Catho Online, diz que os profissionais acima dos 40 anos encontram maior facilidade de trabalhar nas áreas mais tradicionais do mercado de trabalho, como jurídica, saúde e educação. Além disso, para as demais áreas, é comum que eles atuem prestando consultoria ou atuando como profissionais autônomos.

“Geralmente os profissionais maduros são aqueles que, além de conhecimento técnico e formação acadêmica, também têm experiência para lidar com pessoas, trabalhar em equipe. Não basta só conhecer regras e ter um excelente currículo, é necessário saber se relacionar com total eficácia”, afirma.

Ele salienta que o fato de os salários serem mais altos para quem é mais velho restringe a contratação desses profissionais por algumas empresas, que os julgam caros em relação aos mais jovens.

Fonte: G1

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Carreira &Curriculo &TI André Dourado on 25 jan 2010

Mercado de TI busca profissionais com inglês fluente

Empresas de Tecnologia da Informação enfrentam dificuldades de recrutar profissionais que falam o idioma fluentemente, por isso Englishtown cria curso com conteúdo específico para esta área

Considerada um diferencial no mercado de trabalho, a fluência no inglês é essencial na área de Tecnologia da Informação (TI). Antigamente, as empresas de TI priorizavam a especialização técnica de seus profissionais. Hoje, com a globalização do mercado e o intercâmbio comercial entre os países, dominar uma língua estrangeira, especialmente o inglês, é fundamental. No entanto, recrutar profissionais que tenham esta qualificação é um desafio para as empresas da área.

De olho neste mercado, a Englishtown oferece um conteúdo específico para a área de TI. No curso, além de aprender o idioma, o aluno tem contato com termos técnicos da área e vivencia a experiências da rotina da área de tecnologia. Segundo a consultoria brasileira de TI, TOPMIND, é comum, neste mercado, que as empresas prospectem clientes em outros países. No entanto, elas não conseguem suprir suas necessidades de contratação de pessoal devido à dificuldade em encontrar profissionais preparados. Além disso, boa parte dos programas e softwares de tecnologia exige a compreensão do inglês. Sendo assim, o idioma é tão necessário na área operacional, quanto na executiva.

Para Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom, Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, a fluência no inglês é um imperativo para que o mercado brasileiro seja competitivo. “A oferta de profissionais com fluência em inglês é fundamental para a competitividade de um País no que se refere aos serviços de TI. Porém, no Brasil, o número de trabalhadores bilíngües ainda é insatisfatório”, diz o executivo. Por outro lado, o cenário é animador para os profissionais que dominam o idioma. Estimativa aponta que aqueles que falam inglês ganham 25% a mais do que os profissionais que não têm fluência no idioma, segundo a TOPMIND.

Fonte: www.englishtown.com.br

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CIO &Carreira &Curriculo &TI André Dourado on 17 jan 2010

CIOs estão menos preocupados com alinhamento entre TI e negócios

Os dados do estudo ‘The State of the CIO 2010′ mostram também que, neste ano, aumentou o número de gestores com perfil operacional

CIO/EUA
Publicada em 15 de janeiro de 2010 às 09h05

linhar TI e negócios continua a ser a principal preocupação dos CIOs. Contudo, o estudo The State of the CIO 2010 – levantamento realizado com 594 líderes da área de tecnologia da informação de médias e grandes empresas de todo o mundo – mostra que, nos últimos dois anos, caiu de 82% para 64% o volume de gestores que apontaram essa como sua principal atividade.

Para o vice-presidente da área de TI e comunicação da agência de viagens BCD Travel, Hilton Sturisky, uma das justificativas para que os profissionais se sintam menos pressionados a alinhar tecnologia e negócios está no fato de que, nos últimos anos, eles passaram a não olhar apenas para dentro da organização e começaram a se preocupar também com os clientes.

A percepção de Sturisky se confirma no The State of the CIO. O estudo deste ano mostra que dos 62% de executivos que tiveram de postergar ou cancelar projetos de TI, a maioria cita que a ação foi motivada pelo fato de que a iniciativa não traria resultados em termos de aumento de vendas e receita para a organização.

A crise financeira também teve efeitos diretos na postura dos gestores de tecnologia, os quais tiveram de se envolver mais com atividades operacionais do que antes. Enquanto que, no estudo de 2009, 52% dos CIOs usavam a maior parte do tempo para atividades relacionadas à transformação, neste ano, essa porcentagem caiu para 45%. Por outro lado, cresceu de quase 30% para 34% o volume de executivos que passaram a dedicar a maior parte do dia a iniciativas consideradas operacionais.

