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TI André Dourado em 18 jan 2009

Como implantar Scrum?

Por Nelson Abu
Domingo, 18 de Janeiro de 2009

Oi pessoal,

Segue uma receita de bolo de como podemos implantar Scrum na empresa, estas informações são apenas algumas dicas.

Um bom começo é fazer uma apresentação do Framework para as pessoas que vão trabalhar diretamente no projeto (Equipe), para que todos saibam como funciona e o que eles terão de tarefas agregadas no seu dia a dia. Eu já trabalhei em empresas que não queria nem de perto uma técnica de trabalho que pudesse atrapalhar o processo já existente e desta maneira realizar uma apresentação pode ser uma atividade difícil em ambiente de trabalho. Uma vez um gerente me falou: “Se quer mostrar um processo diferente do nosso, que não seja em horário de trabalho, pois vai atrasar o projeto”.

Então… Apresentamos na hora do almoço ou após o horário de trabalho. Algumas vezes também fora da empresa, em um local mais agradável.

Outra dica é introduzir o daily meeting, pois permite uma comunicação entre os integrantes da equipe. Quase sempre demora muita para as pessoas de fora do projeto perceber o que esta ocorrendo, principalmente quando o daily é realizado de maneira não formal, como tomando café. Mas lembre-se uma vez o Scrum funcionando na sua empresa o daily tem uma serie de itens rigorosos para que ele funcione.

O quadro de kanban é o próximo passo, já que esta sendo realizado daily temos que ter uma visibilidade de como esta indo as tarefas que temos que executar. Eu já vi quadro de kankan escondido ate mesmo dentro do armário. Esta pratica não é boa, pois o objetivo do kanban é visibilidade, porem quando o processo esta sendo implantado de maneira não oficializada pode ser uma alternativa.
Também já vi varias equipes com quadro pequenos colados do lado do micro, no tampão da mesa, etc.

Observação: Ate mesmo quem utiliza processos de gerenciamento de projetos com software (tipo Microsoft Project Server), documentação em Use Case, diagramas de UML, etc. podem utilizar as técnicas de daily e kanban.

A questão é que o kanban pode ajudar o desenvolvedor a mapear todas as tarefas que ele deve executar de um Use Case e o daily permite que todos os desenvolvedores do mesmo projeto saibam como esta indo o trabalho do colega. Isto não é Scrum, mas pode ser uma ajuda a um processo de implantação do Scrum. No mínimo vai ajudar o processo existente.

Pessoal…. Após a equipe conhecer o Framework Scrum, estar praticando daily e ter kanban como ferramenta de apoio podemos implantar outras partes do processo como planejamento de Sprint, seleção de Itens de Backlog por Sprint, contagens de pontos, retrospectiva, review, etc etc etc

Quem desejar maiores informações, uma ajuda pode mandar um e-mail (abuzitos@gmail.com), entrar em contato.

Abraços a todos,

Abu

Fonte: Blog do Abu

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Agile &Projetos &TI André Dourado em 06 jan 2009

Agile na PM Network

Um interessante artigo sobre Agile foi publicado na edição deste mês da PM Network. Por mais que o artigo tenha focado as questões econômicas em volta da utilização de métodos ágeis, ele consegue mostrar muitos ganhos reais que empresas estão tendo ao utilizar times enxutos e práticas ágeis para o desenvolvimento de produtos.

A PM Network de janeiro pode ser lida e baixada AQUI! O artigo está na página 40, com o título “The Incredible Shriking Team”.

Vale a leitura!

Fonte: aXmagno Blog

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Agile &Projetos &TI André Dourado em 30 dez 2008

Oficializada a comunidade “PMI Agile”!

Em Outubro de 2008, no congresso Global do PMI em Denver, o PMI (Project Management Institute) anunciou através do seu VCP (Virtual Communities Project), a intenção de lançar uma comunidade Agile. Este é o resultado do trabalho de um grupo de integrantes do PMI, interessados nas práticas ágeis, liderados por Jesse Fewell.

Segue o comunicado publicado no blog do Jesse Fewell:

PMI Agile is Official !

October 27th, 2008
To all PMI Agilists, it is official !

At last week’s PMI Global Congress in Denver, PMI’s Virtual Communities Project (VCP) announced their intent to launch an Agile community as the next new specific interest component. This is an exciting culmination of all our collected efforts. For over a year now, all of you have been expressing your enthusiasm to VCP and collaborating with local chapters on Agile practices. This combination of bottom-up and top-down engagement has gotten the attention of PMI leaders worldwide.

What exactly is this community going to be
Under the new component governance framework, VCP has defined two different tiers of specific interest communities: an entry-level “forum”, and a full-service “community of practice”. VCP is targeting Q2 of 2009 as the launch date for an Agile “forum” community. Once we have achieved that basic level of service to our members, we can then grow into the next tier (sounds rather close to iterative and incremental, wouldn’t you say?). For a more explanation of the VCP project, you can check out the latest issue of PMI Today here: http://www.pmitoday-digital.com/pmitoday/200810/ (note, you must first login to pmi.org before clicking the link)

What happens next?
Right now, our community steering committee is talking to VCP about what should go into a 2009 business plan. Once that plan begins to take shape, we’ll have a rather large backlog of requirements that need to be accomplished. So what we need now are volunteers to help build the community, and publicize its formation. Our most immediate need is to people to the SQE Agile Dev Practices conference in Orlando next month: http://www.sqe.com/go?ADP08APMI. PMI Agile has a booth there, and we need competent (that would be you) PMI members to volunteer an hour of their time to help spread the word. If you’re interested in helping in Orlando, or in any other facet, contact me directly at jesse.fewell@excella.com

Who were the real players in making this happen?
Finally, we have to do some recognition of those who have put us in this position:

Mike Griffiths was the first to issue this challenge to us, and paved the way with his Agile lectures at SeminarsWorld.
Dave Prior, Bob Tarne, and the IT&Telecom SIG have been collaborating with Jim Cundiff and the Scrum Alliance to raise Agile awareness within PMI.
Michele Sliger and Stacia Broderick who, after co-writing a mapping of Agile processes to the PMBOK, then co-wrote a draft community plan that we submitted to VCP.
Michele Sliger, Karen R.J. White, James Goebel, Bijan Nikravan, Douglas Melanson, and Peter Bennison who all spoke on Agile topics at last week’s Congress, providing ample validation that VCP’s support is well-founded.
All of you, too numerous to mention by name, who emailed, blogged, petitioned, and preached that Agile can make a difference to the PMI community.

Let’s keep the ball rolling!