(Kim S. Nash)

Fonte: CIO

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Carreira &Curriculo André Dourado on 12 jan 2010

Saiba como se preparar para uma entrevista de emprego em inglês

Há maneiras de evitar possíveis engasgos na hora de se apresentar. G1 preparou dicas que ajudam no preparo. Confira.

Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo

Quem está com o inglês um pouco “enferrujado” ou não domina completamente o idioma sabe: passar por uma entrevista de emprego na língua estrangeira dá aquele friozinho na barriga. Segundo especialistas, não adianta mentir na hora de colocar o nível do inglês no currículo, pois o entrevistador descobrirá a verdade. Há, porém, maneiras de se preparar e evitar possíveis engasgos, treinando com antecedência como se apresentar no idioma.

De acordo com coordenador de processos pedagógicos da rede de escolas de inglês CNA, Jaime Cará Júnior, é importante que o candidato treine os termos em inglês da área de atuação. Conhecer sobre a empresa e saber como falar sobre a companhia em inglês é outra questão importante.

Uma linguagem rica em adjetivos e sem gírias também é bem vista, afirma o especialista. De acordo com Cará Júnior, as entrevistas em inglês costumam fazer com que os candidatos se expressem na língua e não apenas respondam as perguntas com “Yes, I do” e “No, I don’t” (que significa sim e não).

Mesmo que o candidato responda uma frase curta, o entrevistador forçará a pessoa a se expor, seja fazendo uma nova pergunta, seja pedindo para ele explicar melhor a situação.

Por isso, quando treina com antecedência, o candidato consegue dar respostas mais completas e evita futuras perguntas do entrevistador, afirma Lizika Goldcheleger, gerente do departamento acadêmico da rede de escola de idiomas Cultura Inglesa. “O candidato não é pego de surpresa”, diz.

Segundo Lizika, outro benefício de estudar em casa é que o candidato vai à entrevista seguro e corre menos riscos de travar na hora de falar em inglês. Segundo ela, mesmo que o profissional não tenha um idioma afiado, ele pode causar boa impressão só pelo fato de estar tranqüilo e ter boa desenvoltura. “O ideal é não ter medo de estar enferrujado e mostrar confiança. A primeira impressão é a que fica”.

Por no papel

Cará Júnior, da CNA, indica ainda que o candidato treine escrevendo sobre si mesmo, sobre o trabalho e sobre experiências profissionais em inglês. “Ao escrever, a pessoa terá a necessidade de usar certas palavras e estruturas que não seriam lembradas ao falar”, explica. Segundo ele, a escrita já é uma forma de estudar. “Não adianta abrir o livro de inglês e achar que está estudando. É preciso ter foco”, diz.

Procurar rotas diferentes para explicar situações também é uma forma de não travar na hora da entrevista. Se o candidato não lembra como dizer determinada estrutura, o ideal é dizer a mesma coisa de maneira mais simples, fazendo-se compreensível.

Tempos verbais

Segundo Cará Júnior, é importante atentar-se aos tempos verbais. Se a pergunta é sobre planos e objetivos, é importante lembrar quais são as expressões usadas para falar sobre o futuro. Se a questão é sobre experiências profissionais, vale relembrar as estruturas usadas para falar sobre o passado. Responder as perguntas em voz alta e olhando para espelho são dicas para treinar a pronúncia.

Seleção

De acordo com Renata Damásio, consultora da Cia de Talentos, empresa que seleciona jovens para programas de trainee e estágio, os selecionadores costumam pedir que os candidatos falem de seu histórico profissional, façam uma apresentação e digam sobre a profissão que escolheram. “A entrevista não sai muito disso”, diz.

Ela afirma que é valido o candidato treinar antes da entrevista, uma vez que, quanto mais se preparar para a seleção, mais chances o profissional terá. “Ao treinar, o candidato ficar mais tranqüilo e na hora mostra o inglês que tem. Ele deve se preparar para falar sobre ele”, diz.

Na Cia de Talentos, porém, os candidatos passam por testes online de inglês antes de serem chamado para entrevista, o que já seleciona pessoas que têm o nível desejável para a vaga.

Interesse

De acordo com Cará Júnior, a partir do nível intermediário de inglês o candidato já consegue participar de uma entrevista no idioma, desde que seja um bom aluno.

O importante, porém, segundo os especialistas, é nunca mentir o nível e sempre mostrar interesse em aprender. Renata, da Cia de Talentos, diz que um candidato ganha pontos se, ao assumir que não tem um bom inglês, demonstrar ter vontade de aprimorar o idioma. “Se a vaga não exige o inglês com urgência, o candidato pode ser considerado”, disse.

Fonte: G1

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Carreira &Curriculo André Dourado on 03 jan 2010

TV Ideal – Pergunte ao Headhunter – Oportunidades em SP Capital

No programa “Pergunte ao Headhunter” da extinta TV Ideal, o headhunter Carlos Melo avalia as oportunidades de carreira na cidade de São Paulo.

Será que é nesta grande metrópole que se encontram os melhores empregos e qual a tendência em relação ao desenvolvimento de carreira.

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Carreira &Curriculo André Dourado on 27 dez 2009

Pesquisa aponta as áreas que mais requisitaram o profissional maduro em 2009

RIO – O ano de 2009 mostrou que os profissionais acima de 40 anos têm seu espaço no mercado de trabalho e que há muitas oportunidades para esse perfil. Este ano, mais de 167 mil candidatos desta faixa etária tiveram seu currículo visualizado pelas empresas usuárias do Curriculum.com, site de recrutamento e seleção. Atualmente, segundo pesquisa coordenada pelo site, 183 mil candidatos com mais de 40 anos estão empregados.

Os dez setores que mais requisitaram o profissional desta faixa etária, segundo a pesquisa do Curriculum.com, foram: indústria metalúrgica; indústria alimentícia (alimentos e bebidas); comércio varejista; indústria automobilística; bancos e instituições financeiras; empresas de auditoria, gestão e assessoria empresarial; comércio atacadista; construção civil; empresas de logística: transportes, distribuição e armazenagem; e indústria química (farmacêuticas e cosméticos). O indivíduo com este perfil também tem encontrado oportunidades em consultoria empresarial, informática e tecnologia da informação, assim como em hospitais e estabelecimentos da área de saúde ou em escolas e demais instituições de ensino em geral.

Rodolfo Ohl, diretor do site MonsterBrasil.com, também especializado em recrutamento e seleção on-line, concorda que houve um aumento da procura por profissionais maduros e enfatiza que, em geral, em todos os setores onde há escassez de mão-de-obra, encontram-se oportunidades para profissionais com mais de 40 anos. As áreas de TI e Engenharia, diz Ohl, são exemplos disso. Ele lembra que há casos de profissionais que já estavam aposentados, mas que voltaram ao mercado de trabalho ao receberem propostas atraentes nessas áreas.

Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com, afirma que profissionais com idade mais avançada que demonstrem energia são a melhor opção quando se deseja unir experiência com foco de atuação. Por isso, em geral, são os mais procurados para cargos de liderança, como os de média e alta gerência, que exigem sólida experiência.

- Os resultados comprovam que há muito espaço para esse tipo de candidato no mercado e que o preconceito com relação a pessoas acima da casa dos 40 é cada vez mais um preconceito. Se esses profissionais se mantiverem ativos e com vontade de aprender, eles podem oferecer experiências valiosas para as demandas atuais das empresas – diz Abrileri, lembrando que, estar atualizado e conectado às novas tecnologias, principalmente com a internet, é fator essencial para se recolocar no mercado, tenha o profissional 20, 30, 40 anos ou mais.

Fonte: O Globo

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Carreira &Curriculo &TI André Dourado on 24 nov 2009

Saiba como usar as redes sociais para arrumar emprego

O tempo do currículo em papel pode ter ficado para trás, mas a procura por uma vaga via internet não dispensa estratégia nem bom senso.

Por Juliano Moreira ,do IDG Now!
Publicada em 24 de novembro de 2009 às 07h10
Atualizada em 24 de novembro de 2009 às 08h37

O tempo de deixar o currículo na porta das empresas ficou para trás. Hoje, com a expansão das redes sociais na internet, as oportunidades aparecem a todo o momento pela web. Vagas de emprego, freelancer ou cursos profissionais figuram constantemente nas listas de grupos ou nos perfis corporativos.