O vídeo da entrevista com Jesse Fewell no PMI 2008 North American Global Congress, sobre a oficialização da comunidade:


PMI 2008 North American Global Congress – Jesse Fewell Interview from PMI – IT & Telecom SIG on Vimeo.

Fonte: Jesse Fewell’s Blog

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Agile &Projetos &TI André Dourado em 25 dez 2008

PMI abordando o tema Agile

Por André Dourado

Neste post traduzirei o artigo sobre a filosofia Agile, publicado no site PMP Passport do PMI: “Agile Software Development Projects Enable Adaptability and Success“.

Pra quem não leu, meu conselho é que leia a versão original em inglês, que certamente é bem melhor que a minha tradução. Se por acaso alguém achar que a tradução não ficou boa, e quiser deixar alguma sugestão, será muito bem vinda nos comentários.

Projetos Ágeis de Desenvolvimento de Software Possibilitam Adaptabilidade e Sucesso

Agile pode ser a cura para projetos de desenvolvimento de software atrasados e com alto custo.

Nos últimos anos o número de projetos de desenvolvimento de software entregues no prazo, dentro do orçamento e com requisitos atendidos, tem aumentado, de acordo com o “The 2006 Chaos Research”, um estudo bianual sobre os resultados de projetos de software, realizado pelo Standish Group, uma empresa de pesquisa e análise de projetos de TI, localizada em Boston, Massachusetts, USA.

O Standish Group atribui este aumento ao gerenciamento ágil de projetos. Embora não esteja completamente em conformidade com o A Guide to the Project Management Body of Knowledge (PMBOK® Guide), a filosofia Ágil, que é um consórcio de diferentes metodologias que estimula mudanças e estabelece práticas como: iterações curtas, documentação leve, foco em testes e interação contínua com o cliente para atender a mudanças proativamente.

Um lado positivo é que o time e projeto permanecem flexíveis às mudanças iterativas. O lado negativo é que o escopo pode sair do controle, diz Bill Martiner, PgMP, presidente da empresa VenturePM, localizada na Philadelphia, Pennsylvania, USA

“Como você está atuando sob a idéia que o escopo será definido enquanto o projeto está em andamento, é mais difícil fazer qualquer planejamento a longo prazo em projetos maiores”, diz Martiner.

Diferente da metodologia tradicional, a metodologia ágil requer que os gerentes de projeto, tenham uma abordagem diferente no gerenciamento de escopo e planejamento do projeto.

“Um planejamento cuidadoso tem um impacto significativo para o sucesso do projeto. Minimiza o risco durante sua execução e auxilia a manter o projeto sob controle.”, diz Panini Deshpande, PMP, gerente corporativo de operações globais da Aztecsoft, localizada em Pune, Maharashtra, Índia.

Anthony Akins, PMP, diretor de desenvolvimento de software da BRS Labs, localizada em Houston, Texas, USA, pratica a metodologia ágil. Seu time monitora o progresso do projeto diariamente e em sprints mensais como segue:

Diariamente: O time participa de Stand-up Meetings (reuniões em pé) de 15 minutos, onde cada integrante do time reporta o que fez no dia anterior, o que fará durante o dia e informa possíveis empecilhos ao progresso do projeto.

Mensalmente: Em duas reuniões de duas horas, o time planeja a próxima iteração do projeto. Durante a primeira reunião, o time do projeto seleciona os items de mais alta prioridade do backlog, trabalhando neles na reunião de planejamento mensal. Durante a segunda reunião, o time quebra os itens já identificados para o mês, trabalha nas estimativas, discute sobre o projeto em relação à conclusão de itens específicos do mês.

Apesar da flexibilidade trazida com as interações, gerentes de projeto devem estar certos que os processos ágeis são indicados a suas empresas ou clientes e seus times de projeto.

Agile não é necessariamente efetiva para organizações com ambientes formais, regimentais ou controlados, diz Martiner. Adicionalmente, desenvolvedores sênior ou gerentes de projeto com experiência prévia em processos ágeis, poderiam ter melhores resultados com sua implementação.

Qualquer que seja a cultura na qual você tente implementar processos ágeis, o resultado parece ser o mesmo: projetos bem sucedidos.

“Estamos convencidos que Agile pode atacar qualquer domínio de problema, tão logo a cultura do negócio esteja pronta para trabalhar com ela. Metodologias tradicionais de desenvolvimento de software foram contruídas para um mundo onde o desenvolvimento de software é caro e consome muito tempo… Assim que as ferramentas de desenvolvimento se tornarem mais ágeis, faz sentido utilizar uma metodologia ágil,” diz Darryle Poore, PMP, consultor em gestão do grupo PSC de Schaumburg, Illinois, USA.

Pronto para ser Ágil?

Aqui 5 sugestões para aqueles que estão pensando em usar metodologias ágeis:

  1. Assegure a compatibilidade entre a metodologia e a cultura da empresa;
  2. Se a empresa inteira não está pronta para uma mudança completa para uma abordagem ágil, inicie implementando em um único departamento ou um único projeto;
  3. Entenda desde o início o envolvimento de seu stakeholder;
  4. Lembre-se de permanecer flexível nas mudanças de requisitos;
  5. Mantenha o foco na entrega de recursos que agreguem valor para a empresa.
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Carreira &Projetos &TI André Dourado em 11 dez 2008

Certificações Profissionais: Somente o PMP é suficiente?

28/04/2008

Vistas por muitos como caça-níqueis de empresas e instituições, as certificações profissionais, que há tempos fazem muito sucesso entre os profissionais de TI, também estão presentes no mundo do gerenciamento de projetos. E nesta área, a certificação PMP do PMI é, sem dúvida, a mais conhecida e desejada. A pergunta é: quais outras certificações seriam importantes, além do PMP?

Partindo do pressuposto de que conhecimento nunca é demais, muitos poderiam responder que qualquer uma, relacionada à área de atuação, seria importante. Porém, além da questão financeira, temos que lidar com um recurso limitado, não renovável e cada vez mais escasso – o tempo.

O próprio PMI lançou as certificações CAPM, voltada para profissionais de projetos em início de carreira, e a PgMP, para os gerentes de programas com grande experiência. Ambas, por motivos distintos, ainda não se popularizaram no Brasil. A CAPM enfrenta um problema de que o mercado exige o PMP, seja qual for o nível de atividade a ser realizada. Já a PgMP, além de ser mais recente, possui mais pré-requisitos e um rigoroso processo de avaliação, e não apenas um exame.

No Brasil, muitos gerentes de projetos são oriundos da área de TI. Com isso, algumas certificações mais voltadas à tecnologia são freqüentemente requisitadas, como o ITIL, para gerenciamento de serviços de TI, e o COBIT, para governança de TI alinhada ao negócio.

Para metodologias de gerenciamento de projetos há várias opções. Entre as principais, destaque para a PRINCE2, criada pelo governo britânico, cuja principal vantagem é a flexibilidade de adaptação a cada projeto, e que cresce a cada ano no Brasil com as certificações Foundation e Practitioner. A suíça IPMA (International Project Management Association), representada no Brasil pela ABGP (Associação Brasileira de Gerenciamento de Projetos), é a mais antiga associação mundial em gerenciamento de projetos e também possui seu programa de certificações, dividido em 4 níveis. Há ainda metodologias alternativas e não menos interessantes, como a da Scrum Alliance, para gerenciar projetos ágeis, que concede a certificação Scrum Master para quem conclui com sucesso seu treinamento oficial.

Com relação a ferramentas, também existem as certificações específicas para os principais sofwares utilizados na área de projetos. A IIL (International Institute for Learning) certifica profissionais em Microsoft Project, com os níveis White, Orange, Blue e Black Belt. O Primavera, outro software bastante utilizado, possui certificações para os níveis básico e avançado.

Em se tratando de melhoria de qualidade em processos, a Six Sigma, criada a partir de práticas ensinadas na Motorola University, reina absoluta em popularidade. Posteriormente foi incorporado o conceito Lean, que é dar foco no que realmente é essencial. Esta certificação também possui vários níveis e a fonte mais respeitada é a ASQ (American Society for Quality).

Outro assunto que freqüentemente está na pauta de discussões entre profissionais da área é o modelo de maturidade. Para se montar um PMO, por exemplo, é quase inevitável utilizar um. O PMI possui o OPM3, e as certificações são para Assessor e Consultant. O mais utilizado, CMMI, também possui treinamentos oficiais no Brasil, reconhecidos pela SEI (Software Engineering Institute). Uma opção 100% brasileira é o MPS.Br, da SOFTEX, com as certificações de introdução, implementadores, avaliadores e de melhoria de processos.

Não há dúvidas que a certificação PMP é o primeiro grande objetivo de um gerente de projetos, porém a continuidade torna-se cada vez mais necessária. As alternativas são as mais variadas possíveis, e a área de atuação pode ajudar a definir o caminho. Buscar uma certificação de outra metodologia de gerenciamento de projetos e outra de modelo de maturidade tendem a ser opções interessantes.

Sobre o futuro, se eu fosse apostar em uma certificação promissora para a área de projetos, inovaria e colocaria minhas fichas na LEED Accredited Professional, da GBCI (Green Building Certification Institute), pois o conceito de sustentabilidade e a preocupação com o meio ambiente são cada vez mais evidentes na implantação de novos projetos, seja qual for o ramo de atividade da empresa.

Muitos defendem que o importante é apenas possuir o conhecimento e saber colocá-lo em prática, e que a certificação é dispensável. É claro que profissionais que se limitam apenas à teoria tendem a fazer sucesso apenas na área acadêmica, porém como provar ao mercado que se realmente conhece o assunto? Mas essa é outra discussão…

José Eduardo Motta Garcia, PMP (jose.eduardo.garcia@gmail.com), graduado em Ciência da Computação pela Universidade do Vale do Paraíba, pós-graduado MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas, é certificado PMP pelo PMI, ITIL pelo EXIN, COBIT pelo ISACA, CPA-10 e CPA-20 pela ANBID e MCP, MCSA e MCSE pela Microsoft. Atua há mais de 10 anos na área financeira, é gerente de projetos no setor bancário e voluntário do PMI São Paulo.

Fonte: MundoPM
Outras Informações: Sou Gerente de Projetos Podcast

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TI André Dourado em 09 dez 2008

Um pouco de disciplina é necessário

Andu Hayler, CIO EUA
Publicada em 09 de dezembro de 2008 às 19h39

Eu continuo a me surpreender com a pequena quantidade de empresas que medem sistematicamente o impacto dos projetos de TI nos negócios em termos monetários. Ao realizar algumas pesquisas recentes, em alguns projetos de gerenciamento de dados, eu freqüentemente descubro que mesmo grandes projetos não têm business case e poucas empresas olharam para trás para avaliar quais foram os benefícios alcançados.

Em minha pesquisa, 37% das companhias não fazem business case para seus projetos, enquanto um estudo da Aberdeen Group de alguns anos atrás descobriu que apenas 5% das companhias fazem revisões pós implementação de projetos de TI. Isso é apenas uma em vinte!

Por que é assim? Ninguém faria uma perfuração atrás de petróleo ou construiria uma nova fábrica sem ter uma boa idéia do quanto custaria e quais seriam os resultados, mas os projetos de TI parecem não requerer o mesmo tipo de disciplina. Aprendi na ExxonMobil, que mesmo os pequenos projetos de TI deveriam ter justificativas por meio de análises de custo/benefício, e me assusta que essa ainda não seja uma abordagem universal.

Mesmo se sua companhia não insiste em uma análise de retorno financeiro de qualquer projeto significante de TI, há um bom motivo para que você o faça. Alguns projetos são lançados porque têm um responsável da área de negócio com peso, influência e orçamento. Mas, como todos sabemos, os homens de negócio vêm e vão. E se seu projeto tem um bom sponsor, saiba que ele pode sumir. E, em algum momento, a menina de seus olhos pode parar na mesa de revisão de projetos para poupar recursos ou por qualquer outra razão. E nessa hora, a primeira coisa que será exigida será um business case e a análise de retorno do investimento.

Não deveria ser tão difícil fazer um business case de um projeto. Existe a atual situação do negócio, e o orçamento te dá uma vaga idéia de quanto um projeto vai custar. Seu projeto terá que melhorar algo, então deve ser possível quantificar, mesmo que em termos de energia poupada, por exemplo, ou a redução de um custo específico.

Busque os benefícios de negócio um por um, quantifique os que puder, deixe os demais apenas para a apresentação de PowerPoint, e acrescente números. Lembre-se de iniciar a contagem dos benefícios quando o projeto começar a entregá-los, e faça uma tabela de mês a mês ou ano a ano. Faça uma comparação com o custo do projeto, subtraia um do outro para mostrar o fluxo do caixa, utilize a mágica das funções Net Present Value (NPV) e Internal Rate os Returno (IRR) do Excel e terá um business case. No mínimo, mostre o NPV (que tem que ser positivo) e o IRR (que – como seu amigo do financeiro explicará – deve ser maior que a taxa de custo de capital) e o retorno do investimento deve ser o mais rápido possível.