Em pesquisa realizada pelo site americano Jobvite.com em maio deste ano, ficou claro o valor que as redes sociais ganharam para as empresas do mundo todo.

Segundo o levantamento, 72% das companhias planejam investir mais em recrutamento por meio das redes sociais e 68% já utilizam redes de relacionamento para dar suporte à seleção de candidatos.

Para a coordenadora de recrutamento e seleção da consultoria People Consulting, Rita Mellone, esse movimento se deve pela agilidade da rede e por sua capacidade de conectar pessoas de diferentes lugares. “Hoje, pensamos globalmente para agirmos localmente. Essa onda tende a se consolidar o mais rápido possível”.

Além dos números obtidos pelas empresas entrevistadas, o Jobvite.com classificou os sites mais utilizados para o recrutamento de profissionais. O Linkedin aparece no primeiro lugar da lista, com 95%; o Facebook fica em segundo, com 59%; e o Twitter em terceiro, com 42%.

“No Brasil as pessoas buscam as oportunidades profissionais em sites de emprego. As redes socias ainda são recentes para esse fim”, explica Mellone.

Uma idéia na cabeça e um currículo na web

Não adianta fazer parte de várias redes sociais ao mesmo tempo, se o uso delas for de forma errônea. As ferramentas corretas devem ser utilizadas para chamar a atenção dos headhunters. Demonstrar conhecimento em uma área específica e mostrar-se disposto e capaz de aceitar desafios também contam pontos.

Alguns recrutadores conseguem mais assertividade nos processos de seleção, já que por meio do perfil de uma pessoa nesses sites, são revelados alguns aspectos da personalidade e das características pessoais que podem ser decisivas.

“O profissional que busca uma oportunidade está em uma vitrine. Por isso, informações claras e atualizadas, além do bom senso, farão a diferença para alcançar uma oportunidade de carreira.”

A coordenadora também chama a atenção para a prática do networking nessas relações profissionais. Segundo ela promover recomendações ou indicações dos contatos da rede, principalmente de ex-colegas ou ex-chefes, pode dar confiabilidade ao perfil.

Para Rita, todas as informações inseridas na internet – como o público a ser atingido, a vaga desejada, entre outras questões pessoais – devem atender a padrões. Confira algumas dicas da coordenadora da People Consulting.

1-Evite currículos longos.
Prefira elaborar um resumo do roteiro profissional. A maior preocupação, segundo Mellone, é não tornar cansativo para o leitor. No Orkut, por exemplo, preencha os espaços dedicados a área de atuação, diferentemente do Linkedin, onde essas informações são essencias e devem ser completas.

2-Modere com vídeo, fotos e áudio.
Em conteúdo multimídia, publique somente o necessário, não faça o visitante perder tempo com inserções de tamanho integral. Ninguém vê (ou ouve). Para a coordenadora, o mais importante é ter noção de tempo e de conteúdo.

3-Com texto, foque no essencial.
Quando redigir o texto, mantenha o foco em transmitir notícias, eventos, cursos. Além destes itens, trocar experiências e informações com outros usuários é de grande valia.

4-Não se exponha com exagero.
Em redes sociais, Mellone ressalta a importância de nunca se expor nas comunidades. “Procure a vaga certa e vá direto ao contato do empregador. Não avise para todo mundo que você está desempregado”.

5-Pondere suas opiniões.
O mercado valoriza o bom senso. De acordo com Mellone, deve-se tomar cuidado com as opiniões para não ganhar inimigos. Sempre que inserir um conceito, um opinião, faça embasado em fatos ou argumentos sólidos.

Fonte: IDG Now

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Curriculo &Humor &TI André Dourado on 19 nov 2009

Francês desempregado à procura de trabalho como software developer

Um francês desempregado à procura de trabalho como software developer – Alexandre Gueniot, então com 23 anos – ficou conhecido por ter criado um currículo em flash engraçado e original.


Por conta deste currículo, e no espaço de apenas duas semanas, recebeu 26 ofertas de emprego, 183 emails enviados por fãs e 35 mil acessos à sua página. Para resumir uma longa e feliz história, Gueniot acabou sendo contratado pela Microsoft.

Quanto ao currículo que originou tudo isto, no link: http://web.me.com/agueniot/Data/Flash/cven.html

Havia esquecido disso. Meu amigo Paulo Barros me lembrou que havia mandado isso em 2004.

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