Se alguém aparece sem um valor quantificável para um projeto, é quase certo de que ele não vá pra frente. Por que então a pesquisa apresentou dados frustrantes de entrega de business case? Um dos meus gerentes da Shell me disse uma vez que alguns chefes de empresas não buscam dados para suportar suas decisões porque acham que usar os instintos era para que são pagos.

Acredito que pouquíssimos gerentes são tão abençoados que seus instintos não errem. De forma que os projetos de TI deveriam passar pelo mesmo rigor formal que os demais. Se está se sentindo tão virtuoso, reveja o que realmente aconteceu no passado. Quando os departamentos de Ti puderem fazer isso de fato, estarão próximos de conseguir o respeito do negócio.

Fonte: CIO

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TI André Dourado em 07 dez 2008

Como voltar atrás num projeto de TI?

por Carlos Ossamu, da Info CORPORATE
25 de novembro de 2008

Há casos em que abortar uma implantação de TI é a melhor (ou até a única) solução

De problemas com o fornecedor até mudanças estratégicas dentro da empresa, são muitas as razões que podem determinar o fim de um projeto ou de uma solução corporativa. Para qualquer profissional de tecnologia, enterrar uma solução, por mais que ela não tenha sido eficiente, é um pesadelo. Esse tipo de situação não é muito comum, mas não se pode negar que o risco existe.

Os CIOs Edmund Kasperowicz (Komeco), Geraldo Santo (Habib’s), Rosiane Toscano (Hospital 9 de Julho), Maria Aparecida Leite Filha (BIC), Odair Alves de Arruda Jr. (Nutrin) e Reginaldo Mobrizi (Rossi Residencial) falam sobre o tema.

Edmund Kasperowicz, gerente de TI da Komeco
“Todas as empresas estão sujeitas a implementações malsucedidas, mas pelas exigências que a área de TI sofre hoje, é muito difícil simplesmente jogar fora os investimentos realizados. É mais provável que insistam em remediar a situação. Atualmente, estamos passando por uma situação dessa natureza. Há alguns anos, a empresa implementou o ERP da Microsiga. Na época, essa implementação foi terceirizada e foi feita apenas a instalação do software, sem o mapeamento dos processos e a integração dos módulos. Dessa forma, a companhia não deteve o controle e a inteligência do sistema. Vim para a Komeco na metade deste ano e ficou claro a necessidade de uma reimplementação do ERP. Fizemos o benchmarking nas empresas com implementações bem-sucedidas, reestruturamos a área de TI e escolhemos cuidadosamente os fornecedores. Os elementos de sucesso de um projeto são o bom planejamento, um mapeamento preciso dos processos e a escolha de parceiros experientes. A decisão de voltar atrás deve ser tomada de forma racional e em conjunto com a direção da organização. O processo deve ser transparente, os motivos explicados e todas as áreas envolvidas precisam ser bem informadas se comprometer com o projeto.”

Geraldo Santo, diretor de Tecnologia do Habib’s
“Felizmente, nunca passei pela experiência de após implantar um projeto ter de voltar atrás, jogando fora todo o trabalho realizado. Imagino que seja muito frustrante passar por isso e não acredito que o fato ocorra com freqüência. O que normalmente ocorre é, durante a implementação, ter de abortar o projeto por mudanças no cenário ou, como já ocorreu diversas vezes comigo, ter de fazer ajustes durante o processo. Estes casos ocorrem com certa freqüência. Houve, por exemplo, um projeto de apoio móvel com foco na organização que precisou ser suspenso quando 75% do processo já estava implementado. Isso ocorreu devido à entrada de um novo ator na organização. Tivemos de esperar que essa área se organizasse e tivemos de refazer 22% do trabalho, mas ao final ele foi implementado. O sucesso de um projeto está no planejamento e no levantamento preciso do processo de negócio. Caso seja necessário voltar atrás, será preciso identificar os pontos de falhas, levantar os custos envolvidos, pois será um investimento perdido, e comunicar rapidamente as áreas envolvidas, o que deve ser feito de forma transparente.”

Maria Aparecida Leite Filha, gerente de TI para a América do Sul da BIC
“Quando um sistema já está em produção, considero que ele já foi testado e homologado. Nesta fase, é difícil algo dar errado a ponto de ser necessário voltar ao sistema anterior. O que normalmente ocorre, quando um novo sistema entra em produção, são pequenos ajustes oriundos do período de estabilização. Nunca passamos por experiências que exigiram voltar atrás numa fase de entrada em produção, pois durante o planejamento do projeto identificamos os riscos e definimos as alternativas (planos de contingência) para enfrentá-los, caso eles venham a se tornar problemas reais. Quando o desenvolvimento é baseado na utilização de ferramentas muito novas, as fases de homologação e testes devem ser mais intensas. Quando um sistema está em desenvolvimento, podem ocorrer mudanças significativas no escopo do projeto, como aconteceu conosco na implantação do Business Intelligence (BI). Percebemos uma potencialidade maior do que a simples implantação de uma ferramenta de extração de dados e mudamos a abordagem, com a padronização de assuntos de negócios em todos os países.”

Odair Alves de Arruda Jr., gerente de TI da Nutrin Sistema de Alimentação
Paralisar um projeto e refazê-lo desde o início, voltar à plataforma anterior depois de uma nova implantação e principalmente realinhar o projeto durante a implementação não são fatos tão raros como se possa imaginar. Antes de assumir a área de tecnologia da Nutrin, trabalhei como consultor em implantação de ERP e vi muito disso acontecer. A decisão de voltar atrás deve ser transparente e tomada em conjunto com o patrocinador do projeto e de todos os envolvidos. É preciso apresentar as justificativas para a decisão e um plano de reestruturação. A pior coisa a fazer é ficar buscando culpados neste momento. É mais produtivo aprender com os erros e fazer com que eles não se repitam. Na Nutrin, tivemos um caso da implantação de um módulo do Sistema do Core Business que teve de ser paralisado e refeito, já que durante o projeto houve a necessidade de criação de uma nova área, que tornou-se chave no processo de informatização. Um outro exemplo de realinhamento em plena implementação, foi de um projeto de telefonia móvel, em que mudamos o provedor de Nextel para TIM. Com isso, tivemos de fazer um trabalho de adaptação à nova tecnologia.”

Reginaldo Mobrizi, gerente de TI da Rossi Residencial
“Nunca passei por uma situação desta natureza, mas acredito que ela possa ocorrer por diversos fatores além de falhas no processo de escolha da solução, inclusive de ordem externa, fora do controle do CIO, como a mudança de cenário do mercado, com a eliminação de linhas de produtos e o redirecionamento da companhia. Há casos em que um sistema fica superdimensionado e a empresa acaba criando um “elefante branco”. De modo geral, quanto mais cedo se admitir o erro e se tomar providências para repará-lo, menos recursos serão consumidos. O voltar atrás deve ser encarado como um projeto novo. A primeira providência é revisar todos os processos e ter certeza de que foram bem mapeados. Os grandes erros ocorrem com a soma de pequenos detalhes que foram esquecidos. Isso inclui uma revisão das pessoas e equipes envolvidas, uma observação para ver se as lideranças estão em postos corretos, e o reconhecimento de quem são os motivadores e quem coloca resistência. Todo projeto é formado de pessoas e tecnologias. Quando não há respeito às culturas e relações de poder, aumentam as chances de fracassos. Também se deve questionar se a metodologia empregada na implementação é a mais adequada.”

Rosiane Toscano, gerente de TI do Hospital 9 de julho
“Voltar atrás num projeto após ele ser implementado é muito raro de ocorrer, caso ele tenha passado pela fase de homologação e testes. É nesse momento que se vê se a solução é consistente, se atende às necessidades, se há um bom suporte. Esta é a parte mais importante de um projeto. O que motivaria uma empresa a abandonar um investimento realizado seria a inconsistência da solução. Se por ventura isso ocorrer, e o sistema anterior já tiver sido desligado, não há muitas saídas: será preciso um grande esforço humano, tanto para reescrever linhas de programação, como para inserir dados que foram colocados no sistema abandonado. Antes disso, deve haver uma completa transparência no processo de comunicação, tanto para a diretoria quanto para as áreas envolvidas no projeto. Todos devem ser comunicados sobre os motivos do abandono e as ações que serão tomadas. Sem dúvida, esta seria uma experiência traumática para o CIO e também para a empresa. O mais comum é um projeto ser postergado, seja porque houve uma mudança no cenário, e os investimentos foram adiados, ou porque foi lançada uma nova versão da ferramenta, que precisará passar por avaliações.”

Fonte: INFO Corporate

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Projetos &TI André Dourado em 03 dez 2008

Como matar um projeto e sair ileso?

Murilo Ohl, da Info CORPORATE
11 de julho de 2008

Passar pela experiência de cancelar um projeto de TI é um processo duro para qualquer CIO. Mas existem formas de enfrentar o problema com baixo impacto para a carreira e a empresa

Matar um projeto de TI é sempre uma decisão difícil para o CIO, pelos prejuízos de tempo e dinheiro envolvidos. Também é necessário enfrentar a decepção de executivos e usuários e o abalo na motivação da equipe que trabalhou na inicativa. Mas, apesar de todos os esforços de prevenção, realizados com o uso de metodologias de gestão, um quarto dos projetos corporativos de TI fracassam, segundo a consultoria americana The Standish Group. Pior: conforme aumentam a abrangência do projeto e os investimentos envolvidos, maior é a possibilidade de fracasso. A questão principal, então, não é como evitar, mas como proceder quando a equipe de TI depara-se com um projeto considerado problemático. Se a decisão for pelo encerramento antes do prazo, qual é a melhor forma de fazer isso, causando o mínimo de danos para a empresa e para todos os envolvidos?

A decisão de acabar com um projeto deve servista de maneira pragmática. “Encerrar um projeto não é bom nem para o CIO nem para a organização, mas é melhor do que mantê-lo em andamento mesmo com o risco de fracasso”, afirma Regina Pistelli, CIO da Medial Saúde.

Embora possa representar uma decepção pessoal para o gestor, o encerramento também revela senso de responsabilidade e comprometimento com os resultados da empresa. “Para o CFO, esse tipo de decisão pega bem, pois mostra que o CIO não tem envolvimento emocional como projeto”, afirma Ione de Almeida Coco, vice-presidente do programa para executivos do Gartner.”No final do processo, uma decisão como essa passa para a corporação uma imagem positiva do CIO”, afirma Ione.

A primeira pessoa que o CIO deve convencer de que não vale a pena seguir adiante com um projeto problemático é ele mesmo.”Ninguém gosta de matar a própria cria, mas em certos casos essa pode ser a melhor alternativa”, diz Ione.

Equipes de projeto também tendem a resistir à idéia de que as coisas não estão dando certo. Isso pode levar à perigosa situação de os problemas serem mascarados. “Apesar de experientes, alguns CIOs e gerentes de projetos acabam se tornando ‘bombeiros’ de suas iniciativas, na tentativa de recuperar heroicamente um projeto emandamento”, diz Marcelo Miranda, gerente da consultoria Everis, antiga DMR Consulting.

Correção de rumo – Mas a tendência aponta para uma diminuição, nas grandes empresas, da necessidade de atitudes extremas, como a extinção do projeto antes do seu término. Isso porque está se tornando comum nas organizações o emprego de metodologias de gestão de projetos, como PMI, Itil ou Six Sigma, que permitem a correção dos problemas a tempo. No Bradesco, dono de um dos maiores orçamentos de TI do país, a hipótese de encerramento antecipado de uma iniciativa de TI chega a ser praticamente nula, segundo conta Laércio Albino Cézar, vice-presidente de TI do banco. Correções de rumo com o projeto em andamento, por outro lado, ocorrem com certa freqüência. “Fazer mudanças durante o desenvolvimento é natural, mas é preciso ter agilidade”, diz Cézar.

O atual momento por que passa o mercado sugere atenção redobrada em relação aos projetos. Com muitas fusões e aquisições ocorrendo, tanto entre fornecedores de TI como em outros mercados, os riscos de impacto tendem a crescer. “Num cenário em que as empresas mudam muito, o cancelamento de projetos tende a ocorrer com mais freqüência”, diz Ione Coco. Veja, a seguir, como escapar (ou enfrentar) a decisão de matar um projeto de forma menos traumática.

1) Identifique os problemas
Já que problemas ocorrem, a melhor coisa a fazer é identificá-los rapidamente durante o desenvolvimento do projeto. Em geral, o acompanhamento diário fica por conta de um gerente de projeto. “É ele quem deve alertar o CIO”, diz Keiji Sakai, CIO do Deutsche Bank. O recomendado é que o CIO reúna-se com os gerentes de projeto pelo menos uma vez por semana para se manter atualizado. “Se aparecer uma luz amarela piscando, é hora de convocar uma reunião para apurar o que está havendo e começar a trabalhar em regime de emergência”, afirma Regina Pistelli, da Medial Saúde.

Basicamente, há três grandes sinais vitais a serem monitorados: orçamento, prazo e escopo. “Se um desses três itens apresenta problemas, o projeto corre o risco de dar errado”, afirma Sakai. Gerenciar o desenvolvimento significa medir esses fatores e identificar problemas e riscos que possam comprometer um deles. O CIO precisa estar atento também às mudanças de estratégia da empresa e avaliar se elas podem causar algum impacto nas iniciativas ainda em gestação. Enquanto um projeto de TI é desenvolvido, uma companhia pode adquirir concorrentes, lançar novos produtos, abrir filiais ou promover reestruturações. “Todos esses fatores tendem a impactar os objetivos de um projeto de TI”, diz Ione Coco, do Gartner.

Quando um desses problemas ocorre, a saída costumeira é mexer em uma das variáveis, estendendo os prazos de entrega ou pedindo mais dinheiro para concluir o projeto. Normalmente, o que sufoca os projetos de TI são os prazos curtos e, em segundo lugar, o orçamento apertado. “Por isso, a solução mais usual é reduzir o escopo do projeto e tentar seguir em frente”, afirma João Gama Neto, vice-presidente da unidade de São Paulo do PMI (Project Management Institute), organização internacional que reúne as melhores práticas de gestão de projetos. A tática da redução do escopo baseia-se numa idéia de que só uma minoria das funcionalidades é realmente importante. É comum que só 20% do projeto atenda a 80% das demandas, por exemplo. Mas há quem considere esse tipo de intervenção pesada demais, preferindo um equilíbrio entre redução do escopo com alongamento do prazo e novos aportes de recursos.

Uma parte importante da tarefa de identificar problemas não está escrita nas metodologias ou nos relatórios dos gerentes. Há uma série de sinais, menos objetivos e mais intuitivos, que podem revelar problemas no projeto. Nessa seara, o que vale são a experiência e a sensibilidade do CIO. “Se o PMO faltou a uma reunião porque está apagando um incêndio, é indicativo de que algo de errado está acontecendo”, afirma Regina Pistelli. “Quando alguém da equipe entra na sala para relatar atritos com colegas ou com fornecedores, algum problema ocorreu e está emperrando o bom andamento dos trabalhos”, diz Flávio Reis, gerente de TI da Cater-pillar para a América Latina. Existe até a chamada “regra do restaurante”: se na hora do almoço a equipe demonstrar empolgação, é sinal de que as coisas vão bem. Se o tom das conversas for sempre desanimado, a razão pode ser o projeto enviesado.

O problema é que, para aprender a identificar esse tipo de sinal, não existe uma receita pronta. A cada projeto mudam os pontos de atrito, os limites pessoais e as falhas técnicas. “É no dia-a-dia, no bate-papo com a equipe, que esses sinais de problema aparecem”, diz Reis. “A execução e o conserto dependem totalmente das pessoas”.

Essa habilidade em reconhecer obstáculos não deve estar restrita apenas ao CIO. Para Keiji Sakai, o gerente de projetos também precisa deter esse conhecimento. “Não basta o profissional ser gabaritado tecnicamente, com todas as certificações. Ele precisar ter jogo de cintura para negociar com os diversos envolvidos em um projeto”, afirma Sakai.

Durante um desenvolvimento, cada decisão gera reações distintas nos diversos envolvidos. Um bom gerente de projeto é aquele que sabe lidar igualmente com fornecedores, patrocinadores e funcionários, controlando ansiedades, mantendo a motivação e garantindo a transparência.

2) Informe a empresa
Ao mesmo tempo em que procura resolver os problemas dentro da área de TI ou do escritório de projeto, o CIO também deve reportar os acontecimentos ao comando da empresa. “Os executivos devem ser informados do andamento com regularidade”, afirma Regina Pistelli. “É muito importante dar uma previsibilidade a todos os envolvidos, para que ninguém seja apanhado de surpresa pela decisão de encerrar um projeto”, afirma Regina. A responsabilidade de matar uma iniciativa não é exclusiva do CIO, mesmo que do ponto de vista da tecnologia o projeto já esteja comprometido. “O diretor de TI deve dar orientações e se posicionar, mas quem decide pelo futuro de uma iniciativa é o comitê ou o patrocinador do projeto”, afirma Sakai, do Deustche Bank.

Em geral, um comitê formado por outros diretores da empresa e usuários do sistema em desenvolvimento decide em assembléia o destino do projeto. No Bradesco, por exemplo, o comitê de tecnologia da informação reúne-se todas as quartas-feiras pela manhã para avaliar os projetos em andamento. Além dos líderes de TI, participam executivos de outros departamentos. Tem assento também um representante de uma área chamada Tecnologia de Negócios, que tem a atribuição exclusiva para fazer o intercâmbio entre a TI e os usuários. “Essa área dá apoio às decisões do comitê”, afirma Laércio Cezar.

O alinhamento com as metas da empresa deve começar bem antes, no planejamento do projeto. É nesse ponto que a TI deve se reunir com as áreas usuárias para afinar expectativas, estabelecer regras e gerar os documentos que conduzirão o desenvolvimento. “É fácil falar que a TI deve ser rápida e eficiente no término do projeto, mas, se a TI recebe uma informação com problema no início, no final ela só poderá entregar um sistema com problemas”, diz Luiz Agnelo Franciosi, gerente geral de TI da Lojas Renner. Uma falha típica dos projetos é subestimar o tempo que as áreas de negócios necessitam para homologar as soluções. Segundo Miranda, da Everis, a fase de provas e homologação responde por 30% da duração de um projeto. “Como esse tempo quase sempre deixa de ser considerado no planejamento, ele é um dos principais fatores de comprometimento dos prazos”, diz Miranda. Em megaprojetos, a Lojas Renner documenta todos os requisitos com os clientes internos. Depois faz conferências com as áreas envolvidas para discutir o projeto. “Essas revisões garantem a detecção de falhas de sistemas ou de processos antes do desenvolvimento”, diz Franciosi.

3) Dá para salvar?
Se tudo estiver dando errado, a hora é de decidir por matar ou não o projeto. Se a intenção é salvá-lo, é preciso colocar em prática um plano de recuperação. Nessa hora, a revisão de prazos, orçamentos, escopo e riscos deve ser completa. O custo de recuperação deve ser calculado. “O gerente de projeto precisa apresentar uma previsão atualizada com esses dados para informar quanto custará ir adiante”, afirma Keiji Sakai, lembrando que na fase de planejamento devem-se definir as normas de como serão os procedimentos de salvação ou cancelamento do projeto.

A melhor decisão nessa hora é interromper o projeto momentaneamente e voltar à origem do problema, para tentar resolvê-lo. Mas o CIO não precisa tentar consertar o avião em pleno vôo. “Se algo deu errado, não siga em frente. Pare, volte, encontre o problema, corrija-o e então avalie se é necessário começar do zero ou partir do ponto em que estava”, afirma Franciosi, da Lojas Renner. Salvar um projeto não significa apenas eliminaros problemas, mas também rever seus objetivos. “Por isso, uma vez consertados os problemas, é preciso renegociar os acordos com os patrocinadores do projeto”, afirma Franciosi.

Quando o empreendimento já está bastante comprometido, mas a companhia quer salvá-lo a qualquer custo, uma sugestão é criar uma equipe de resgate, que vai entrar para promover a reestruturação do projeto. Nesses casos, contratar uma consultoria externa pode ser uma alternativa. “Mas o CIO precisa dar carta branca para que esse consultor faça as mudanças necessárias, inclusive trocando pessoas”, afirma Luís Augusto dos Santos, presidente do PMI de São Paulo.

4) O plano de encerramento
Se a decisão for matar o projeto, também existe um plano de encerramento a ser posto em prática. Todo o processo de desenvolvimento deve estar muito bem documentado, para elaborar a justificativa de cancelamento que será apresentada ao comando da empresa. O CIO deve se ater às evidências, sem tentar defender ou menosprezar o projeto. “A justificativa tem de ser precisa, sem sentimentos”, afirma Regina Pistelli, da Medial Saúde.

Nessa hora, não existe excesso de rigor. “Quando passei por uma situação dessas, a fundamentação da decisão de encerramento foi muito mais completado que a utilizada para aprovar o projeto no início”, afirma Flávio Reis, da Caterpillar. Mais do que isso, como houve transparência durante todo o processode implementação, quando Reis comunicava a ocorrência de problemas, a alta direção já estava ciente de que o encerramento era uma das alternativas em jogo. No momento em que a decisão de matar o projeto tornou-se inevitável, o comando da empresa não foi surpreendido.

Definida a situação com o comando da empresa, é preciso dar início à desarticulação da iniciativa. Deve-se começar a comunicar as áreas que serão afetadas pelo encerramento do projeto, mas quenão participaram diretamente da decisão de cancelá-lo. Também é necessário lidar com os fornecedores. Em alguns casos, quando há contratos assinados, é preciso avaliar as cláusulas de cancelamento. “Já ouvi histórias de multas tão altas queimpediram o projeto de ser cancelado. Era menos custoso concluir um sistema ruim”, diz Sakai. Há questões contratuais semelhantes a serem avaliadas, no caso dos consultores e de analistas terceirizados. Parte das licenças de software e alguns equipamentos podem ser reaproveitados em outros projetos. Outra parte vira prejuízo.

Tão complicado quanto falar com o board é comunicar a equipe interna de TI. Um cancelamento abrupto pode causar demissões ou ociosidade das pessoas. Trabalhar a motivação da equipe é fundamental. “Por mais que faça parte da vida de um profissional de TI, a sensação de perda com o fimde um projeto é muito grande”, afirma Regina Pistelli. Muitas vezes, as pessoas investem até a carreira num projeto. “Se na hora de decidir encerrar, o CIO deve demonstrar distanciamento crítico, no momento de gerenciar o impacto na equipe, é necessário ter muita sensibilidade”, afirma Regina.

Outra parte importante é entregar para a organização um relatório com as lições aprendidas e o queo projeto fracassado pode deixar de valor para a empresa. “Provavelmente também será necessário apresentar algumas providências que você pretende tomar para que os problemas não se repitam”, afirma Flávio Reis.

5) Como fica o CIO?
Até que ponto a decisão de encerrar um projeto compromete o CIO? “Quando o fracasso é determinado por um problema de tecnologia ou por uma escolha errada de fornecedor, a repercussão pode ser muito ruim”, diz Keiji Sakai. No entanto, a conduta do CIO durante o processo costuma definir a sua avaliação. É preciso ter em mente que, para a empresa, resolver a questão de maneira eficiente representa um alívio. Segundo Regina Pistelli, após um choque inicial, uma reação de solidariedade costuma aparecer. “Se o CIO tem a decência de assumir, na frente de toda a direção, que o projeto fracassou, os outros executivos saberão reconhecer o peso dessa atitude”, diz Regina. Também é preciso estar convencido de que matar um projeto não é sinal de incompetência, mas de responsabilidade. “Não conheço nenhum CIO que foi demitido por isso”, diz Ione Coco.

Flávio Reis, da Caterpillar, lembra que não se deve misturar o desafio pessoal com o plano corporativo. O insucesso precisa ser visto como uma ocorrência pontual. Não pode valer para projetos futuros. “Essa regra é aplicada tanto para os fornecedores que participaram do projeto quanto para o CIO e a equipe”, diz Reis.

Há ainda os projetos que foram entregues completos,no prazo e com a verba esperada, mas que mesmo assim não atenderam às expectativas do negócio. Na gestão de projetos, o próximo passo é o que o Gartner e o PMI chamam de gestão de portfólio. O modelo propõe uma forma de medir se um projeto atende de fato às demandas da organização. Por ainda ser novidade, é algo que exigirá uma reavaliação da definiçãode sucesso de um projeto corporativo. Diante desse modelo, os indicadores objetivos de prazo, custo e escopo passam a ter importância mais superficial. As verdadeiras medidas de sucesso refletirão o valor entregue para o negócio, e para isso é preciso estabelecer como o projeto será medido. Só assim os CIOs podem amenizar os riscos e evitar a difícil situação de ter que comunicar a morte súbita de um projeto de TI.

Publicado originalmente na Corporate de Julho de 2007

Fonte: INFO Corporate

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Carreira &Notícias &Projetos André Dourado em 27 nov 2008

Comunicado PMI sobre Cronograma de Certificações para 2009

by Carlos Henrique on November 4, 2008

Com os lançamentos programados pelo PMI para o último dia deste ano (4a Edição do PMBoK e 2as versões dos padrões OPM3®, Standard for Program Management e Standard for Portfolio Management), muitas pessoas que desejam obter alguma certificação no próximo ano (inclusive eu) têm dúvidas sobre como ficarão os exames à partir do dia 31 de dezembro.

Pensando nisso, o PMI emitiu um certificado oficial aos REPs (Registered Educational Provider) que a Projectlab publicou em seu blog traduzindo ao estilo de uma FAQ. Veja abaixo as respostas às principais dúvidas:

P: Quando será o lançamento do Guia PMBOK® – 4a Edição e das 2as versões dos padrões OPM3®, Standard for Program Management e Standard for Portfolio Management?
R: O Guia PMBOK® – 4a Edição está programado para publicação no dia 31 de dezembro de 2008, assim como as 2as versões dos outros padrões mencionados.Todos serão publicados na mesma data, pois representam as disciplinas chave para a profissão do gerente de projetos: gerenciamento de projetos, programas, e portfólio no âmbito da organização. O alinhamento dos quatro padrões ajuda a garantir que a profissão use como referência os mesmos termos e entendimento, promovendo a harmonia entre os padrões.

P: Como as atualizações do Guia PMBOK® – 4a Edição vai afetar o exame de certificação PMP?
R: Quando um padrão como o Guia PMBOK® – 4a Edição é lançado, os exames de credenciamento são também atualizados para refletir as mudanças. Existe uma tabela de datas de quando as atualizações serão totalmente incorporadas:

Credencial     Exame Atualizado
PMP®             30 de junho de 2009
CAPM®           31 de julho de 2009
PMI-SPSM       31 de agosto de 2009
PMI-RMPSM    31 de agosto de 2009
PgMP®           31 de agosto de 2009

Lembrem-se que padrões são apenas umas das referências contidas no corpo de conhecimento de gerenciamento de projetos, por isso não haverá uma mudança súbita no exame.

P: Quando estudando para um dos exames de certificação acima, qual edição dos padrões é recomendado para o estudo?
R: Até as datas de atualização dos exames descritas acima, recomenda-se o uso do Guia PMBOK® – 3a Edição, sendo no caso do PgMP® também a 1ª edição do Standard for Program Management. Após as datas referidas, recomenda-se as novas edições para estudo.

P: Quando estarão disponíveis as traduções para Guia PMBOK® – 4a Edição, inclusive o Português?
R: O Guia PMBOK® – 4a Edição será traduzido para 10 idiomas, incluindo o português do Brasil. No dia 31 de dezembro de 2008 está programada a disponibilização no site do PMI para seus filiados uma versão em PDF não revisada das traduções, sem layout ou formatação usada na versão publicada, como um pré-lançamento, que não pode ser vendido ou distribuído. Versões oficiais já devidamente revisadas são esperadas para o dia 31 de março no site. Cópias impressas serão disponibilizadas em meados de 2009.

Fonte: UniversoGP.com

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Projetos &Redmine &TI &Tutorial André Dourado em 19 nov 2008

Redmine – Tutorial de backup no Windows

Em continuação à série de tutoriais relacionados ao Redmine, neste será apresentada uma forma de criar cópias de segurança, dos dados armazenados pela aplicação.

Backups dos dados do Redmine, devem incluir os dados armazenados no banco de dados e os arquivos armazenados nos diretórios da aplicação.

Requisitos


WinRAR: para a automação do processo de backup, neste tutorial foi utilizado a versão do compactador em linha de comando, que acompanha a instalação do software WinRAR, portanto o software deve estar previamente instalado.

Premissas


Para a criação do arquivo de lote, foram assumidas algumas premissas:

  • Saber em que diretório está instalado o WinRAR. No caso deste tutorial ele está instalado em “c:\Arquivos de Programas\WinRar”. No arquivo de lote foi utilizado o caminho como é representado no ambiente de linha de comando “\arquiv~1\winrar\”;
  • Saber em que diretório está instalado o MySQL. No caso deste tutorial ele está instalado em “c:\rails\mysql\bin\”;
  • O schema do banco de dados será armazenado em um arquivo com o nome no formato “bkp_redmine_aaaammdd_mysql_schema.sql”, onde “aaaammdd” corresponde a data da criação do backup;
  • Os dados exixtentes no schema do banco de dados serão armazenados em um arquivo com o nome no formato “bkp_redmine_aaaammdd_mysql_data.sql”, onde “aaaammdd” corresponde a data da criação do backup;
  • Os arquivos existentes no diretório da aplicação “\rails\rails_apps\redmine\files” serão armazenados em um arquivo com o nome no formato “bkp_redmine_aaaammdd_files.rar”, onde “aaaammdd” corresponde a data da criação do backup;
  • O usuário do banco MySQL utilizado para o backup, será o “root” com senha de acesso em branco.

Criação do Arquivo de Lote


1.Crie um diretório onde serão armazenados os arquivos de backup. No caso foi criado o diretório “backup_redmine” no raiz do c:

2
.Crie um arquivo de lote que executará o processo de backup. Utilize para esta operação, qualquer editor de textos, por exemplo o notepad e inclua as seguintes linhas:

for /f “tokens=2-4 delims=/ ” %%a in (‘DATE /T’) do set Date=%%c%%b%%a

\rails\mysql\bin\mysqldump -d -u root redmine > \backup_redmine\bkp_redmine_%Date%_mysql_schema.sql
\rails\mysql\bin\mysqldump -t -u root redmine > \backup_redmine\bkp_redmine_%Date%_mysql_data.sql

\arquiv~1\winrar\rar a \backup_redmine\bkp_redmine_%Date%_files \rails\rails_apps\redmine\files\*.*

3.Salve o arquivo de lote em um diretório qualquer. No caso foi salvo em: “C:\rails\rails_apps\redmine\” com o nome “backup_redmine_mysql.bat”.

4.Crie um atalho na área de trabalho do Windows para a chamada da rotina de execução do backup, para quando achar necessário que a mesma seja executada.

Agendamento do Backup


1.Para agendar uma tarefa no XP, selecione as opções do menu “Iniciar > Configurações > Painel de Controle”. Localize o ícone relativo à opção “Tarefas Agendadas”. Dê duplo clique sobre o ícone.

2.Duplo clique sobre a opção “Adicionar tarefa agendada”.

3.Clique sobre o botão “Avançar”.

4.Localize e selecione o arquivo de lote, no diretório onde foi criado e clique sobre o botão “Abrir”.

5.Selecione a opção “Diariamente” e clique sobre o botão “Avançar”.

6.Altere as opções de horário, frequência de execução e data de início da tarefa e clique sobre o botão “Avançar”.

7.Informe usuário e senha sob qual a rotina será executada e clique sobre o botão “Avançar”.

8.Clique sobre o botão “Concluir”.

Referências:
    Blog do faraohh (Marcello)
    Redmine – Tutorial de Instalação no Windows

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